segunda-feira, 9 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
O The Incrível Hulk
Bom eu ía fazer a retrospectiva Hulk aqui no site mas não carece...
Pois já tem bastante coisa online.
Seguem os links:
O Mundo contra o Hulk
No original World War Hulk (bem mais legal!). Muito material pra quem tá a fim de começar a ler os gibis do Verdão. Bola dentro da Panini.
Incrível Hulk - O Filme
Site foderoso do filme. Sem banda larga (2 MB pra fora) nem tenta. Muito foda. Deixa qualquer um pilhadão pra ver o filme.
Bom... FUJAM! CORRAM! FUJAM PRAS MONTANHAS! Ele está chegando... Dia 13/06.
Pois já tem bastante coisa online.
Seguem os links:
O Mundo contra o Hulk
No original World War Hulk (bem mais legal!). Muito material pra quem tá a fim de começar a ler os gibis do Verdão. Bola dentro da Panini.
Incrível Hulk - O Filme
Site foderoso do filme. Sem banda larga (2 MB pra fora) nem tenta. Muito foda. Deixa qualquer um pilhadão pra ver o filme.
Bom... FUJAM! CORRAM! FUJAM PRAS MONTANHAS! Ele está chegando... Dia 13/06.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Crítica: Ironman
Surpreso. Sim, foi exatamente assim que eu me senti. Eu confesso que não esperava nada demais desse filme. E não é que é divertido?
O filme surpreende exatamente naquilo que todos os outros pecaram: é divertido, sem ser totalmente estúpido. Quarteto Fantástico mostrava uma história pouca amarrada (os dois filmes) com os seus personagens idiotizados. Homem Aranha 3 passava tão rápido as cenas de ação que nada se enxergava, além da história ter mais furos que a história do Ronaldo e seus travecos... XMen3 aparece mutante de tudo que é lado e o Wolvie liderando... Errr... Dá calafrios!
Ironman é um filme consistente. Sua história é sim fraca e simples, mas consegue sustentar o filme plenamente, sem que a explicação tenha que se repetir a cada 5 minutos. O ritmo é rápido mas o tom de diversão está sempre no ar. Tem seus erros e exageros, alguns pequenos problemas de continuidade. E nessa altuar meu querido leitor deve estar se perguntando: "Ma que palhaço, gostô ou não do filme, porra?" SIM e gostei muito! Porque é divertido!
Em nenhum momento o fator diversão foi sonegado. Em nenhum momento o espectador foi tratado de modo a estar no jardim de infância. O filme consegue arrancar risos, apresenta momentos românticos, cenas que você sussurra "que ducaralho" e mostra um Tony Stark bem canalha, cafajeste e malandrão. Aquele cara que adoramos odiar. E está tudo lá para os fãs e nerds xiitas (eu) no filme: evolução das armaduras, mortes (sim, as pessoas morrem! Mas não não tem sangue jorrando), Jim Rhodes (muito bem no apoio no filme todo e em uma cena impagável!), Pepper (sim apesar de tudo Gwyneth Paltrow está bem e bonitinha!) e o Ironmonger (Jeff Bridges no estilo mais crássico da vilania) e a Superintendência... Você querido nerd sabe do que eu estou falando... Aliás, olho vivo pois o símbolo deles fica pipocando o tempo inteiro no filme! Cara, eu vi uma HQ nos cinemas! E era exatamente isso que todos queriam!
A Marvel acerta a mão com Ironman e sai numa boa com a recém fundada Marvel Studios. Nitidamente a preocupação era fazer algo sem exageros pirotécnicos mas bem consistente. Claramente, teve mão de roteirista de HQ na história aparando miuto bem todas as possíveis arestas. Recomendo a ida ao cinema.
Ah, tem uma cena no fim dos créditos que vale o filme inteiro!!! AAAAAHHHH!!! Marvel rules!!! Os próximos anos prometem!
Mas Batman: TDK ainda vai matar a pau. E muito.
O filme surpreende exatamente naquilo que todos os outros pecaram: é divertido, sem ser totalmente estúpido. Quarteto Fantástico mostrava uma história pouca amarrada (os dois filmes) com os seus personagens idiotizados. Homem Aranha 3 passava tão rápido as cenas de ação que nada se enxergava, além da história ter mais furos que a história do Ronaldo e seus travecos... XMen3 aparece mutante de tudo que é lado e o Wolvie liderando... Errr... Dá calafrios!
Ironman é um filme consistente. Sua história é sim fraca e simples, mas consegue sustentar o filme plenamente, sem que a explicação tenha que se repetir a cada 5 minutos. O ritmo é rápido mas o tom de diversão está sempre no ar. Tem seus erros e exageros, alguns pequenos problemas de continuidade. E nessa altuar meu querido leitor deve estar se perguntando: "Ma que palhaço, gostô ou não do filme, porra?" SIM e gostei muito! Porque é divertido!
Em nenhum momento o fator diversão foi sonegado. Em nenhum momento o espectador foi tratado de modo a estar no jardim de infância. O filme consegue arrancar risos, apresenta momentos românticos, cenas que você sussurra "que ducaralho" e mostra um Tony Stark bem canalha, cafajeste e malandrão. Aquele cara que adoramos odiar. E está tudo lá para os fãs e nerds xiitas (eu) no filme: evolução das armaduras, mortes (sim, as pessoas morrem! Mas não não tem sangue jorrando), Jim Rhodes (muito bem no apoio no filme todo e em uma cena impagável!), Pepper (sim apesar de tudo Gwyneth Paltrow está bem e bonitinha!) e o Ironmonger (Jeff Bridges no estilo mais crássico da vilania) e a Superintendência... Você querido nerd sabe do que eu estou falando... Aliás, olho vivo pois o símbolo deles fica pipocando o tempo inteiro no filme! Cara, eu vi uma HQ nos cinemas! E era exatamente isso que todos queriam!
A Marvel acerta a mão com Ironman e sai numa boa com a recém fundada Marvel Studios. Nitidamente a preocupação era fazer algo sem exageros pirotécnicos mas bem consistente. Claramente, teve mão de roteirista de HQ na história aparando miuto bem todas as possíveis arestas. Recomendo a ida ao cinema.
Ah, tem uma cena no fim dos créditos que vale o filme inteiro!!! AAAAAHHHH!!! Marvel rules!!! Os próximos anos prometem!
Mas Batman: TDK ainda vai matar a pau. E muito.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Ausência
Sei que ando meio ausente do blog. Muita coisa mesmo acontecendo. E fica difícil dar a atenção necessária ao blog.
Mas eu vim falar sobre outra coisa hoje. Há não mais que 20 minutos atrás e vi um atropelamento. Bastante brutal eu diria. Um carro passou por cima de um cão, daqueles com cara de labrador, mas bem vira-lata. É, eu estou tentando ser tocante sim. Só que foi real.
Eu estava esperando o ônibus, naquele horário esdrúxulo que vocês conhecem, em uma avenida de 3 pistas aqui de Porto Alegre. Vi um cão atravessando a rua e até aí tudo bem. Ele atravessou com toda calma do mundo. Eu olhei para os lados para ver se não havia carro nenhum vindo naquela direção. Vi que não havia perigo algum para o animal, mas aquele pensamento do tipo "com essa preguiça toda é bom ele se cuidar pra atravessar a rua" apareceu na minha mente.
É interessante que continuei ali parado. Esperando o ônibus. Não que eu tivesse algo pra fazer. Contudo, eu estou sempre me cuidando nessa hora, olhando para os lados. Rapidamente a atenção que havia dado ao cão já era voltada pra cuidar de eu mesmo. De repente, olhei para um carro verde escuro vindo bastante rápido e, instintivamente, procurei pelo cão. Ele estava atravessando naquele momento. Eu vi o que ía acontecer. Minhas pernas se retesaram, e eu cheguei a emitir algum som, um grunhido. Estiquei o mão em direção a ele como se eu pudesse tirá-lo daquela situação. Era tarde já. O carro chegou a frear um pouco, praticamente encostando no animal, que ganiu. Logo depois ele acelerou, jogou o bicho uns 3 metros pra frente, e passou por cima.
Estranhamente, levei minhas mãos até a cabeça e deixei que elas alcançassem minha nuca. Apertei minha nuca forte com ambas as mãos e fechei os olhos com força. Uma moça do meu lado gritou e, começou a chorar. Outros dois srs. apenas lamentaram. Eu fiquei mudo. Senti uma dor forte na boca do estômago. Me lembrei de um atropelamento de uma mulher que vi em frente ao hospital, em um dia em que eu trabalhava em um vestibular. A boca do meu estômago pareceu dar um nó por um momento. Eu olhava para aquelas 3 pessoas junto comigo na parada. Apesar das diferentes reações havia um consenso quanto a situação: impotência. Nada podíamos ter feito, sem que arriscássemos nossas vidas.
Vi que o ônibus vinha chegando. Subi e agora estou aqui. Escrevendo. Não é todo dia que eu vejo "ao vivo" isso. É preciso estômago. Eu sei, foi um cachorro vira-lata e pulguento. Mas eu conheço pelo menos uma dúzia de pessoas que talvez merecessem esse fim mais do que o cachorro. Eu não acredito em acaso. Se o cachorro serviu de lição para qualquer um de nós ali, inclusive o motorista, espero que tenha valido a pena. Não sei o que se pode tirar daí, se é que é possível tirar alguma coisa de algo tão brutal quanto isso.
Me impressionou muito a falta de ação de todos ali. Minha ausência. A ausência do motorista que podia ter parado, pois nenhum carro vinha atrás dele. A ausência de vida do cão. A ausência da rotina. A ausência da raiva. Enfim, a ausência.
Estou finalizando a continuação do conto. Bem devagar. Eu volto.
Mas eu vim falar sobre outra coisa hoje. Há não mais que 20 minutos atrás e vi um atropelamento. Bastante brutal eu diria. Um carro passou por cima de um cão, daqueles com cara de labrador, mas bem vira-lata. É, eu estou tentando ser tocante sim. Só que foi real.
Eu estava esperando o ônibus, naquele horário esdrúxulo que vocês conhecem, em uma avenida de 3 pistas aqui de Porto Alegre. Vi um cão atravessando a rua e até aí tudo bem. Ele atravessou com toda calma do mundo. Eu olhei para os lados para ver se não havia carro nenhum vindo naquela direção. Vi que não havia perigo algum para o animal, mas aquele pensamento do tipo "com essa preguiça toda é bom ele se cuidar pra atravessar a rua" apareceu na minha mente.
É interessante que continuei ali parado. Esperando o ônibus. Não que eu tivesse algo pra fazer. Contudo, eu estou sempre me cuidando nessa hora, olhando para os lados. Rapidamente a atenção que havia dado ao cão já era voltada pra cuidar de eu mesmo. De repente, olhei para um carro verde escuro vindo bastante rápido e, instintivamente, procurei pelo cão. Ele estava atravessando naquele momento. Eu vi o que ía acontecer. Minhas pernas se retesaram, e eu cheguei a emitir algum som, um grunhido. Estiquei o mão em direção a ele como se eu pudesse tirá-lo daquela situação. Era tarde já. O carro chegou a frear um pouco, praticamente encostando no animal, que ganiu. Logo depois ele acelerou, jogou o bicho uns 3 metros pra frente, e passou por cima.
Estranhamente, levei minhas mãos até a cabeça e deixei que elas alcançassem minha nuca. Apertei minha nuca forte com ambas as mãos e fechei os olhos com força. Uma moça do meu lado gritou e, começou a chorar. Outros dois srs. apenas lamentaram. Eu fiquei mudo. Senti uma dor forte na boca do estômago. Me lembrei de um atropelamento de uma mulher que vi em frente ao hospital, em um dia em que eu trabalhava em um vestibular. A boca do meu estômago pareceu dar um nó por um momento. Eu olhava para aquelas 3 pessoas junto comigo na parada. Apesar das diferentes reações havia um consenso quanto a situação: impotência. Nada podíamos ter feito, sem que arriscássemos nossas vidas.
Vi que o ônibus vinha chegando. Subi e agora estou aqui. Escrevendo. Não é todo dia que eu vejo "ao vivo" isso. É preciso estômago. Eu sei, foi um cachorro vira-lata e pulguento. Mas eu conheço pelo menos uma dúzia de pessoas que talvez merecessem esse fim mais do que o cachorro. Eu não acredito em acaso. Se o cachorro serviu de lição para qualquer um de nós ali, inclusive o motorista, espero que tenha valido a pena. Não sei o que se pode tirar daí, se é que é possível tirar alguma coisa de algo tão brutal quanto isso.
Me impressionou muito a falta de ação de todos ali. Minha ausência. A ausência do motorista que podia ter parado, pois nenhum carro vinha atrás dele. A ausência de vida do cão. A ausência da rotina. A ausência da raiva. Enfim, a ausência.
Estou finalizando a continuação do conto. Bem devagar. Eu volto.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Pés esquerdos
Tem dias que você acorda com o pé esquerdo. Esse é um deles. Aliás, o fim de semana foi todo assim. Cheio de pés esquerdos.
Simplesmente alguns dias não foram feitos para a gente fazer qualquer coisa. Admita, isso é um fato da vida: têm dias que por mais que você tente, nada, nada mesmo, dá certo.
São aqueles dias que você suja a sua roupa de comida, seu computador pifa por motivo algum, o carro joga água da poça em você, você se queima com o café, alguém do seu lado simplesmente não para um minuto de falar... Por aí vai.
Com certeza, alguém dirá que estamos sujeitos a esse tipo de coisa todo o dia. Eu sei, tem razão. Mas, alguém já viu "Um Dia de Fúria"? Bom, esse é o meu dia de fúria. Ainda bem que não lido com explosivos, armas nucleares... Essas coisas.
Vou ver se encontro algum buraco em que eu possa me esconder.
Pra não dizer que falei de flores, mando um link deverás interessante pra vocês:
ALADYGMA
Como vocês são nerds espertos biltres, safardanas do cacete, não vou dar dica alguma. Se virem.
Se encontrarem o Pernalonga digam que eu preciso de uma toca.
Simplesmente alguns dias não foram feitos para a gente fazer qualquer coisa. Admita, isso é um fato da vida: têm dias que por mais que você tente, nada, nada mesmo, dá certo.
São aqueles dias que você suja a sua roupa de comida, seu computador pifa por motivo algum, o carro joga água da poça em você, você se queima com o café, alguém do seu lado simplesmente não para um minuto de falar... Por aí vai.
Com certeza, alguém dirá que estamos sujeitos a esse tipo de coisa todo o dia. Eu sei, tem razão. Mas, alguém já viu "Um Dia de Fúria"? Bom, esse é o meu dia de fúria. Ainda bem que não lido com explosivos, armas nucleares... Essas coisas.
Vou ver se encontro algum buraco em que eu possa me esconder.
Pra não dizer que falei de flores, mando um link deverás interessante pra vocês:
ALADYGMA
Como vocês são nerds espertos biltres, safardanas do cacete, não vou dar dica alguma. Se virem.
Se encontrarem o Pernalonga digam que eu preciso de uma toca.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Hellboy II
Preciso falar mais alguma coisa? Ahn? AHN?
Esse vai ser o melhor filme nerd de 2008!
Novo trailer aqui manézão! Se liga que dá pra ver em uma resolução mais melhor de boa nos links para Quicktime.
SHAZAM!
Esse vai ser o melhor filme nerd de 2008!
Novo trailer aqui manézão! Se liga que dá pra ver em uma resolução mais melhor de boa nos links para Quicktime.
SHAZAM!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Do pó ao pó
O ambiente obscuro e sinistro dessa casa me trazia lembranças. Memórias de um tempo a muito tempo esquecido. Uma pequena fração de mim se perde em devaneios, ficando esquecida junto ao pó das minhas recordações. Eu me deixo perder, calmo, tranqüilo. Enfim...
- Droga! Porra! Seu pedaço de merda! Acorda! Vai! ACORDA.
- O sangue não é forte o suficiente, Dorotya. Ele já era.
- Maldito! Maldito seja você!
Eu sinto ela chutar meu corpo. Eu estou no presente agora. Mas meu presente é somente o meu fim. Minha única chance talvez seja o começo. Sim... Eu lembro.
*********************************************
- Lesalle! Menino bobo... Lesalle! Ele vai ver só...
Eu fico olhando Lily a empregada nos procurando. Damos risinhos baixos e fazemos “ssshhh” com o dedo em riste perpendicular a boca um para o outro. Eu e Mark adorávamos fazer isso o dia todo com Lily. O interessante é que Lily não era muito mais velha do que eu e Mark. Mas éramos muito novos ainda. Nessa época, era só brincar o tempo todo.
A casa enorme dos pais de Mark era em um estilo vitoriano clássico, escura, sombria. Seu número infindável de cômodos era uma terra que constantemente era explorada por nós. Vivíamos fantasiando sobre savanas, faroeste, lutas em dunas desérticas e, claro, brincávamos de esconder com Lily. A eletricidade e o uso de lâmpadas dentro da casa era uma extravagância para qualquer um naquela época. Algo realmente digno do status que a família Hagen ostentava. Eram as pessoas mais ricas, milionárias, que viviam em Paris. E meus pais adoravam que eu passasse a maior parte do tempo junto a eles, na casa de Mark. Não porque eu tinha um amigo. Mas porque eles eram ricos. Nessa época eu sequer imaginava o que o pai de Mark fazia. Tudo que me importava era me esconder de Lily.
- Vai Adi! Pra biblioteca, vai corre!
- Que que você vai fazer Mark?
- Vou gritar bem alto!
- Quê?
Mark respira fundo e grita: - Lily boboca, come casca de ferida!
- Mark! Ela vai nos matar agora! Corre! Corre!
Não sabia se corríamos mais ou se ríamos mais. Era um riso nervoso, misturado ao medo de ser capturado pelo inimigo feminino: Lily.
Contudo, entramos na biblioteca em silêncio para não atrair a atenção de Lily. Pé ante pé fomos entrando. Nesse instante nos deparamos com o Pai de Mark sentado na sua cadeira, de costas para nós. Na mesa ao lado da cadeira, um copo de uísque e um cachimbo. Eu fiz menção de ir olhar o cachimbo. Antes que eu pudesse me mexer, ouvi um forte estampido e de tão assustado, dei um grito. Um pedaço da cabeça do Pai de Mark acabou indo parar no rosto de Mark. Recebemos uma fina chuva de sangue no corpo. Alguns livros ficaram manchados para sempre. A Ilha do Tesouro é um deles. O tapete de um tom verde musgo passa a ser negro e pegajoso. Finalmente uma poça de sangue alcança nossos pés.
Lily entra na biblioteca e começa a gritar. Eu parecia não escutar mais nada. Num ato ainda mais estranho, Mark pega na minha mão e vamos até a parte da frente da cadeira. O corpo do pai de Mark jaz cortado, eviscerado. O que restou da cabeça estava pendurado como um toco de árvore velha, jazendo na poltrona. Nunca entendi o que Mark queria ver ali.
Ficamos ali parados não sei por quanto tempo. Não conseguimos dizer nada. Depois dali ficamos quase 1 mês sem dizer palavra qualquer. Os policiais não conseguiram explicar como alguém podia ter eviscerado a si próprio e ainda ter se matado.
Naquele dia, antes de sair da biblioteca, jurei ter visto olhos de fogo por trás da cortina. Uma presença horrenda estava lá dentro e só eu senti. Um cheiro forte de carne podre empesteava o ar. Eu tinha sido levado as portas do inferno pela primeira vez.
Continua...
- Droga! Porra! Seu pedaço de merda! Acorda! Vai! ACORDA.
- O sangue não é forte o suficiente, Dorotya. Ele já era.
- Maldito! Maldito seja você!
Eu sinto ela chutar meu corpo. Eu estou no presente agora. Mas meu presente é somente o meu fim. Minha única chance talvez seja o começo. Sim... Eu lembro.
*********************************************
- Lesalle! Menino bobo... Lesalle! Ele vai ver só...
Eu fico olhando Lily a empregada nos procurando. Damos risinhos baixos e fazemos “ssshhh” com o dedo em riste perpendicular a boca um para o outro. Eu e Mark adorávamos fazer isso o dia todo com Lily. O interessante é que Lily não era muito mais velha do que eu e Mark. Mas éramos muito novos ainda. Nessa época, era só brincar o tempo todo.
A casa enorme dos pais de Mark era em um estilo vitoriano clássico, escura, sombria. Seu número infindável de cômodos era uma terra que constantemente era explorada por nós. Vivíamos fantasiando sobre savanas, faroeste, lutas em dunas desérticas e, claro, brincávamos de esconder com Lily. A eletricidade e o uso de lâmpadas dentro da casa era uma extravagância para qualquer um naquela época. Algo realmente digno do status que a família Hagen ostentava. Eram as pessoas mais ricas, milionárias, que viviam em Paris. E meus pais adoravam que eu passasse a maior parte do tempo junto a eles, na casa de Mark. Não porque eu tinha um amigo. Mas porque eles eram ricos. Nessa época eu sequer imaginava o que o pai de Mark fazia. Tudo que me importava era me esconder de Lily.
- Vai Adi! Pra biblioteca, vai corre!
- Que que você vai fazer Mark?
- Vou gritar bem alto!
- Quê?
Mark respira fundo e grita: - Lily boboca, come casca de ferida!
- Mark! Ela vai nos matar agora! Corre! Corre!
Não sabia se corríamos mais ou se ríamos mais. Era um riso nervoso, misturado ao medo de ser capturado pelo inimigo feminino: Lily.
Contudo, entramos na biblioteca em silêncio para não atrair a atenção de Lily. Pé ante pé fomos entrando. Nesse instante nos deparamos com o Pai de Mark sentado na sua cadeira, de costas para nós. Na mesa ao lado da cadeira, um copo de uísque e um cachimbo. Eu fiz menção de ir olhar o cachimbo. Antes que eu pudesse me mexer, ouvi um forte estampido e de tão assustado, dei um grito. Um pedaço da cabeça do Pai de Mark acabou indo parar no rosto de Mark. Recebemos uma fina chuva de sangue no corpo. Alguns livros ficaram manchados para sempre. A Ilha do Tesouro é um deles. O tapete de um tom verde musgo passa a ser negro e pegajoso. Finalmente uma poça de sangue alcança nossos pés.
Lily entra na biblioteca e começa a gritar. Eu parecia não escutar mais nada. Num ato ainda mais estranho, Mark pega na minha mão e vamos até a parte da frente da cadeira. O corpo do pai de Mark jaz cortado, eviscerado. O que restou da cabeça estava pendurado como um toco de árvore velha, jazendo na poltrona. Nunca entendi o que Mark queria ver ali.
Ficamos ali parados não sei por quanto tempo. Não conseguimos dizer nada. Depois dali ficamos quase 1 mês sem dizer palavra qualquer. Os policiais não conseguiram explicar como alguém podia ter eviscerado a si próprio e ainda ter se matado.
Naquele dia, antes de sair da biblioteca, jurei ter visto olhos de fogo por trás da cortina. Uma presença horrenda estava lá dentro e só eu senti. Um cheiro forte de carne podre empesteava o ar. Eu tinha sido levado as portas do inferno pela primeira vez.
Continua...
terça-feira, 1 de abril de 2008
Amor Nerd
Uma das coisas mais impressionantes é o Amor Nerd.
É aquela coisa do fanboy que sabe até as entrelinhas das coisas mais absurdas, como por exemplo, se um Balrog tem asas, quem foi Tom Bombadil, que o Cap. Kirk não foi o primeiro a comandar a nave Interprise, o que é uma Millenium Falcon e até quem atirou primeiro no tiroteio entre Han Solo ou Greebo. Se não sabem do que estou falando procurem na internet. Ou vocês talvez não sejam nerds... (nerds safados!).
Uma das mais interessantes ações amorosas é o que um sem número de fãs de Star Wars fez durante os últimos 3 anos criando histórias específicas e ricas em detalhes para personagens que muitas vezes aparecem menos de 3 segundos na tela. O resultado tá aqui ó. Muito legal.
Aliás algumas outras coisas legais:
1) Meu presente para o meu aniversário! Aguardo que alguma alma caridosa colabore...
By Bruno Accioly
2) Arte amalucada de Speed Racer em 3D (tem que ter Quicktime). Depois que carregar a imagem clica, segura o botão do mouse, e move horizontalmente. Aliás, será que eu vi um daqueles arbustos de faroeste e um barulho de grilos a respeito desse filme?
Han shot first!
É aquela coisa do fanboy que sabe até as entrelinhas das coisas mais absurdas, como por exemplo, se um Balrog tem asas, quem foi Tom Bombadil, que o Cap. Kirk não foi o primeiro a comandar a nave Interprise, o que é uma Millenium Falcon e até quem atirou primeiro no tiroteio entre Han Solo ou Greebo. Se não sabem do que estou falando procurem na internet. Ou vocês talvez não sejam nerds... (nerds safados!).
Uma das mais interessantes ações amorosas é o que um sem número de fãs de Star Wars fez durante os últimos 3 anos criando histórias específicas e ricas em detalhes para personagens que muitas vezes aparecem menos de 3 segundos na tela. O resultado tá aqui ó. Muito legal.
Aliás algumas outras coisas legais:
1) Meu presente para o meu aniversário! Aguardo que alguma alma caridosa colabore...
By Bruno Accioly2) Arte amalucada de Speed Racer em 3D (tem que ter Quicktime). Depois que carregar a imagem clica, segura o botão do mouse, e move horizontalmente. Aliás, será que eu vi um daqueles arbustos de faroeste e um barulho de grilos a respeito desse filme?
Han shot first!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Muito Half-life no quengo
Que tem muito louco por aí nós já sabemos.
Agora, algumas coisas estão realmente assustando.
Essa aqui por exemplo.
Legal, os caras estão sendo processados por poderem causar o apocalipse? É pra rir ou pra chorar?
Cara, como é que pode um negócio desses. Sei que fazer ciência é complicado eu qualquer lugar do mundo... Mas isso beira o ridículo. O LHC vai permitir o estudo de muita coisa interessante. Os caras que estão processando o LHC não podem ser sérios.
Interessante como os caras (Wagner e... ha-ha... Sancho) que estão processando o LHC (Fermilab e CERN) estão preocupados com coisas muito mais "sci-fi" do que outras muito mais reais, tais como os possíveis efeitos nanotecnológicos de, por exemplo, uma grande quantidade de um plástico "nano" jogado em um rio. Talvez o estrago possa ser bem maior.
Conspirador como sou isso soa muito mais como chamar a atenção para o LHC do que qualquer outra coisa. Faltou dinheiro? Enquanto isso foda-se o nosso meio ambiente... E eu ainda quero ter esperanças... Pffff...
Ah, mas eu já sei o que que é isso. Essas pessoas andaram jogando muito Half-Life... Só pode.
Aguardando ansiosamente pelo filme do Ferroso no dia 30 de abril...
Agora, algumas coisas estão realmente assustando.
Essa aqui por exemplo.
Legal, os caras estão sendo processados por poderem causar o apocalipse? É pra rir ou pra chorar?
Cara, como é que pode um negócio desses. Sei que fazer ciência é complicado eu qualquer lugar do mundo... Mas isso beira o ridículo. O LHC vai permitir o estudo de muita coisa interessante. Os caras que estão processando o LHC não podem ser sérios.
Interessante como os caras (Wagner e... ha-ha... Sancho) que estão processando o LHC (Fermilab e CERN) estão preocupados com coisas muito mais "sci-fi" do que outras muito mais reais, tais como os possíveis efeitos nanotecnológicos de, por exemplo, uma grande quantidade de um plástico "nano" jogado em um rio. Talvez o estrago possa ser bem maior.
Conspirador como sou isso soa muito mais como chamar a atenção para o LHC do que qualquer outra coisa. Faltou dinheiro? Enquanto isso foda-se o nosso meio ambiente... E eu ainda quero ter esperanças... Pffff...
Ah, mas eu já sei o que que é isso. Essas pessoas andaram jogando muito Half-Life... Só pode.
Aguardando ansiosamente pelo filme do Ferroso no dia 30 de abril...
terça-feira, 25 de março de 2008
Grandes Brasileiros (Des)Conhecidos e alguns toques
João Carlos Martins
Em alguns lugares do mundo a simples menção deste nome já denotaria uma transformação no rosto da pessoa que o ouviu. Tanto o nome, quanto seu virtuosismo.
Pois este ilustre desconhecido para a maioria do povo brasileiro é um exemplo vivo de perseverança. Digamos assim, ele é no mínimo primo do Joseph Climmer.
Conheça essa lenda viva aqui e aqui.
Quanto aos contos: estão temporariamente postergados devido a grande quantidade de atividades extra-blog. Devo retomar em breve, principalmente com os Contos Inacabados de Johnny Spark.
Tenho audiência com Dr. Jones hoje. Algo a respeito de uma tal Arca da Aliança... Nada de demais.
Em alguns lugares do mundo a simples menção deste nome já denotaria uma transformação no rosto da pessoa que o ouviu. Tanto o nome, quanto seu virtuosismo.
Pois este ilustre desconhecido para a maioria do povo brasileiro é um exemplo vivo de perseverança. Digamos assim, ele é no mínimo primo do Joseph Climmer.
Conheça essa lenda viva aqui e aqui.
Quanto aos contos: estão temporariamente postergados devido a grande quantidade de atividades extra-blog. Devo retomar em breve, principalmente com os Contos Inacabados de Johnny Spark.
Tenho audiência com Dr. Jones hoje. Algo a respeito de uma tal Arca da Aliança... Nada de demais.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Arthur C. Clarke
Cacete, isso aqui já tá virando obituário.
Morreu aos 90 anos Arthur C. Clarke.
Considerado por muitos como o Julio Verne moderno. Ele simplesmente "inventou" o GPS em seus romances. Ele ía inclusive patentear a idéia. Até que um adEvogado conveceu que era dinheiro posto fora... Pura fantasia apenas. Tsc, tsc.
Bom também tem a Fundação, bem legal por sinal.
Porra se essa quantidade de gente fodassaralha continuar "subindo" o mundo nerd vai precisar de reposição e rápido.
Posts só depois da Páscoa. Correria desenfreada no trabalho. Que bom!
Ah, e tomara que o filme da Liga se expruda!
Morreu aos 90 anos Arthur C. Clarke.
Considerado por muitos como o Julio Verne moderno. Ele simplesmente "inventou" o GPS em seus romances. Ele ía inclusive patentear a idéia. Até que um adEvogado conveceu que era dinheiro posto fora... Pura fantasia apenas. Tsc, tsc.
Bom também tem a Fundação, bem legal por sinal.
Porra se essa quantidade de gente fodassaralha continuar "subindo" o mundo nerd vai precisar de reposição e rápido.
Posts só depois da Páscoa. Correria desenfreada no trabalho. Que bom!
Ah, e tomara que o filme da Liga se expruda!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Bring it to me, baby!
Site oficial:
O Incrível The Hulk!
Trailer muito mais maior de grande com direito a musiquinha do seriado! YAY!
Outro:
Hellboy 2
Esse filme vai ser foda! Del Toro Rules!
Mais um:
Indiana Jones 4
Bah, não sei vocês me só de ouvir a música me seguro na cadeira... Juro que tô com medo que os caras caguem tudo...
Mortis confundit Magus!
O Incrível The Hulk!
Trailer muito mais maior de grande com direito a musiquinha do seriado! YAY!
Outro:
Hellboy 2
Esse filme vai ser foda! Del Toro Rules!
Mais um:
Indiana Jones 4
Bah, não sei vocês me só de ouvir a música me seguro na cadeira... Juro que tô com medo que os caras caguem tudo...
Mortis confundit Magus!
quinta-feira, 13 de março de 2008
O The Hulk e o The Batman (both again)
Já está a rolar o novo trailer do Hulk! YES! Várias possibilidades: aqui e aqui também.
Como vocês já estão mais carecas do que eu de saber, eu sou macaca de auditório pro Hulk. Acho simplesmente um dos mais bem feitos heróis de todos os tempos, pau a pau com o Morcegão (a.k.a. Batman).
Conceitos bons em ambos os personagens que tem tudo pra dar certo.
Então eu assisti o trailer. Hum... Não sei... Estou numa dúvida cruel. Vamos as constatações:
1) O Abominável tá muito bom! Sim e diferente da HQ!
2) Não saquei ainda exatamente como está roteiro... Deu pra ter uma idéia... Mas estou com medo que o trailer tenha revelado tudo... por outro lado...
3) O conceito básico do Hulk da Era de Prata está lá: homenzinhos atrás do Hulk, Hulk foge, Hulk salva o dia, Hulk foge. Não dá pra esquecer que este também era o caso do seriado da TV, tosquíssimo, mas que eu dava pulos de alegria ao ver o velho Bill Bixby (o ator que era o DAVID Banner do seriado, seu zé mané!) ficar com os óio verde!
4) Claríssima homenagem novamente a série de TV logo no ínicio do trailer com o Ed Norton com os zóio verde!
Saldo final: esse filme vai ser ducaraio! :P
Ah, podem ter certeza que mais cedo ou mais tarde começarei a dissertar a respeito do Incrível Hulk.
Ah, tem um depoimento bem legal sobre o Nolan, diretor do filme do The Batman, aqui ó. Taí. Isso sim é legal.
Como vocês já estão mais carecas do que eu de saber, eu sou macaca de auditório pro Hulk. Acho simplesmente um dos mais bem feitos heróis de todos os tempos, pau a pau com o Morcegão (a.k.a. Batman).
Conceitos bons em ambos os personagens que tem tudo pra dar certo.
Então eu assisti o trailer. Hum... Não sei... Estou numa dúvida cruel. Vamos as constatações:
1) O Abominável tá muito bom! Sim e diferente da HQ!
2) Não saquei ainda exatamente como está roteiro... Deu pra ter uma idéia... Mas estou com medo que o trailer tenha revelado tudo... por outro lado...
3) O conceito básico do Hulk da Era de Prata está lá: homenzinhos atrás do Hulk, Hulk foge, Hulk salva o dia, Hulk foge. Não dá pra esquecer que este também era o caso do seriado da TV, tosquíssimo, mas que eu dava pulos de alegria ao ver o velho Bill Bixby (o ator que era o DAVID Banner do seriado, seu zé mané!) ficar com os óio verde!
4) Claríssima homenagem novamente a série de TV logo no ínicio do trailer com o Ed Norton com os zóio verde!
Saldo final: esse filme vai ser ducaraio! :P
Ah, podem ter certeza que mais cedo ou mais tarde começarei a dissertar a respeito do Incrível Hulk.
Ah, tem um depoimento bem legal sobre o Nolan, diretor do filme do The Batman, aqui ó. Taí. Isso sim é legal.
terça-feira, 11 de março de 2008
Notícias do RPG
Bão... foi confirmado a data do XVI EIRPG - Encontro Internacional de RPG - 2008:
Dias 05 e 06 de julho no Colégio Arquidiocesano em São Paulo - SP
Para um nerd pobretão feito eu... Impossível! Para outros nerds ricos que eu conheço acho que era bom ir... Pelo menos pra contar pra gente!
Algumas coisas:
Tem uma coisa interessante saindo por aí... É uma animação baseada em Dragonlance. O trailer tá aqui. Achei meio tosquinho... Só vendo mesmo.
Estou comentando os comentários de vocês. Basta dar uma olhada nos coments de vez em quando.
Ué, esqueceram do que falei sobre os Conto do Comentário? Fiquem a vontade para pedir e dar temas... Eu sei que estou devendo a uma história do Evil Pack! Isso demanda tempo algo que não tenho disponível no momento... Mas quando menos esperarem acaba pintando. Para contos mais rápidos (e sujos) sem problema.
Ah, o Veybi voltou! Por favor, prestigiem o homem!
Bom, Obi-Wan tá chamando. Abração!
Dias 05 e 06 de julho no Colégio Arquidiocesano em São Paulo - SP
Para um nerd pobretão feito eu... Impossível! Para outros nerds ricos que eu conheço acho que era bom ir... Pelo menos pra contar pra gente!
Algumas coisas:
Tem uma coisa interessante saindo por aí... É uma animação baseada em Dragonlance. O trailer tá aqui. Achei meio tosquinho... Só vendo mesmo.
Estou comentando os comentários de vocês. Basta dar uma olhada nos coments de vez em quando.
Ué, esqueceram do que falei sobre os Conto do Comentário? Fiquem a vontade para pedir e dar temas... Eu sei que estou devendo a uma história do Evil Pack! Isso demanda tempo algo que não tenho disponível no momento... Mas quando menos esperarem acaba pintando. Para contos mais rápidos (e sujos) sem problema.
Ah, o Veybi voltou! Por favor, prestigiem o homem!
Bom, Obi-Wan tá chamando. Abração!
sábado, 8 de março de 2008
Meu final do Conto "A Kombi"
Bom, o conto (sem o final) pode ser lido aqui.
O meu final... finalmente :)
(...)
As gurias começaram a gritar e meu amigo puxou meu sogro antes de entrar, perguntando se ele tinha uma arma. As mulheres fechavam janelas e portas. Ao chegar na porta entrei correndo e olhei para rua. Há uns 4 metros da porta estava o pequeno ET, correndo em direção a casa, segurando alguma coisa na mão. Mais afastado estava o maior correndo também em direção à casa. Tudo que nos separava deles agora era a porta.
É impressionante como um ato pode mudar uma vida. Confesso que fiquei alguns segundos divido entre bater a porta na cara daquilo ou deixá-lo entrar e abrigá-lo. Pensamentos de todos os tipos invadiam minha cabeça. Religião. Moral. Tudo rápido demais...
Foi então que, no meu devaneio... Deixei ele entrar.
Fechei a porta enquanto o ser se atirava no chão da sala. Ele parecia uma criança acuada. Ele se esgueirou até o canto do sala. Sua respiração parecia difícil. Meu sogro ficou com a arma em punho. Mas ele tremia muito.
Esperávamos alguma reação. Agora eu podia ver que aquilo era realmente uma espécie de capacete. Era difícil ver seus olhos... Mas uma vez mais minha fascinação havia sido quebrada por estranhos sons do lado de fora da casa... Zunidos... Como se um enxame viesse na nossa direção.
De repente, a madeira estalou... Estranhamente pedi para que o restante do pessoal saísse dali. Instintivamente levei os braços ao rosto para protegê-lo e fechei meus olhos. Não houve nenhum tipo de deslocamento de ar... Apenas as paredes de madeira arrebentaram.
Senti uma dor aguda percorrer o meu corpo, mas eu estava vivo. Baixei os braços e criei coragem para abrir os olhos. O pequeno visitante parecia mal, com seu traje rasgado... Seja lá o que aconteceu do lado de fora, a arma usada pareceu acertar em cheio o visitante. No meu corpo, finos estilhaços de madeira tinham penetrado meus braços e pernas.
O buraco na parede da casa de madeira permitiu que eu visse o que ocorria do lado de fora. Humanóides vestidos com uma roupa preta estavam no pátio. O objeto voador parecia pousado. Eles deviam ser os tripulantes da nave. Eles não usavam capacete. Eles tinham a pele rosa, cabeça afinada e queixos pontudos, lembrando os cavanhaques dos faraós egípcios. Seus olhos eram um pouco maiores que os nossos. Não pareciam ter nariz. Possuíam pupilas mas todos tinham as cores do olhos iguais: um roxo muito forte. Eles apontavam armas na nossa direção.
Dois deles foram direto ao pequeno ET de roupa cinza. Percebi que eles abriam e fechavam a boca e pareciam dizer algo. Eu não escutava nada. Olhei em volta e vi que as gurias pareciam em choque, chorando e apontando para mim. Elas pareciam berrar, mas eu não ouvia som algum.
Um dos seres de roupa preta, parou, me olhou e mexeu a boca. Ele parecia ter uma cicatriz no rosto bem entre os olhos. Ele levou a arma para trás da cabeça. Ele ergueu uma das mãos, mas eu não entendia o que acontecia. Com medo, fui me afastando devagar... Dando pequenos passos para trás... Então, senti algo pontiagudo nas minhas costas, na altura do rins. Parecia afiado. O ET maior com roupa cinza, estava atrás de mim. Ele botou o braço em volta do meu pescoço. Parece que eu tinha virado um refém. Os de roupa preta pegaram nas armas e apontaram na minha direção.
Felizmente o ET com a cicatriz pareceu evitar que eles disparassem. Aos poucos o meu captor foi me levando para fora. Ele me levou até o lado de fora. Afastou um pouco o braço. De repente, senti uma dor uma forte nas costas. Ele tinha me esfaqueado... Caí de joelhos, e olhei para trás. Ele fugia em direção ao objeto voador. Então, do nada, vejo o ET que me esfaqueou sendo arremessado contra a casa. Na direção contrária a que ele fugia uma luz aparecia. A luz era da Kombi que agora espatifava o corpo do ser contra o que tinha sobrado daquele lado da casa.
Dentro da Kombi vi meu amigo... Boca aberta, olhos esbugalhados... Aparentemente com muita raiva. De alguma forma ele tinha conseguido sair de casa e pegar sua amada Kombi.
O que lembro depois é muito pouco. Sei mais o que me contaram. Depois do atropelamento extraterrestre com a Kombi salvadora, eu desmaiei. Minha namorada e meu amigo contaram que o seres de preto eram uma espécie de polícia e que aqueles outros dois eram fugitivos. Os ETs de preto falavam português e eram responsáveis por aquele setor. Disseram que há muito já vigiavam essas terras e que tinha aprendido nossa língua. Meu amigo quase não se continha rindo... Ele repetia pra mim: eram ETs de Puuurtugal!
Ah, evidentemente voltei a ouvir. Fui tratado pelos próprios ETs. Eles tinha uma medicina aparentemente mais avançada e me curaram em questão de meia hora. Eles disseram que isso provavelmente nunca mais iria acontecer. Eles deixaram uma espécie de sinalizador eletrônico. Caso um dia precisássemos. Vai entender...
Naquele dia acordei meio grogue na cama da minha sogra, mas pelo menos estava inteiro de novo. Não sei se metade do que os seres disseram era verdade. Não faço idéia nessa história quem era bom e quem era mau. Não sei que tipo de crime os fugitivos teriam cometido. Não sei o que o pequeno ET trazia na mão. Não sei que tipo de coisa furou minhas costas. Não sei de que planeta vieram. Mas, certamente este acontecimento tinha mudado minha vida para sempre: agora, eu também era um fã de Kombi.
O meu final... finalmente :)
(...)
As gurias começaram a gritar e meu amigo puxou meu sogro antes de entrar, perguntando se ele tinha uma arma. As mulheres fechavam janelas e portas. Ao chegar na porta entrei correndo e olhei para rua. Há uns 4 metros da porta estava o pequeno ET, correndo em direção a casa, segurando alguma coisa na mão. Mais afastado estava o maior correndo também em direção à casa. Tudo que nos separava deles agora era a porta.
É impressionante como um ato pode mudar uma vida. Confesso que fiquei alguns segundos divido entre bater a porta na cara daquilo ou deixá-lo entrar e abrigá-lo. Pensamentos de todos os tipos invadiam minha cabeça. Religião. Moral. Tudo rápido demais...
Foi então que, no meu devaneio... Deixei ele entrar.
Fechei a porta enquanto o ser se atirava no chão da sala. Ele parecia uma criança acuada. Ele se esgueirou até o canto do sala. Sua respiração parecia difícil. Meu sogro ficou com a arma em punho. Mas ele tremia muito.
Esperávamos alguma reação. Agora eu podia ver que aquilo era realmente uma espécie de capacete. Era difícil ver seus olhos... Mas uma vez mais minha fascinação havia sido quebrada por estranhos sons do lado de fora da casa... Zunidos... Como se um enxame viesse na nossa direção.
De repente, a madeira estalou... Estranhamente pedi para que o restante do pessoal saísse dali. Instintivamente levei os braços ao rosto para protegê-lo e fechei meus olhos. Não houve nenhum tipo de deslocamento de ar... Apenas as paredes de madeira arrebentaram.
Senti uma dor aguda percorrer o meu corpo, mas eu estava vivo. Baixei os braços e criei coragem para abrir os olhos. O pequeno visitante parecia mal, com seu traje rasgado... Seja lá o que aconteceu do lado de fora, a arma usada pareceu acertar em cheio o visitante. No meu corpo, finos estilhaços de madeira tinham penetrado meus braços e pernas.
O buraco na parede da casa de madeira permitiu que eu visse o que ocorria do lado de fora. Humanóides vestidos com uma roupa preta estavam no pátio. O objeto voador parecia pousado. Eles deviam ser os tripulantes da nave. Eles não usavam capacete. Eles tinham a pele rosa, cabeça afinada e queixos pontudos, lembrando os cavanhaques dos faraós egípcios. Seus olhos eram um pouco maiores que os nossos. Não pareciam ter nariz. Possuíam pupilas mas todos tinham as cores do olhos iguais: um roxo muito forte. Eles apontavam armas na nossa direção.
Dois deles foram direto ao pequeno ET de roupa cinza. Percebi que eles abriam e fechavam a boca e pareciam dizer algo. Eu não escutava nada. Olhei em volta e vi que as gurias pareciam em choque, chorando e apontando para mim. Elas pareciam berrar, mas eu não ouvia som algum.
Um dos seres de roupa preta, parou, me olhou e mexeu a boca. Ele parecia ter uma cicatriz no rosto bem entre os olhos. Ele levou a arma para trás da cabeça. Ele ergueu uma das mãos, mas eu não entendia o que acontecia. Com medo, fui me afastando devagar... Dando pequenos passos para trás... Então, senti algo pontiagudo nas minhas costas, na altura do rins. Parecia afiado. O ET maior com roupa cinza, estava atrás de mim. Ele botou o braço em volta do meu pescoço. Parece que eu tinha virado um refém. Os de roupa preta pegaram nas armas e apontaram na minha direção.
Felizmente o ET com a cicatriz pareceu evitar que eles disparassem. Aos poucos o meu captor foi me levando para fora. Ele me levou até o lado de fora. Afastou um pouco o braço. De repente, senti uma dor uma forte nas costas. Ele tinha me esfaqueado... Caí de joelhos, e olhei para trás. Ele fugia em direção ao objeto voador. Então, do nada, vejo o ET que me esfaqueou sendo arremessado contra a casa. Na direção contrária a que ele fugia uma luz aparecia. A luz era da Kombi que agora espatifava o corpo do ser contra o que tinha sobrado daquele lado da casa.
Dentro da Kombi vi meu amigo... Boca aberta, olhos esbugalhados... Aparentemente com muita raiva. De alguma forma ele tinha conseguido sair de casa e pegar sua amada Kombi.
O que lembro depois é muito pouco. Sei mais o que me contaram. Depois do atropelamento extraterrestre com a Kombi salvadora, eu desmaiei. Minha namorada e meu amigo contaram que o seres de preto eram uma espécie de polícia e que aqueles outros dois eram fugitivos. Os ETs de preto falavam português e eram responsáveis por aquele setor. Disseram que há muito já vigiavam essas terras e que tinha aprendido nossa língua. Meu amigo quase não se continha rindo... Ele repetia pra mim: eram ETs de Puuurtugal!
Ah, evidentemente voltei a ouvir. Fui tratado pelos próprios ETs. Eles tinha uma medicina aparentemente mais avançada e me curaram em questão de meia hora. Eles disseram que isso provavelmente nunca mais iria acontecer. Eles deixaram uma espécie de sinalizador eletrônico. Caso um dia precisássemos. Vai entender...
Naquele dia acordei meio grogue na cama da minha sogra, mas pelo menos estava inteiro de novo. Não sei se metade do que os seres disseram era verdade. Não faço idéia nessa história quem era bom e quem era mau. Não sei que tipo de crime os fugitivos teriam cometido. Não sei o que o pequeno ET trazia na mão. Não sei que tipo de coisa furou minhas costas. Não sei de que planeta vieram. Mas, certamente este acontecimento tinha mudado minha vida para sempre: agora, eu também era um fã de Kombi.
quarta-feira, 5 de março de 2008
GARY GYGAX - Enorme perda para o RPG
Cara... E eu não sabia disso...
Morreu aos 69 anos de idade, um dos caras mais mega-fodalhões do RPG, ídolo de multidões e turbas nerds: Gary Gygax.
O velhinho simplesmente criou, com a ajuda não menos importante de Dave Arneson, um dos mais jogados RPGs em todos os tempos, Dungeons & Dragons.
Mr. Gygax teve 6 filhos. Na realidade, Mr Gygax provavelmente teve muitos mais filhos dado ao incontável número de jogadores de RPG que acabou criando e espalhando pelo mundo. Ele sempre considerou os jogos de RPG feitos no computador um tanto chatos, pois sempre considerou pouco imaginativos. A fonte da notícia está aqui.
Diversas homenagens ao Mr. Gygax estão sendo colocadas na internet. Destaco essas duas aí embaixo:

by OOTS

by Penny-Arcade
Obrigado Mr. Gygax. You'll live forever in our role-playing.
Morreu aos 69 anos de idade, um dos caras mais mega-fodalhões do RPG, ídolo de multidões e turbas nerds: Gary Gygax.
O velhinho simplesmente criou, com a ajuda não menos importante de Dave Arneson, um dos mais jogados RPGs em todos os tempos, Dungeons & Dragons.
Mr. Gygax teve 6 filhos. Na realidade, Mr Gygax provavelmente teve muitos mais filhos dado ao incontável número de jogadores de RPG que acabou criando e espalhando pelo mundo. Ele sempre considerou os jogos de RPG feitos no computador um tanto chatos, pois sempre considerou pouco imaginativos. A fonte da notícia está aqui.
Diversas homenagens ao Mr. Gygax estão sendo colocadas na internet. Destaco essas duas aí embaixo:

by OOTS

by Penny-Arcade
Obrigado Mr. Gygax. You'll live forever in our role-playing.
Prêmio e fim da promoção + link
Qual o melhor final para o conto "A Kombi" - 5/3/2008
O Assamita ganhou!
Bom... Só requisitar o seu prêmio...
Em breve posto o conto inteiro novamente com o final
Pra não dizer que não falei de flores: gosto muito deste sistema, o GNU RPG do pessoal da Wikipedia. Mas ainda prefiro o meu sistema de magia...
Na corrida agora... Beam me up Scottie!
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