Atualmente, com a quantidade de meios de informação, cada vez mais nos defrontamos com casos de violência que beiram desde a estupidez até a premeditação extrema com requintes de crueldade. Porém eu fico ainda mais impressionado quando ela ocorre ali, praticamente dentro de casa, no quintal.
Eu estava esquentando a água pra tomar um verde, quando eu ouvi uma gritaria vindo da rua. Fui até a sala lentamente, sem me importar muito. Moro em uma região tipicamente movimentada principalmente, por volta das 19 horas.
Na sala encontrei a Borboletinha (Sra. Whalietric ou Sra. W.), meio assustada:
- Que foi? - eu disse.
- Eu ouvi um grito. - ela estava lívida.
Deixei o mate na mesa eu fui até a janela lateral da minha casa. Vi umas 3 pessoas olhando para frente do meu prédio. Fiquei levemente apreensivo e corri até a janela da frente. O mais estranho de tudo era que o barulho dos carros era alto e tudo acontecia como se eu assistisse um filme mudo. As bocas mexiam, mas eu só escutava os automóveis.
Lá presenciei uma cena que alguns diriam que é "de filme". Um homem de boné com uma faca na mão. Um outro encostado em um muro, acuado. O homem da faca parte pra cima do que está encostado no muro. E aí, qualquer pensamento "de filme" vai por água abaixo. Enquanto o da faca vai pra cima o outro se encolhe, tentando se proteger de alguma forma, claramente ineficaz.
A faca acerta o homem no muro na sua lateral esquerda.
Uma. Duas. Três vezes. Daqueles 3 que estavam olhando, pelo menos 2 parecem ir para cima do cara da faca. Ele aponta a faca na direção de um deles e depois de outro. Instintivamente, eles param. A faca pinga sangue na calçada. Eles levantam as mãos e se afastam. O agressor da faca saí caminhando olhando ao redor tranqüilamente. Seu rosto encoberto o tempo todo pelo boné, do ponto de vista que eu tinha.
Tudo isso deve ter levado uns 5 segundos. O homem esfaqueado parecia escorrer do muro. Aos poucos, ele foi deitando. A calça branca começou a tingir com um vermelho muito escuro, vívido. Seu rosto ao contrário, parecia estar abandonando a vida. Ocorreu uma certa correria. Uma das pessoas pegou o celular e começou a discar. Outro foi até o homem tentar reanimá-lo.
Nesse momento dei 2 passos cambaleantes para trás. Saí do quarto devagar. Fui até a sala. Peguei o telefone. A Sra. W. me interpela.
- Que que houve?
- Mataram um cara aqui embaixo... Não vai olhar.
Acabara de dar a senha para ela correr até a janela, com o mate em punho. Fiquei ali com o telefone na mão, desconcertado. A gente sempre acha que está pronto para tudo... mas não é bem assim. Eu não conseguia tirar da minha cabeça a imagem da calça, cada vez mais empapada de sangue. Do quarto, a Sra. W. gritou para chamar uma ambulância.
Retomei meu raciocínio e comecei a agir. Liguei para o SAMU. Chamei a polícia.
Acabamos acompanhando tudo dali de cima. Desde de a hora que eu ou o cara do celular ligou para a ambulância até o momento da chegada da mesma, decorreram exatos 45 minutos. O trabalho dos socorristas foi apenas jogar um fino pano azul sobre o corpo. Curiosos se alomeraram em frente ao prédio, com as mais diversas reações. Carros chegavam a parar no meio da rua. A entropia aumentando quase que espontâneamente.
Outra hora e finalmente chega a Brigada Militar. Mais 20 minutos, a Polícia Civil, junto com a perícia. Todo mundo se afastou nesse momento, com exceção de 2 das 3 pessoas que foram ameaçadas pelo agressor da faca. A perícia fez o "local" ali mesmo.
Outra hora e meia o caminhão do IML. O corpo é atirado numa espécie de leiteira e atirado outra vez dentro do caminhão.
Não fiquei olhando tudo isso. A Sra. W. com sua típica curiosidade, ficou mais tempo assistindo. Meu estômago pareceu embrulhar, mas logo depois passou. Continuamos tomando o mate. Não falamos mais sobre isso. Abracei forte minha esposa, com clara preocupação. Reforcei as típicas táticas de atenção para com ela, quando ela está na rua, chegando em casa, no ônibus, entre outros. Ela disse simplesmente "eu sei... eu sei...".
Nossa vida continua exatamente igual. Não fiquei sabendo quais fatos levaram ao crime. Não sei porque tudo aquilo aconteceu. Confesso que recentemente tenho pensado na fragilidade da nossa vida e na quantidade de agressividade que podemos despejar em outro ser humano. E logo depois, acabo esquecendo tudo. Porque a vida continua.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Nosso comerciais, por favor
Venho por meio desta agradecer de coração aos últimos comentários feitos no blog.
Confesso abertamente a quase todos que lêem meu blog que o mais gratificante e estimulador para que eu continue escrevendo são os comentários de vocês. Ainda mais quando eles vem cheios de detalhes, com uma opinião não só sobre o quanto o texto agradou, mas também quanto a sua parte técnica e "métrica".
Espero que a nossa parceiria continue. E pra deixar vocês curiosos:
- Eu e o amigo Veiby escrevemos um livro. Algumas pessoas já tiveram acesso ao manuscrito e estamos esperando a crítica. Estamos em busca de parceiros para possivelmente publicá-lo.
- Finalizamos um roteiro que é basicamente de minha autoria, mas com uma forte colaboração do amigo Veiby. Também estamos em busca de parceiros para ou produzir um curta-metragem ou uma HQ.
Candidatos a críticos e, principlamente parceiros, são extremamente bem vindos.
Mais uma vez obrigado por prestigiarem este blog e estou muito interessado em ouvir não só seus comentários mas também idéias para tornar o blog maior e mais interessante para todos.
Voltamos agora a nossa programação normal.
Confesso abertamente a quase todos que lêem meu blog que o mais gratificante e estimulador para que eu continue escrevendo são os comentários de vocês. Ainda mais quando eles vem cheios de detalhes, com uma opinião não só sobre o quanto o texto agradou, mas também quanto a sua parte técnica e "métrica".
Espero que a nossa parceiria continue. E pra deixar vocês curiosos:
- Eu e o amigo Veiby escrevemos um livro. Algumas pessoas já tiveram acesso ao manuscrito e estamos esperando a crítica. Estamos em busca de parceiros para possivelmente publicá-lo.
- Finalizamos um roteiro que é basicamente de minha autoria, mas com uma forte colaboração do amigo Veiby. Também estamos em busca de parceiros para ou produzir um curta-metragem ou uma HQ.
Candidatos a críticos e, principlamente parceiros, são extremamente bem vindos.
Mais uma vez obrigado por prestigiarem este blog e estou muito interessado em ouvir não só seus comentários mas também idéias para tornar o blog maior e mais interessante para todos.
Voltamos agora a nossa programação normal.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Aconteceu comigo - O Cuspe
Eu lembro de um acontecimento bem inusitado que ocorreu quando eu ainda era um piá. Eu estava no intervalo da aula ("recreio"), correndo pelo pátio do colégio. Confesso que não era muito meu costume mas era um dia bom... Eu me sentia bem. Então, não mais que de repente, encontrei um colega que vou carinhosamente chamar de Mala.
O Mala era o típico... mala. Ele era estranho. Muito. Se movia de modo estranho. Parecia que tinha tido algum tipo de problema de nascença. Tinhas as pernas e os braços arqueados para dentro, as mãos meio bobas. Era estrábico, mas seus olhos era de um azul muito forte. Tinha a cabeça desproporcional em relação ao corpo e parecia que ela pendia de um lado para outro. Era um boneco de molas com a cabeça solta e os pés tortos.
Era esperado que um cara desses fosse recluso, ridicularizado, inibido ao extremo. Afinal, esse é o estereótipo. Era exatamente o contrário. Ele era chato, falador, azarava as guriazinhas, tirava onda com as professoras (não tinha professores na minha série), e ainda dava peteleco em todo mundo. Além dos clássicos: desenhar pintão na cadeira, botar tachinha, fazer zarabatana com Bic usando munição de papel e cuspe, entre outros. Cuspe. Pois é.
Neste dia em que eu estava na minha, correndo e jogando bola no pátio, o puto do Mala resolveu pegar no meu pé. Ele começou gritando coisas do tipo bichinha, fazendo aquelas riminhas bobas (dizendo que eu comia casca de ferida, por exemplo, algo altamente ofensivo naquela idade), chamando de pé torto, essas coisas.
O meu limite, que era muito maior naquela época, tinha sido finalmente atingido e resolvi encará-lo, já que ninguém fazia isso. Mandei ele calar a boca. Ele continuou. Mandei de novo. Ele continuou e acrescentou algo envolvendo pus e cocô. Eu mandei ele parar de novo agora com um empurrão. Ele revidou o empurrão com as mãos tortas e com ranho no nariz escorrendo e voltou a falar do pus. Quando eu fui empurrar de novo, veio o golpe fatal: uma bela cusparada na minha cara.
Muitos outros colegas assistiam tudo de camarote. Várias meninas, e o interesse por elas já começava a ser maior que brincar de Comandos em Ação. Uma guria olhou e gritou: ARGH, ele tá com um cuspe na cara! Todos que estavam por ali começaram a rir e apontar. Ele deu aquele sorriso débil e, naqueles poucos segundos que mais pareciam um eternidade, eu experimentei o gosto amargo da humilhação. Ele ficou lá... Sorrindo. Debochadamente.
Durante todo esse tempo o cuspe escorria pelo meu rosto. E, pra nojeira geral e irrestrita, um tanto caiu na minha boca. Dentro dela. Acho que essa foi a primeira vez que eu perdi a cabeça. Eu senti muita raiva. Uma raiva incontrolável. Eu limpei o cuspe como deu, esfregando a manga do meu abrigo 3 listras (procura na net mané!) no rosto tentando tirar o que podia.
No segundo seguinte o meu olhar se voltou pra ele. Eu adoraria saber o que ele viu. O sorriso saiu daquele rosto, adquirindo um ar de desespero. Ainda assim eu podia ouvir ele rindo, como se eu conseguisse ouvir só o som dele. Ele se virou e começou a correr, comigo logo atrás dele. No que ele virou, bateu com o rosto em uma árvore, mas conseguiu continuar correndo.
Ele correu pra dentro do prédio, tentando chegar até a sala de aula. Eu consegui acompanhá-lo, mas ele chegou antes e tentou fechar a porta. Eu me joguei contra a porta, e ele não conseguiu me impedir. A porta estava aberta e agora era só eu e ele.
Fui na direção dele. Ele me pedia pra parar. Me pedia desculpas, por favor. Aí, quando eu estava quase aceitando ele tentou me cuspir de novo. Dessa vez eu me esquivei rápido e o cuspe não pegou. Revidei com outra cusparada que pegou na mão e na roupa dele. Ele dizia: "Tá, já se cobrou. Parô. Parô.". Eu concordei: "Tá bom. Parô então.". Aí, ele se aproxima e me mete um tapa no rosto. O tapa foi ainda pior que o cuspe. Parecer ligar algo mais primitivo dentro de mim. Eu só queria ver o Mala sangrando. Era só o que eu pensava.
A coisa ficou feia. Revidei o tapa com um empurrão e um tapa no rosto dele. Ele tentou me acertar outro tapa, mas eu defendi com a mão. Segurei ele pelos cabelos e comecei a dar socos na barriga dele, até ele cair.
Nessa altura eu já não enxergava mais nada. Tudo que eu queria era que ele sofresse muito. Ele caiu no chão e aí eu comecei a chutar a barriga dele. Uma. Duas. Três vezes. Na quarta eu ía começar a pisar na cabeça dele. E eu estava com os meus Adidas preto de couro. Eu não pensava mais nada. E o pé estava no ar mirando a cabeça do Mala. Eu fui impedido por uma professora e um bando de alunos com os olhos arregalados.
Acabei no SOE. A tal orientadora me perguntou o que tinha me levado a fazer aquilo. Afinal, eu era um aluno exemplar. Eu contei pra ela. Ela ficou séria. Disse que mesmo assim eu não podia fazer isso. O Mala tinha problemas e eu devia relevar essas coisas que ele fazia. Perguntei se ela deixaria ele cuspir na cara dela. Ela me disse para sentar quieto na mesa e me deu 2 gibis para ler. Eu só sairia dali depois que ela quisesse.
Naquele dia muitas coisas ficaram claras para mim:
- Em primeiro lugar, você pode ser o maior filho da puta sacana, as pessoas sempre vão achar que você tem um problema e por algum motivo você ficou daquele jeito. No fundo, elas acham que você é sacana é legal.
- Em segundo, você pode ser um cara legal, estudioso e calmo, mas se você fizer algo desse tipo é culpa é sempre sua. Afinal, você é tão responsável que deve ser e agir como um "homenzinho". No fundo, as pessoas te acham sem graça. Um chato.
- Terceiro, a justiça e a moral são subjetivas... They are in the eye of the beholder.
Dia desses encontrei o Mala, no supermercado. Eu olhei e reparei que era ele só de olhar. Numa atitude infantil, desviei o olhar e me virei de costas. Não queria falar com ele. Sequer olhar pra ele. E era assim que esta história devia acabar.
Só que a realidade é estranha. Ele veio e me abraçou efusivamente. Fiz aquela cara de surpresa. Ele me perguntou da vida e como eu estava. Minha esposa me olhava sabendo que havia algo errado, pois eu estava branco. Ele me apresentou a noiva. Marcamos uma janta na casa dele. Trocamos telefone. Ele apontava para mim falando de como era meu fã no colégio. E que eu era o mais legal de todos os colegas pois eu conversava com ele. Ele não tinha mais aquele jeito estranho, apesar do andar ainda esquisito. Ele deu as costas e foi-se acenando de longe para mim.
Só falta agora decidir se cuspo na cara dele na entrada da casa dele e evito o jantar ou depois da sobremesa.
O Mala era o típico... mala. Ele era estranho. Muito. Se movia de modo estranho. Parecia que tinha tido algum tipo de problema de nascença. Tinhas as pernas e os braços arqueados para dentro, as mãos meio bobas. Era estrábico, mas seus olhos era de um azul muito forte. Tinha a cabeça desproporcional em relação ao corpo e parecia que ela pendia de um lado para outro. Era um boneco de molas com a cabeça solta e os pés tortos.
Era esperado que um cara desses fosse recluso, ridicularizado, inibido ao extremo. Afinal, esse é o estereótipo. Era exatamente o contrário. Ele era chato, falador, azarava as guriazinhas, tirava onda com as professoras (não tinha professores na minha série), e ainda dava peteleco em todo mundo. Além dos clássicos: desenhar pintão na cadeira, botar tachinha, fazer zarabatana com Bic usando munição de papel e cuspe, entre outros. Cuspe. Pois é.
Neste dia em que eu estava na minha, correndo e jogando bola no pátio, o puto do Mala resolveu pegar no meu pé. Ele começou gritando coisas do tipo bichinha, fazendo aquelas riminhas bobas (dizendo que eu comia casca de ferida, por exemplo, algo altamente ofensivo naquela idade), chamando de pé torto, essas coisas.
O meu limite, que era muito maior naquela época, tinha sido finalmente atingido e resolvi encará-lo, já que ninguém fazia isso. Mandei ele calar a boca. Ele continuou. Mandei de novo. Ele continuou e acrescentou algo envolvendo pus e cocô. Eu mandei ele parar de novo agora com um empurrão. Ele revidou o empurrão com as mãos tortas e com ranho no nariz escorrendo e voltou a falar do pus. Quando eu fui empurrar de novo, veio o golpe fatal: uma bela cusparada na minha cara.
Muitos outros colegas assistiam tudo de camarote. Várias meninas, e o interesse por elas já começava a ser maior que brincar de Comandos em Ação. Uma guria olhou e gritou: ARGH, ele tá com um cuspe na cara! Todos que estavam por ali começaram a rir e apontar. Ele deu aquele sorriso débil e, naqueles poucos segundos que mais pareciam um eternidade, eu experimentei o gosto amargo da humilhação. Ele ficou lá... Sorrindo. Debochadamente.
Durante todo esse tempo o cuspe escorria pelo meu rosto. E, pra nojeira geral e irrestrita, um tanto caiu na minha boca. Dentro dela. Acho que essa foi a primeira vez que eu perdi a cabeça. Eu senti muita raiva. Uma raiva incontrolável. Eu limpei o cuspe como deu, esfregando a manga do meu abrigo 3 listras (procura na net mané!) no rosto tentando tirar o que podia.
No segundo seguinte o meu olhar se voltou pra ele. Eu adoraria saber o que ele viu. O sorriso saiu daquele rosto, adquirindo um ar de desespero. Ainda assim eu podia ouvir ele rindo, como se eu conseguisse ouvir só o som dele. Ele se virou e começou a correr, comigo logo atrás dele. No que ele virou, bateu com o rosto em uma árvore, mas conseguiu continuar correndo.
Ele correu pra dentro do prédio, tentando chegar até a sala de aula. Eu consegui acompanhá-lo, mas ele chegou antes e tentou fechar a porta. Eu me joguei contra a porta, e ele não conseguiu me impedir. A porta estava aberta e agora era só eu e ele.
Fui na direção dele. Ele me pedia pra parar. Me pedia desculpas, por favor. Aí, quando eu estava quase aceitando ele tentou me cuspir de novo. Dessa vez eu me esquivei rápido e o cuspe não pegou. Revidei com outra cusparada que pegou na mão e na roupa dele. Ele dizia: "Tá, já se cobrou. Parô. Parô.". Eu concordei: "Tá bom. Parô então.". Aí, ele se aproxima e me mete um tapa no rosto. O tapa foi ainda pior que o cuspe. Parecer ligar algo mais primitivo dentro de mim. Eu só queria ver o Mala sangrando. Era só o que eu pensava.
A coisa ficou feia. Revidei o tapa com um empurrão e um tapa no rosto dele. Ele tentou me acertar outro tapa, mas eu defendi com a mão. Segurei ele pelos cabelos e comecei a dar socos na barriga dele, até ele cair.
Nessa altura eu já não enxergava mais nada. Tudo que eu queria era que ele sofresse muito. Ele caiu no chão e aí eu comecei a chutar a barriga dele. Uma. Duas. Três vezes. Na quarta eu ía começar a pisar na cabeça dele. E eu estava com os meus Adidas preto de couro. Eu não pensava mais nada. E o pé estava no ar mirando a cabeça do Mala. Eu fui impedido por uma professora e um bando de alunos com os olhos arregalados.
Acabei no SOE. A tal orientadora me perguntou o que tinha me levado a fazer aquilo. Afinal, eu era um aluno exemplar. Eu contei pra ela. Ela ficou séria. Disse que mesmo assim eu não podia fazer isso. O Mala tinha problemas e eu devia relevar essas coisas que ele fazia. Perguntei se ela deixaria ele cuspir na cara dela. Ela me disse para sentar quieto na mesa e me deu 2 gibis para ler. Eu só sairia dali depois que ela quisesse.
Naquele dia muitas coisas ficaram claras para mim:
- Em primeiro lugar, você pode ser o maior filho da puta sacana, as pessoas sempre vão achar que você tem um problema e por algum motivo você ficou daquele jeito. No fundo, elas acham que você é sacana é legal.
- Em segundo, você pode ser um cara legal, estudioso e calmo, mas se você fizer algo desse tipo é culpa é sempre sua. Afinal, você é tão responsável que deve ser e agir como um "homenzinho". No fundo, as pessoas te acham sem graça. Um chato.
- Terceiro, a justiça e a moral são subjetivas... They are in the eye of the beholder.
Dia desses encontrei o Mala, no supermercado. Eu olhei e reparei que era ele só de olhar. Numa atitude infantil, desviei o olhar e me virei de costas. Não queria falar com ele. Sequer olhar pra ele. E era assim que esta história devia acabar.
Só que a realidade é estranha. Ele veio e me abraçou efusivamente. Fiz aquela cara de surpresa. Ele me perguntou da vida e como eu estava. Minha esposa me olhava sabendo que havia algo errado, pois eu estava branco. Ele me apresentou a noiva. Marcamos uma janta na casa dele. Trocamos telefone. Ele apontava para mim falando de como era meu fã no colégio. E que eu era o mais legal de todos os colegas pois eu conversava com ele. Ele não tinha mais aquele jeito estranho, apesar do andar ainda esquisito. Ele deu as costas e foi-se acenando de longe para mim.
Só falta agora decidir se cuspo na cara dele na entrada da casa dele e evito o jantar ou depois da sobremesa.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Do pó ao pó - Parte 2
***************
A parte 1 do conto Do Pó ao Pó pode ser lida na íntegra AQUI
***************
Aquele episódio marcou o fim da nossa infância. Sabíamos que não éramos mais os mesmos. Um ano após aquela desgraça aconteceu algo ainda mais terrível. Meus pais foram encontrados dilacerados. Seus corpos espalhados aos pedaços por todos os cantos. Eu ouvi a notícia ainda na casa de Mark. Saí então correndo, fugido da casa do Mark, no meio da noite. Meu coração parecia que ia pular numa mistura de choro e apreensão.
Quando cheguei, encontrei alguns homens entrando e saindo da casa. Um deles conduzia um velho carrinho de mão. Outro vomitava ao lado da entrada. Era um lar muito simples, sendo um pouco melhor que uma pequena choupana. Os homens pareciam absortos com outras coisas, enquanto eu, com meu tamanho diminuto, passei tranquilamente entre eles. Quando entrei na pequena casa de meus pais algo se remexeu no meu estômago, alcançando rapidamente a minha garganta.
Um cheiro nauseabundo exalava de dentro da casa. Fiquei firme e não vomitei. Escancarei a porta e me amaldiçoei por minha estupidez. Aquela não era mais a minha casa. Era apenas um departamento do inferno. Vi pedaços de membros fora dos seus lugares, retorcidos, saindo de lugares improváveis em um corpo que mais lembrava um monte de carne putrefata atirada ao chão. O teto estava manchado com uma mistura de sangue, fezes e bile, prováveis responsáveis pelo cheiro do local. Existiam símbolos estranhos pintados com sangue na parede, bem como figuras grotescas em situação de sodomia. Agora o inferno se apresentava para mim pela segunda vez
Dei alguns passos para trás e vomitei. Eu chorava e não conseguia mais reter meus líquidos estomacais. De repente fui arrastado dali. O choro compulsivo impedia que eu enxergasse o que ocorria. Acabei por desmaiar.
Acordei novamente na casa dos Hagen. Eu estava no quarto de Lily, deitado em sua cama. Seus lençóis tinha cheiro de margaridas e eu enxergava outras flores na sob a penteadeira. Lily estava do meu lado segurando um pano úmido sobre a minha testa:
– Oi Adi.... Você está melhor?
– Sim... Obrigado Lily.
O cheiro dela era doce. Seus cabelos longos tocavam minha face úmida pelas lágrimas. Ela segurava minha mão, enquanto seu corpo se debruçava sobre o meu. O tecido fino de sua camisola revelava formas que eu nunca tinha percebido antes. Senti uma espécie de comichão, algo diferente. Olhei para região dos meus quadris e percebi que meu corpo começou a agir, se mover, sem que eu quisesse. Fiquei assustado.
– Lily, eu quero ficar sozinho um pouco, tá?
– Calma, Adi.
– Por favor... Lily.
Ela me olhou, estranho. Eu nunca tinha dito “por favor” para Lily. Ela sabia que algo estava diferente. Me encolhi rapidamente tentando esconder minha primeira ereção e minha vergonha.
– Hum... Está bem. Vou chamar a Madame para ela ver como você está.
– Lily... Como eu vim parar aqui, em casa?
Lily ia começar a falar e de repente emudeceu. Ela fez uma cara estranha. Olhou para os lados. Parecia desorientada.
– Adi, eu não lembro. Estranho, não? Vou chamar a Madame.
Enquanto ela saía, eu me virei para janela do quarto.
Gritei. Havia uma sombra no vidro e os mesmos olhos de fogo que eu já tinha visto. Esfreguei os olhos e olhei novamente para janela. Não havia nada lá. Isso tudo era só o começo.
A parte 1 do conto Do Pó ao Pó pode ser lida na íntegra AQUI
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Aquele episódio marcou o fim da nossa infância. Sabíamos que não éramos mais os mesmos. Um ano após aquela desgraça aconteceu algo ainda mais terrível. Meus pais foram encontrados dilacerados. Seus corpos espalhados aos pedaços por todos os cantos. Eu ouvi a notícia ainda na casa de Mark. Saí então correndo, fugido da casa do Mark, no meio da noite. Meu coração parecia que ia pular numa mistura de choro e apreensão.
Quando cheguei, encontrei alguns homens entrando e saindo da casa. Um deles conduzia um velho carrinho de mão. Outro vomitava ao lado da entrada. Era um lar muito simples, sendo um pouco melhor que uma pequena choupana. Os homens pareciam absortos com outras coisas, enquanto eu, com meu tamanho diminuto, passei tranquilamente entre eles. Quando entrei na pequena casa de meus pais algo se remexeu no meu estômago, alcançando rapidamente a minha garganta.
Um cheiro nauseabundo exalava de dentro da casa. Fiquei firme e não vomitei. Escancarei a porta e me amaldiçoei por minha estupidez. Aquela não era mais a minha casa. Era apenas um departamento do inferno. Vi pedaços de membros fora dos seus lugares, retorcidos, saindo de lugares improváveis em um corpo que mais lembrava um monte de carne putrefata atirada ao chão. O teto estava manchado com uma mistura de sangue, fezes e bile, prováveis responsáveis pelo cheiro do local. Existiam símbolos estranhos pintados com sangue na parede, bem como figuras grotescas em situação de sodomia. Agora o inferno se apresentava para mim pela segunda vez
Dei alguns passos para trás e vomitei. Eu chorava e não conseguia mais reter meus líquidos estomacais. De repente fui arrastado dali. O choro compulsivo impedia que eu enxergasse o que ocorria. Acabei por desmaiar.
Acordei novamente na casa dos Hagen. Eu estava no quarto de Lily, deitado em sua cama. Seus lençóis tinha cheiro de margaridas e eu enxergava outras flores na sob a penteadeira. Lily estava do meu lado segurando um pano úmido sobre a minha testa:
– Oi Adi.... Você está melhor?
– Sim... Obrigado Lily.
O cheiro dela era doce. Seus cabelos longos tocavam minha face úmida pelas lágrimas. Ela segurava minha mão, enquanto seu corpo se debruçava sobre o meu. O tecido fino de sua camisola revelava formas que eu nunca tinha percebido antes. Senti uma espécie de comichão, algo diferente. Olhei para região dos meus quadris e percebi que meu corpo começou a agir, se mover, sem que eu quisesse. Fiquei assustado.
– Lily, eu quero ficar sozinho um pouco, tá?
– Calma, Adi.
– Por favor... Lily.
Ela me olhou, estranho. Eu nunca tinha dito “por favor” para Lily. Ela sabia que algo estava diferente. Me encolhi rapidamente tentando esconder minha primeira ereção e minha vergonha.
– Hum... Está bem. Vou chamar a Madame para ela ver como você está.
– Lily... Como eu vim parar aqui, em casa?
Lily ia começar a falar e de repente emudeceu. Ela fez uma cara estranha. Olhou para os lados. Parecia desorientada.
– Adi, eu não lembro. Estranho, não? Vou chamar a Madame.
Enquanto ela saía, eu me virei para janela do quarto.
Gritei. Havia uma sombra no vidro e os mesmos olhos de fogo que eu já tinha visto. Esfreguei os olhos e olhei novamente para janela. Não havia nada lá. Isso tudo era só o começo.
sábado, 19 de julho de 2008
BATMAN: The Dark Knight - A Crítica
Sem palavras. Ainda zureta pois saí faz pouco do cinema.
Impressionante. Incomparável.
Nolan inaugurou um novo jeito de super-heróis serem retratados no cinema.
Não dá pra falar nada.
Assistam. Assistam!
Impressionante. Incomparável.
Nolan inaugurou um novo jeito de super-heróis serem retratados no cinema.
Não dá pra falar nada.
Assistam. Assistam!
You are just a freak... Like me!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Puta que pariu! WATCHMEN IS ON!
YAY! Saiu o trailer do Watchmen! O filme mais aguardado pela comunidade nerd hardcore! Tava todo mundo se borrando... Aí... Bom... Dá uma bizoiada:
Watchmen - trailer 1
Caraca... Arrepiou até os pelinhos da nuca... Muito foda... Que ano para o nerds!!! Que ano!
Watchmen - trailer 1
Caraca... Arrepiou até os pelinhos da nuca... Muito foda... Que ano para o nerds!!! Que ano!
quinta-feira, 17 de julho de 2008
E agora Batman? - 3ª parte
Aí vai um compêndio de matérias do Batman feita pelo competente pessoal do Omelete:
- Especial Omelete: Batman
Uma das maiores campanhas virais de um filme na internet foi a de BTDK. Foram envolvidas pessoas e todo mundo, inclusive com pistas em São Paulo.
A Warner aposta muito alto em BTDK e pelo visto esse deve ser o caminho a seguir para os outros personagens da DC Comics, que são provavelmente ainda mais icônicos que os personagens da Marvel.
É esperar pra ver...
- Especial Omelete: Batman
Uma das maiores campanhas virais de um filme na internet foi a de BTDK. Foram envolvidas pessoas e todo mundo, inclusive com pistas em São Paulo.
A Warner aposta muito alto em BTDK e pelo visto esse deve ser o caminho a seguir para os outros personagens da DC Comics, que são provavelmente ainda mais icônicos que os personagens da Marvel.
É esperar pra ver...
terça-feira, 15 de julho de 2008
E agora Batman? - 2ª Parte
Batman foi originalmente criado por Bob Kane, em 1938, tentando pegar carona no sucesso de Superman. Nos primeiros rascunhos, Batman tinha detalhes em vermelho, uma máscara bem simples, lembrando muito o Robin original (IACKS!), e algo como asas coladas aos braços. A contribuição maior foi de Bill Finger, que sugeriu a Kane que o Batman devia se parecer mais com um morcego do que com um homem tornando-omais diferente do Superman.
Finger inseriu luvas, uma capa que só parecia asas de morcego quando ele se "atirava" com elas, um capuz e pintou quase tudo de preto. Interessante perceber como o Batman de Finger é muito mais próximo do Batman atual!
Aliás, discute-se até hoje os problemas de co-autoria pelo Batman. Bob Kane foi o único que recebeu o crédito. Entretanto, Kane comentou que não sabe exatamente porque isso aconteceu. Finger nunca requisitou a co-autoria, e ele, Kane, nunca se prontifcou a lhe dar o crédito. Em 1974, quando Finger morreu, Kane diz que ele se sentiu muito mal pela situação mal resolvida.
Ao longo do tempo, poucas foram as modificações no Batman, principalmente no que diz espeito ao seu uniforme.
Finger inseriu luvas, uma capa que só parecia asas de morcego quando ele se "atirava" com elas, um capuz e pintou quase tudo de preto. Interessante perceber como o Batman de Finger é muito mais próximo do Batman atual!
Aliás, discute-se até hoje os problemas de co-autoria pelo Batman. Bob Kane foi o único que recebeu o crédito. Entretanto, Kane comentou que não sabe exatamente porque isso aconteceu. Finger nunca requisitou a co-autoria, e ele, Kane, nunca se prontifcou a lhe dar o crédito. Em 1974, quando Finger morreu, Kane diz que ele se sentiu muito mal pela situação mal resolvida.
Ao longo do tempo, poucas foram as modificações no Batman, principalmente no que diz espeito ao seu uniforme.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
E agora Batman?
Pois é... Eu não poderia escolher melhor momento para retornar aos escritos bloguísticos. O retorno acontece na abertura da Semana Batman. Afinal, que presente seria melhor do que esse? :P
Abro a Semana Batman no blog falando não do vindouro BTDK (Batman, The Dark Knight), que estréia dia 18 de julho (YAY!), mas de Batman Begins. Apesar de possuir o DVD duplo, ontem assisti a versão dublada no SBT. Masoquismo? Não. Só preguiça mesmo. E fiquei surpreso com a qualidade da dublagem. Como não existem personagens tão histriônicos, tais como o Coringa, a dublagem não prejudica tanto. Até a dublagem do Espantalho, vivido por Cylian Murphy, está bem caracterizado na voz brasileira.
Batman Begins é uma das adpatações mais adequadas de um filme de herói. Ela é calcada em possibilidaddes reais de um homem tornando-se um vigilante. Mas o mais interessante é a forma como o diretor Chris Nolan consegue transpor a forte história de vingança de um dos mais sombrios e pertubados heróis para as telas de cinema.
No filme é possível perceber o crescimento de Batman / Bruce Wayne de modo gradativo. A presença de Alfred, brilhantemente interpretado por Michael Caine, revela alguém mais que um mero tutor ou simples mordomo. Ele é alguém que tomou para si a responsabilidade de criar o filho do homem que admirou e serviu (nesta ordem) durante tanto tempo.
Durante o filme, vemos um Batman claramente se adaptando, cometendo erros, sendo um tanto impulsivo. Aos mais desavisados, este é o Batman da HQ Batman Ano Um, que mostra exatamente o começo do morcego em Gotham.
Finalmente, Nolan mostra que o Batman não consegue fazer tudo sozinho e precisa de aliados. O ainda Sargento Gordon (Gary Oldman) em atuação primorosa deixa bem claro que aceita o que o Batman faz, porque ele mesmo já não acredita mais no sistema. E Ra's Al Ghul? Ele morreu mesmo? Hehehehe.
A cena final esclarece ainda mais. O Tenente Gordon e o Batman começam a sua parceiria. O batsinal já está pronto. No telhado Gordon deixa claro que apesar de Batman ter derrotado um poderoso inimigo, os vilões não vão desistir tão fácil. E a escalada de violência e poder só vai aumentar "ainda mais com você pulando de telhado em telhado... Este outro aqui também adora uma teatricalidade... Deixou um cartão de visitas...". E eis que o cartão é nada mais que o sinal verde de BTDK. O Coringa chegou.
Nolan revela claramente, na pele do homem comum e honesto retratado por Gordon, que o Batman é um mal necessário a Gotham City. Alguém que tem a coragem de se erguer e dizer chega. Ou seria uma benção? Maldição? Quantos malucos e psicopatas ele ajudará a criar? Será que o que realmente o move é a vontade de fazer justiça ou vingar a morte dos pais? Afinal, quem ele sempre foi: Batman ou Bruce Wayne? A máscara certamente é a do homem e a realidade é o morcego. Mesmo assim, essas são as perguntas que ficam para serem respondidas em BTDK.
Assim está muito bem amarrada a história do novo Batman cinematográfico, deixando o terreno perfeitamente preparado para BTDK. Evidentemente, que o grau de exigência desta continuação cresceu. E cresceu muito. Batmaníacos de todo mundo aprovaram a campanha viral na internet, com proporções mundiais antes nunca vistas. E este é o problema de fazer algo tão bem acabado como o primeiro filme. Este deverá ser (TEM QUE SER) o Império Contra-Ataca de Nolan. Pelo menos é o que todos nós esperamos. E isso serve para mostrar que nem todo filme de heróis é só "massa véi". As respostas deverão chegar logo... Na estréia mundial de Batman o Cavaleiro das Trevas, dia 18/07.
Abro a Semana Batman no blog falando não do vindouro BTDK (Batman, The Dark Knight), que estréia dia 18 de julho (YAY!), mas de Batman Begins. Apesar de possuir o DVD duplo, ontem assisti a versão dublada no SBT. Masoquismo? Não. Só preguiça mesmo. E fiquei surpreso com a qualidade da dublagem. Como não existem personagens tão histriônicos, tais como o Coringa, a dublagem não prejudica tanto. Até a dublagem do Espantalho, vivido por Cylian Murphy, está bem caracterizado na voz brasileira.
Batman Begins é uma das adpatações mais adequadas de um filme de herói. Ela é calcada em possibilidaddes reais de um homem tornando-se um vigilante. Mas o mais interessante é a forma como o diretor Chris Nolan consegue transpor a forte história de vingança de um dos mais sombrios e pertubados heróis para as telas de cinema.
No filme é possível perceber o crescimento de Batman / Bruce Wayne de modo gradativo. A presença de Alfred, brilhantemente interpretado por Michael Caine, revela alguém mais que um mero tutor ou simples mordomo. Ele é alguém que tomou para si a responsabilidade de criar o filho do homem que admirou e serviu (nesta ordem) durante tanto tempo.
Durante o filme, vemos um Batman claramente se adaptando, cometendo erros, sendo um tanto impulsivo. Aos mais desavisados, este é o Batman da HQ Batman Ano Um, que mostra exatamente o começo do morcego em Gotham.
Finalmente, Nolan mostra que o Batman não consegue fazer tudo sozinho e precisa de aliados. O ainda Sargento Gordon (Gary Oldman) em atuação primorosa deixa bem claro que aceita o que o Batman faz, porque ele mesmo já não acredita mais no sistema. E Ra's Al Ghul? Ele morreu mesmo? Hehehehe.
A cena final esclarece ainda mais. O Tenente Gordon e o Batman começam a sua parceiria. O batsinal já está pronto. No telhado Gordon deixa claro que apesar de Batman ter derrotado um poderoso inimigo, os vilões não vão desistir tão fácil. E a escalada de violência e poder só vai aumentar "ainda mais com você pulando de telhado em telhado... Este outro aqui também adora uma teatricalidade... Deixou um cartão de visitas...". E eis que o cartão é nada mais que o sinal verde de BTDK. O Coringa chegou.
Nolan revela claramente, na pele do homem comum e honesto retratado por Gordon, que o Batman é um mal necessário a Gotham City. Alguém que tem a coragem de se erguer e dizer chega. Ou seria uma benção? Maldição? Quantos malucos e psicopatas ele ajudará a criar? Será que o que realmente o move é a vontade de fazer justiça ou vingar a morte dos pais? Afinal, quem ele sempre foi: Batman ou Bruce Wayne? A máscara certamente é a do homem e a realidade é o morcego. Mesmo assim, essas são as perguntas que ficam para serem respondidas em BTDK.
Assim está muito bem amarrada a história do novo Batman cinematográfico, deixando o terreno perfeitamente preparado para BTDK. Evidentemente, que o grau de exigência desta continuação cresceu. E cresceu muito. Batmaníacos de todo mundo aprovaram a campanha viral na internet, com proporções mundiais antes nunca vistas. E este é o problema de fazer algo tão bem acabado como o primeiro filme. Este deverá ser (TEM QUE SER) o Império Contra-Ataca de Nolan. Pelo menos é o que todos nós esperamos. E isso serve para mostrar que nem todo filme de heróis é só "massa véi". As respostas deverão chegar logo... Na estréia mundial de Batman o Cavaleiro das Trevas, dia 18/07.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
O The Incrível Hulk
Bom eu ía fazer a retrospectiva Hulk aqui no site mas não carece...
Pois já tem bastante coisa online.
Seguem os links:
O Mundo contra o Hulk
No original World War Hulk (bem mais legal!). Muito material pra quem tá a fim de começar a ler os gibis do Verdão. Bola dentro da Panini.
Incrível Hulk - O Filme
Site foderoso do filme. Sem banda larga (2 MB pra fora) nem tenta. Muito foda. Deixa qualquer um pilhadão pra ver o filme.
Bom... FUJAM! CORRAM! FUJAM PRAS MONTANHAS! Ele está chegando... Dia 13/06.
Pois já tem bastante coisa online.
Seguem os links:
O Mundo contra o Hulk
No original World War Hulk (bem mais legal!). Muito material pra quem tá a fim de começar a ler os gibis do Verdão. Bola dentro da Panini.
Incrível Hulk - O Filme
Site foderoso do filme. Sem banda larga (2 MB pra fora) nem tenta. Muito foda. Deixa qualquer um pilhadão pra ver o filme.
Bom... FUJAM! CORRAM! FUJAM PRAS MONTANHAS! Ele está chegando... Dia 13/06.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Crítica: Ironman
Surpreso. Sim, foi exatamente assim que eu me senti. Eu confesso que não esperava nada demais desse filme. E não é que é divertido?
O filme surpreende exatamente naquilo que todos os outros pecaram: é divertido, sem ser totalmente estúpido. Quarteto Fantástico mostrava uma história pouca amarrada (os dois filmes) com os seus personagens idiotizados. Homem Aranha 3 passava tão rápido as cenas de ação que nada se enxergava, além da história ter mais furos que a história do Ronaldo e seus travecos... XMen3 aparece mutante de tudo que é lado e o Wolvie liderando... Errr... Dá calafrios!
Ironman é um filme consistente. Sua história é sim fraca e simples, mas consegue sustentar o filme plenamente, sem que a explicação tenha que se repetir a cada 5 minutos. O ritmo é rápido mas o tom de diversão está sempre no ar. Tem seus erros e exageros, alguns pequenos problemas de continuidade. E nessa altuar meu querido leitor deve estar se perguntando: "Ma que palhaço, gostô ou não do filme, porra?" SIM e gostei muito! Porque é divertido!
Em nenhum momento o fator diversão foi sonegado. Em nenhum momento o espectador foi tratado de modo a estar no jardim de infância. O filme consegue arrancar risos, apresenta momentos românticos, cenas que você sussurra "que ducaralho" e mostra um Tony Stark bem canalha, cafajeste e malandrão. Aquele cara que adoramos odiar. E está tudo lá para os fãs e nerds xiitas (eu) no filme: evolução das armaduras, mortes (sim, as pessoas morrem! Mas não não tem sangue jorrando), Jim Rhodes (muito bem no apoio no filme todo e em uma cena impagável!), Pepper (sim apesar de tudo Gwyneth Paltrow está bem e bonitinha!) e o Ironmonger (Jeff Bridges no estilo mais crássico da vilania) e a Superintendência... Você querido nerd sabe do que eu estou falando... Aliás, olho vivo pois o símbolo deles fica pipocando o tempo inteiro no filme! Cara, eu vi uma HQ nos cinemas! E era exatamente isso que todos queriam!
A Marvel acerta a mão com Ironman e sai numa boa com a recém fundada Marvel Studios. Nitidamente a preocupação era fazer algo sem exageros pirotécnicos mas bem consistente. Claramente, teve mão de roteirista de HQ na história aparando miuto bem todas as possíveis arestas. Recomendo a ida ao cinema.
Ah, tem uma cena no fim dos créditos que vale o filme inteiro!!! AAAAAHHHH!!! Marvel rules!!! Os próximos anos prometem!
Mas Batman: TDK ainda vai matar a pau. E muito.
O filme surpreende exatamente naquilo que todos os outros pecaram: é divertido, sem ser totalmente estúpido. Quarteto Fantástico mostrava uma história pouca amarrada (os dois filmes) com os seus personagens idiotizados. Homem Aranha 3 passava tão rápido as cenas de ação que nada se enxergava, além da história ter mais furos que a história do Ronaldo e seus travecos... XMen3 aparece mutante de tudo que é lado e o Wolvie liderando... Errr... Dá calafrios!
Ironman é um filme consistente. Sua história é sim fraca e simples, mas consegue sustentar o filme plenamente, sem que a explicação tenha que se repetir a cada 5 minutos. O ritmo é rápido mas o tom de diversão está sempre no ar. Tem seus erros e exageros, alguns pequenos problemas de continuidade. E nessa altuar meu querido leitor deve estar se perguntando: "Ma que palhaço, gostô ou não do filme, porra?" SIM e gostei muito! Porque é divertido!
Em nenhum momento o fator diversão foi sonegado. Em nenhum momento o espectador foi tratado de modo a estar no jardim de infância. O filme consegue arrancar risos, apresenta momentos românticos, cenas que você sussurra "que ducaralho" e mostra um Tony Stark bem canalha, cafajeste e malandrão. Aquele cara que adoramos odiar. E está tudo lá para os fãs e nerds xiitas (eu) no filme: evolução das armaduras, mortes (sim, as pessoas morrem! Mas não não tem sangue jorrando), Jim Rhodes (muito bem no apoio no filme todo e em uma cena impagável!), Pepper (sim apesar de tudo Gwyneth Paltrow está bem e bonitinha!) e o Ironmonger (Jeff Bridges no estilo mais crássico da vilania) e a Superintendência... Você querido nerd sabe do que eu estou falando... Aliás, olho vivo pois o símbolo deles fica pipocando o tempo inteiro no filme! Cara, eu vi uma HQ nos cinemas! E era exatamente isso que todos queriam!
A Marvel acerta a mão com Ironman e sai numa boa com a recém fundada Marvel Studios. Nitidamente a preocupação era fazer algo sem exageros pirotécnicos mas bem consistente. Claramente, teve mão de roteirista de HQ na história aparando miuto bem todas as possíveis arestas. Recomendo a ida ao cinema.
Ah, tem uma cena no fim dos créditos que vale o filme inteiro!!! AAAAAHHHH!!! Marvel rules!!! Os próximos anos prometem!
Mas Batman: TDK ainda vai matar a pau. E muito.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Ausência
Sei que ando meio ausente do blog. Muita coisa mesmo acontecendo. E fica difícil dar a atenção necessária ao blog.
Mas eu vim falar sobre outra coisa hoje. Há não mais que 20 minutos atrás e vi um atropelamento. Bastante brutal eu diria. Um carro passou por cima de um cão, daqueles com cara de labrador, mas bem vira-lata. É, eu estou tentando ser tocante sim. Só que foi real.
Eu estava esperando o ônibus, naquele horário esdrúxulo que vocês conhecem, em uma avenida de 3 pistas aqui de Porto Alegre. Vi um cão atravessando a rua e até aí tudo bem. Ele atravessou com toda calma do mundo. Eu olhei para os lados para ver se não havia carro nenhum vindo naquela direção. Vi que não havia perigo algum para o animal, mas aquele pensamento do tipo "com essa preguiça toda é bom ele se cuidar pra atravessar a rua" apareceu na minha mente.
É interessante que continuei ali parado. Esperando o ônibus. Não que eu tivesse algo pra fazer. Contudo, eu estou sempre me cuidando nessa hora, olhando para os lados. Rapidamente a atenção que havia dado ao cão já era voltada pra cuidar de eu mesmo. De repente, olhei para um carro verde escuro vindo bastante rápido e, instintivamente, procurei pelo cão. Ele estava atravessando naquele momento. Eu vi o que ía acontecer. Minhas pernas se retesaram, e eu cheguei a emitir algum som, um grunhido. Estiquei o mão em direção a ele como se eu pudesse tirá-lo daquela situação. Era tarde já. O carro chegou a frear um pouco, praticamente encostando no animal, que ganiu. Logo depois ele acelerou, jogou o bicho uns 3 metros pra frente, e passou por cima.
Estranhamente, levei minhas mãos até a cabeça e deixei que elas alcançassem minha nuca. Apertei minha nuca forte com ambas as mãos e fechei os olhos com força. Uma moça do meu lado gritou e, começou a chorar. Outros dois srs. apenas lamentaram. Eu fiquei mudo. Senti uma dor forte na boca do estômago. Me lembrei de um atropelamento de uma mulher que vi em frente ao hospital, em um dia em que eu trabalhava em um vestibular. A boca do meu estômago pareceu dar um nó por um momento. Eu olhava para aquelas 3 pessoas junto comigo na parada. Apesar das diferentes reações havia um consenso quanto a situação: impotência. Nada podíamos ter feito, sem que arriscássemos nossas vidas.
Vi que o ônibus vinha chegando. Subi e agora estou aqui. Escrevendo. Não é todo dia que eu vejo "ao vivo" isso. É preciso estômago. Eu sei, foi um cachorro vira-lata e pulguento. Mas eu conheço pelo menos uma dúzia de pessoas que talvez merecessem esse fim mais do que o cachorro. Eu não acredito em acaso. Se o cachorro serviu de lição para qualquer um de nós ali, inclusive o motorista, espero que tenha valido a pena. Não sei o que se pode tirar daí, se é que é possível tirar alguma coisa de algo tão brutal quanto isso.
Me impressionou muito a falta de ação de todos ali. Minha ausência. A ausência do motorista que podia ter parado, pois nenhum carro vinha atrás dele. A ausência de vida do cão. A ausência da rotina. A ausência da raiva. Enfim, a ausência.
Estou finalizando a continuação do conto. Bem devagar. Eu volto.
Mas eu vim falar sobre outra coisa hoje. Há não mais que 20 minutos atrás e vi um atropelamento. Bastante brutal eu diria. Um carro passou por cima de um cão, daqueles com cara de labrador, mas bem vira-lata. É, eu estou tentando ser tocante sim. Só que foi real.
Eu estava esperando o ônibus, naquele horário esdrúxulo que vocês conhecem, em uma avenida de 3 pistas aqui de Porto Alegre. Vi um cão atravessando a rua e até aí tudo bem. Ele atravessou com toda calma do mundo. Eu olhei para os lados para ver se não havia carro nenhum vindo naquela direção. Vi que não havia perigo algum para o animal, mas aquele pensamento do tipo "com essa preguiça toda é bom ele se cuidar pra atravessar a rua" apareceu na minha mente.
É interessante que continuei ali parado. Esperando o ônibus. Não que eu tivesse algo pra fazer. Contudo, eu estou sempre me cuidando nessa hora, olhando para os lados. Rapidamente a atenção que havia dado ao cão já era voltada pra cuidar de eu mesmo. De repente, olhei para um carro verde escuro vindo bastante rápido e, instintivamente, procurei pelo cão. Ele estava atravessando naquele momento. Eu vi o que ía acontecer. Minhas pernas se retesaram, e eu cheguei a emitir algum som, um grunhido. Estiquei o mão em direção a ele como se eu pudesse tirá-lo daquela situação. Era tarde já. O carro chegou a frear um pouco, praticamente encostando no animal, que ganiu. Logo depois ele acelerou, jogou o bicho uns 3 metros pra frente, e passou por cima.
Estranhamente, levei minhas mãos até a cabeça e deixei que elas alcançassem minha nuca. Apertei minha nuca forte com ambas as mãos e fechei os olhos com força. Uma moça do meu lado gritou e, começou a chorar. Outros dois srs. apenas lamentaram. Eu fiquei mudo. Senti uma dor forte na boca do estômago. Me lembrei de um atropelamento de uma mulher que vi em frente ao hospital, em um dia em que eu trabalhava em um vestibular. A boca do meu estômago pareceu dar um nó por um momento. Eu olhava para aquelas 3 pessoas junto comigo na parada. Apesar das diferentes reações havia um consenso quanto a situação: impotência. Nada podíamos ter feito, sem que arriscássemos nossas vidas.
Vi que o ônibus vinha chegando. Subi e agora estou aqui. Escrevendo. Não é todo dia que eu vejo "ao vivo" isso. É preciso estômago. Eu sei, foi um cachorro vira-lata e pulguento. Mas eu conheço pelo menos uma dúzia de pessoas que talvez merecessem esse fim mais do que o cachorro. Eu não acredito em acaso. Se o cachorro serviu de lição para qualquer um de nós ali, inclusive o motorista, espero que tenha valido a pena. Não sei o que se pode tirar daí, se é que é possível tirar alguma coisa de algo tão brutal quanto isso.
Me impressionou muito a falta de ação de todos ali. Minha ausência. A ausência do motorista que podia ter parado, pois nenhum carro vinha atrás dele. A ausência de vida do cão. A ausência da rotina. A ausência da raiva. Enfim, a ausência.
Estou finalizando a continuação do conto. Bem devagar. Eu volto.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Pés esquerdos
Tem dias que você acorda com o pé esquerdo. Esse é um deles. Aliás, o fim de semana foi todo assim. Cheio de pés esquerdos.
Simplesmente alguns dias não foram feitos para a gente fazer qualquer coisa. Admita, isso é um fato da vida: têm dias que por mais que você tente, nada, nada mesmo, dá certo.
São aqueles dias que você suja a sua roupa de comida, seu computador pifa por motivo algum, o carro joga água da poça em você, você se queima com o café, alguém do seu lado simplesmente não para um minuto de falar... Por aí vai.
Com certeza, alguém dirá que estamos sujeitos a esse tipo de coisa todo o dia. Eu sei, tem razão. Mas, alguém já viu "Um Dia de Fúria"? Bom, esse é o meu dia de fúria. Ainda bem que não lido com explosivos, armas nucleares... Essas coisas.
Vou ver se encontro algum buraco em que eu possa me esconder.
Pra não dizer que falei de flores, mando um link deverás interessante pra vocês:
ALADYGMA
Como vocês são nerds espertos biltres, safardanas do cacete, não vou dar dica alguma. Se virem.
Se encontrarem o Pernalonga digam que eu preciso de uma toca.
Simplesmente alguns dias não foram feitos para a gente fazer qualquer coisa. Admita, isso é um fato da vida: têm dias que por mais que você tente, nada, nada mesmo, dá certo.
São aqueles dias que você suja a sua roupa de comida, seu computador pifa por motivo algum, o carro joga água da poça em você, você se queima com o café, alguém do seu lado simplesmente não para um minuto de falar... Por aí vai.
Com certeza, alguém dirá que estamos sujeitos a esse tipo de coisa todo o dia. Eu sei, tem razão. Mas, alguém já viu "Um Dia de Fúria"? Bom, esse é o meu dia de fúria. Ainda bem que não lido com explosivos, armas nucleares... Essas coisas.
Vou ver se encontro algum buraco em que eu possa me esconder.
Pra não dizer que falei de flores, mando um link deverás interessante pra vocês:
ALADYGMA
Como vocês são nerds espertos biltres, safardanas do cacete, não vou dar dica alguma. Se virem.
Se encontrarem o Pernalonga digam que eu preciso de uma toca.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Hellboy II
Preciso falar mais alguma coisa? Ahn? AHN?
Esse vai ser o melhor filme nerd de 2008!
Novo trailer aqui manézão! Se liga que dá pra ver em uma resolução mais melhor de boa nos links para Quicktime.
SHAZAM!
Esse vai ser o melhor filme nerd de 2008!
Novo trailer aqui manézão! Se liga que dá pra ver em uma resolução mais melhor de boa nos links para Quicktime.
SHAZAM!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Do pó ao pó
O ambiente obscuro e sinistro dessa casa me trazia lembranças. Memórias de um tempo a muito tempo esquecido. Uma pequena fração de mim se perde em devaneios, ficando esquecida junto ao pó das minhas recordações. Eu me deixo perder, calmo, tranqüilo. Enfim...
- Droga! Porra! Seu pedaço de merda! Acorda! Vai! ACORDA.
- O sangue não é forte o suficiente, Dorotya. Ele já era.
- Maldito! Maldito seja você!
Eu sinto ela chutar meu corpo. Eu estou no presente agora. Mas meu presente é somente o meu fim. Minha única chance talvez seja o começo. Sim... Eu lembro.
*********************************************
- Lesalle! Menino bobo... Lesalle! Ele vai ver só...
Eu fico olhando Lily a empregada nos procurando. Damos risinhos baixos e fazemos “ssshhh” com o dedo em riste perpendicular a boca um para o outro. Eu e Mark adorávamos fazer isso o dia todo com Lily. O interessante é que Lily não era muito mais velha do que eu e Mark. Mas éramos muito novos ainda. Nessa época, era só brincar o tempo todo.
A casa enorme dos pais de Mark era em um estilo vitoriano clássico, escura, sombria. Seu número infindável de cômodos era uma terra que constantemente era explorada por nós. Vivíamos fantasiando sobre savanas, faroeste, lutas em dunas desérticas e, claro, brincávamos de esconder com Lily. A eletricidade e o uso de lâmpadas dentro da casa era uma extravagância para qualquer um naquela época. Algo realmente digno do status que a família Hagen ostentava. Eram as pessoas mais ricas, milionárias, que viviam em Paris. E meus pais adoravam que eu passasse a maior parte do tempo junto a eles, na casa de Mark. Não porque eu tinha um amigo. Mas porque eles eram ricos. Nessa época eu sequer imaginava o que o pai de Mark fazia. Tudo que me importava era me esconder de Lily.
- Vai Adi! Pra biblioteca, vai corre!
- Que que você vai fazer Mark?
- Vou gritar bem alto!
- Quê?
Mark respira fundo e grita: - Lily boboca, come casca de ferida!
- Mark! Ela vai nos matar agora! Corre! Corre!
Não sabia se corríamos mais ou se ríamos mais. Era um riso nervoso, misturado ao medo de ser capturado pelo inimigo feminino: Lily.
Contudo, entramos na biblioteca em silêncio para não atrair a atenção de Lily. Pé ante pé fomos entrando. Nesse instante nos deparamos com o Pai de Mark sentado na sua cadeira, de costas para nós. Na mesa ao lado da cadeira, um copo de uísque e um cachimbo. Eu fiz menção de ir olhar o cachimbo. Antes que eu pudesse me mexer, ouvi um forte estampido e de tão assustado, dei um grito. Um pedaço da cabeça do Pai de Mark acabou indo parar no rosto de Mark. Recebemos uma fina chuva de sangue no corpo. Alguns livros ficaram manchados para sempre. A Ilha do Tesouro é um deles. O tapete de um tom verde musgo passa a ser negro e pegajoso. Finalmente uma poça de sangue alcança nossos pés.
Lily entra na biblioteca e começa a gritar. Eu parecia não escutar mais nada. Num ato ainda mais estranho, Mark pega na minha mão e vamos até a parte da frente da cadeira. O corpo do pai de Mark jaz cortado, eviscerado. O que restou da cabeça estava pendurado como um toco de árvore velha, jazendo na poltrona. Nunca entendi o que Mark queria ver ali.
Ficamos ali parados não sei por quanto tempo. Não conseguimos dizer nada. Depois dali ficamos quase 1 mês sem dizer palavra qualquer. Os policiais não conseguiram explicar como alguém podia ter eviscerado a si próprio e ainda ter se matado.
Naquele dia, antes de sair da biblioteca, jurei ter visto olhos de fogo por trás da cortina. Uma presença horrenda estava lá dentro e só eu senti. Um cheiro forte de carne podre empesteava o ar. Eu tinha sido levado as portas do inferno pela primeira vez.
Continua...
- Droga! Porra! Seu pedaço de merda! Acorda! Vai! ACORDA.
- O sangue não é forte o suficiente, Dorotya. Ele já era.
- Maldito! Maldito seja você!
Eu sinto ela chutar meu corpo. Eu estou no presente agora. Mas meu presente é somente o meu fim. Minha única chance talvez seja o começo. Sim... Eu lembro.
*********************************************
- Lesalle! Menino bobo... Lesalle! Ele vai ver só...
Eu fico olhando Lily a empregada nos procurando. Damos risinhos baixos e fazemos “ssshhh” com o dedo em riste perpendicular a boca um para o outro. Eu e Mark adorávamos fazer isso o dia todo com Lily. O interessante é que Lily não era muito mais velha do que eu e Mark. Mas éramos muito novos ainda. Nessa época, era só brincar o tempo todo.
A casa enorme dos pais de Mark era em um estilo vitoriano clássico, escura, sombria. Seu número infindável de cômodos era uma terra que constantemente era explorada por nós. Vivíamos fantasiando sobre savanas, faroeste, lutas em dunas desérticas e, claro, brincávamos de esconder com Lily. A eletricidade e o uso de lâmpadas dentro da casa era uma extravagância para qualquer um naquela época. Algo realmente digno do status que a família Hagen ostentava. Eram as pessoas mais ricas, milionárias, que viviam em Paris. E meus pais adoravam que eu passasse a maior parte do tempo junto a eles, na casa de Mark. Não porque eu tinha um amigo. Mas porque eles eram ricos. Nessa época eu sequer imaginava o que o pai de Mark fazia. Tudo que me importava era me esconder de Lily.
- Vai Adi! Pra biblioteca, vai corre!
- Que que você vai fazer Mark?
- Vou gritar bem alto!
- Quê?
Mark respira fundo e grita: - Lily boboca, come casca de ferida!
- Mark! Ela vai nos matar agora! Corre! Corre!
Não sabia se corríamos mais ou se ríamos mais. Era um riso nervoso, misturado ao medo de ser capturado pelo inimigo feminino: Lily.
Contudo, entramos na biblioteca em silêncio para não atrair a atenção de Lily. Pé ante pé fomos entrando. Nesse instante nos deparamos com o Pai de Mark sentado na sua cadeira, de costas para nós. Na mesa ao lado da cadeira, um copo de uísque e um cachimbo. Eu fiz menção de ir olhar o cachimbo. Antes que eu pudesse me mexer, ouvi um forte estampido e de tão assustado, dei um grito. Um pedaço da cabeça do Pai de Mark acabou indo parar no rosto de Mark. Recebemos uma fina chuva de sangue no corpo. Alguns livros ficaram manchados para sempre. A Ilha do Tesouro é um deles. O tapete de um tom verde musgo passa a ser negro e pegajoso. Finalmente uma poça de sangue alcança nossos pés.
Lily entra na biblioteca e começa a gritar. Eu parecia não escutar mais nada. Num ato ainda mais estranho, Mark pega na minha mão e vamos até a parte da frente da cadeira. O corpo do pai de Mark jaz cortado, eviscerado. O que restou da cabeça estava pendurado como um toco de árvore velha, jazendo na poltrona. Nunca entendi o que Mark queria ver ali.
Ficamos ali parados não sei por quanto tempo. Não conseguimos dizer nada. Depois dali ficamos quase 1 mês sem dizer palavra qualquer. Os policiais não conseguiram explicar como alguém podia ter eviscerado a si próprio e ainda ter se matado.
Naquele dia, antes de sair da biblioteca, jurei ter visto olhos de fogo por trás da cortina. Uma presença horrenda estava lá dentro e só eu senti. Um cheiro forte de carne podre empesteava o ar. Eu tinha sido levado as portas do inferno pela primeira vez.
Continua...
terça-feira, 1 de abril de 2008
Amor Nerd
Uma das coisas mais impressionantes é o Amor Nerd.
É aquela coisa do fanboy que sabe até as entrelinhas das coisas mais absurdas, como por exemplo, se um Balrog tem asas, quem foi Tom Bombadil, que o Cap. Kirk não foi o primeiro a comandar a nave Interprise, o que é uma Millenium Falcon e até quem atirou primeiro no tiroteio entre Han Solo ou Greebo. Se não sabem do que estou falando procurem na internet. Ou vocês talvez não sejam nerds... (nerds safados!).
Uma das mais interessantes ações amorosas é o que um sem número de fãs de Star Wars fez durante os últimos 3 anos criando histórias específicas e ricas em detalhes para personagens que muitas vezes aparecem menos de 3 segundos na tela. O resultado tá aqui ó. Muito legal.
Aliás algumas outras coisas legais:
1) Meu presente para o meu aniversário! Aguardo que alguma alma caridosa colabore...
By Bruno Accioly
2) Arte amalucada de Speed Racer em 3D (tem que ter Quicktime). Depois que carregar a imagem clica, segura o botão do mouse, e move horizontalmente. Aliás, será que eu vi um daqueles arbustos de faroeste e um barulho de grilos a respeito desse filme?
Han shot first!
É aquela coisa do fanboy que sabe até as entrelinhas das coisas mais absurdas, como por exemplo, se um Balrog tem asas, quem foi Tom Bombadil, que o Cap. Kirk não foi o primeiro a comandar a nave Interprise, o que é uma Millenium Falcon e até quem atirou primeiro no tiroteio entre Han Solo ou Greebo. Se não sabem do que estou falando procurem na internet. Ou vocês talvez não sejam nerds... (nerds safados!).
Uma das mais interessantes ações amorosas é o que um sem número de fãs de Star Wars fez durante os últimos 3 anos criando histórias específicas e ricas em detalhes para personagens que muitas vezes aparecem menos de 3 segundos na tela. O resultado tá aqui ó. Muito legal.
Aliás algumas outras coisas legais:
1) Meu presente para o meu aniversário! Aguardo que alguma alma caridosa colabore...
2) Arte amalucada de Speed Racer em 3D (tem que ter Quicktime). Depois que carregar a imagem clica, segura o botão do mouse, e move horizontalmente. Aliás, será que eu vi um daqueles arbustos de faroeste e um barulho de grilos a respeito desse filme?
Han shot first!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Muito Half-life no quengo
Que tem muito louco por aí nós já sabemos.
Agora, algumas coisas estão realmente assustando.
Essa aqui por exemplo.
Legal, os caras estão sendo processados por poderem causar o apocalipse? É pra rir ou pra chorar?
Cara, como é que pode um negócio desses. Sei que fazer ciência é complicado eu qualquer lugar do mundo... Mas isso beira o ridículo. O LHC vai permitir o estudo de muita coisa interessante. Os caras que estão processando o LHC não podem ser sérios.
Interessante como os caras (Wagner e... ha-ha... Sancho) que estão processando o LHC (Fermilab e CERN) estão preocupados com coisas muito mais "sci-fi" do que outras muito mais reais, tais como os possíveis efeitos nanotecnológicos de, por exemplo, uma grande quantidade de um plástico "nano" jogado em um rio. Talvez o estrago possa ser bem maior.
Conspirador como sou isso soa muito mais como chamar a atenção para o LHC do que qualquer outra coisa. Faltou dinheiro? Enquanto isso foda-se o nosso meio ambiente... E eu ainda quero ter esperanças... Pffff...
Ah, mas eu já sei o que que é isso. Essas pessoas andaram jogando muito Half-Life... Só pode.
Aguardando ansiosamente pelo filme do Ferroso no dia 30 de abril...
Agora, algumas coisas estão realmente assustando.
Essa aqui por exemplo.
Legal, os caras estão sendo processados por poderem causar o apocalipse? É pra rir ou pra chorar?
Cara, como é que pode um negócio desses. Sei que fazer ciência é complicado eu qualquer lugar do mundo... Mas isso beira o ridículo. O LHC vai permitir o estudo de muita coisa interessante. Os caras que estão processando o LHC não podem ser sérios.
Interessante como os caras (Wagner e... ha-ha... Sancho) que estão processando o LHC (Fermilab e CERN) estão preocupados com coisas muito mais "sci-fi" do que outras muito mais reais, tais como os possíveis efeitos nanotecnológicos de, por exemplo, uma grande quantidade de um plástico "nano" jogado em um rio. Talvez o estrago possa ser bem maior.
Conspirador como sou isso soa muito mais como chamar a atenção para o LHC do que qualquer outra coisa. Faltou dinheiro? Enquanto isso foda-se o nosso meio ambiente... E eu ainda quero ter esperanças... Pffff...
Ah, mas eu já sei o que que é isso. Essas pessoas andaram jogando muito Half-Life... Só pode.
Aguardando ansiosamente pelo filme do Ferroso no dia 30 de abril...
terça-feira, 25 de março de 2008
Grandes Brasileiros (Des)Conhecidos e alguns toques
João Carlos Martins
Em alguns lugares do mundo a simples menção deste nome já denotaria uma transformação no rosto da pessoa que o ouviu. Tanto o nome, quanto seu virtuosismo.
Pois este ilustre desconhecido para a maioria do povo brasileiro é um exemplo vivo de perseverança. Digamos assim, ele é no mínimo primo do Joseph Climmer.
Conheça essa lenda viva aqui e aqui.
Quanto aos contos: estão temporariamente postergados devido a grande quantidade de atividades extra-blog. Devo retomar em breve, principalmente com os Contos Inacabados de Johnny Spark.
Tenho audiência com Dr. Jones hoje. Algo a respeito de uma tal Arca da Aliança... Nada de demais.
Em alguns lugares do mundo a simples menção deste nome já denotaria uma transformação no rosto da pessoa que o ouviu. Tanto o nome, quanto seu virtuosismo.
Pois este ilustre desconhecido para a maioria do povo brasileiro é um exemplo vivo de perseverança. Digamos assim, ele é no mínimo primo do Joseph Climmer.
Conheça essa lenda viva aqui e aqui.
Quanto aos contos: estão temporariamente postergados devido a grande quantidade de atividades extra-blog. Devo retomar em breve, principalmente com os Contos Inacabados de Johnny Spark.
Tenho audiência com Dr. Jones hoje. Algo a respeito de uma tal Arca da Aliança... Nada de demais.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Arthur C. Clarke
Cacete, isso aqui já tá virando obituário.
Morreu aos 90 anos Arthur C. Clarke.
Considerado por muitos como o Julio Verne moderno. Ele simplesmente "inventou" o GPS em seus romances. Ele ía inclusive patentear a idéia. Até que um adEvogado conveceu que era dinheiro posto fora... Pura fantasia apenas. Tsc, tsc.
Bom também tem a Fundação, bem legal por sinal.
Porra se essa quantidade de gente fodassaralha continuar "subindo" o mundo nerd vai precisar de reposição e rápido.
Posts só depois da Páscoa. Correria desenfreada no trabalho. Que bom!
Ah, e tomara que o filme da Liga se expruda!
Morreu aos 90 anos Arthur C. Clarke.
Considerado por muitos como o Julio Verne moderno. Ele simplesmente "inventou" o GPS em seus romances. Ele ía inclusive patentear a idéia. Até que um adEvogado conveceu que era dinheiro posto fora... Pura fantasia apenas. Tsc, tsc.
Bom também tem a Fundação, bem legal por sinal.
Porra se essa quantidade de gente fodassaralha continuar "subindo" o mundo nerd vai precisar de reposição e rápido.
Posts só depois da Páscoa. Correria desenfreada no trabalho. Que bom!
Ah, e tomara que o filme da Liga se expruda!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Bring it to me, baby!
Site oficial:
O Incrível The Hulk!
Trailer muito mais maior de grande com direito a musiquinha do seriado! YAY!
Outro:
Hellboy 2
Esse filme vai ser foda! Del Toro Rules!
Mais um:
Indiana Jones 4
Bah, não sei vocês me só de ouvir a música me seguro na cadeira... Juro que tô com medo que os caras caguem tudo...
Mortis confundit Magus!
O Incrível The Hulk!
Trailer muito mais maior de grande com direito a musiquinha do seriado! YAY!
Outro:
Hellboy 2
Esse filme vai ser foda! Del Toro Rules!
Mais um:
Indiana Jones 4
Bah, não sei vocês me só de ouvir a música me seguro na cadeira... Juro que tô com medo que os caras caguem tudo...
Mortis confundit Magus!
quinta-feira, 13 de março de 2008
O The Hulk e o The Batman (both again)
Já está a rolar o novo trailer do Hulk! YES! Várias possibilidades: aqui e aqui também.
Como vocês já estão mais carecas do que eu de saber, eu sou macaca de auditório pro Hulk. Acho simplesmente um dos mais bem feitos heróis de todos os tempos, pau a pau com o Morcegão (a.k.a. Batman).
Conceitos bons em ambos os personagens que tem tudo pra dar certo.
Então eu assisti o trailer. Hum... Não sei... Estou numa dúvida cruel. Vamos as constatações:
1) O Abominável tá muito bom! Sim e diferente da HQ!
2) Não saquei ainda exatamente como está roteiro... Deu pra ter uma idéia... Mas estou com medo que o trailer tenha revelado tudo... por outro lado...
3) O conceito básico do Hulk da Era de Prata está lá: homenzinhos atrás do Hulk, Hulk foge, Hulk salva o dia, Hulk foge. Não dá pra esquecer que este também era o caso do seriado da TV, tosquíssimo, mas que eu dava pulos de alegria ao ver o velho Bill Bixby (o ator que era o DAVID Banner do seriado, seu zé mané!) ficar com os óio verde!
4) Claríssima homenagem novamente a série de TV logo no ínicio do trailer com o Ed Norton com os zóio verde!
Saldo final: esse filme vai ser ducaraio! :P
Ah, podem ter certeza que mais cedo ou mais tarde começarei a dissertar a respeito do Incrível Hulk.
Ah, tem um depoimento bem legal sobre o Nolan, diretor do filme do The Batman, aqui ó. Taí. Isso sim é legal.
Como vocês já estão mais carecas do que eu de saber, eu sou macaca de auditório pro Hulk. Acho simplesmente um dos mais bem feitos heróis de todos os tempos, pau a pau com o Morcegão (a.k.a. Batman).
Conceitos bons em ambos os personagens que tem tudo pra dar certo.
Então eu assisti o trailer. Hum... Não sei... Estou numa dúvida cruel. Vamos as constatações:
1) O Abominável tá muito bom! Sim e diferente da HQ!
2) Não saquei ainda exatamente como está roteiro... Deu pra ter uma idéia... Mas estou com medo que o trailer tenha revelado tudo... por outro lado...
3) O conceito básico do Hulk da Era de Prata está lá: homenzinhos atrás do Hulk, Hulk foge, Hulk salva o dia, Hulk foge. Não dá pra esquecer que este também era o caso do seriado da TV, tosquíssimo, mas que eu dava pulos de alegria ao ver o velho Bill Bixby (o ator que era o DAVID Banner do seriado, seu zé mané!) ficar com os óio verde!
4) Claríssima homenagem novamente a série de TV logo no ínicio do trailer com o Ed Norton com os zóio verde!
Saldo final: esse filme vai ser ducaraio! :P
Ah, podem ter certeza que mais cedo ou mais tarde começarei a dissertar a respeito do Incrível Hulk.
Ah, tem um depoimento bem legal sobre o Nolan, diretor do filme do The Batman, aqui ó. Taí. Isso sim é legal.
terça-feira, 11 de março de 2008
Notícias do RPG
Bão... foi confirmado a data do XVI EIRPG - Encontro Internacional de RPG - 2008:
Dias 05 e 06 de julho no Colégio Arquidiocesano em São Paulo - SP
Para um nerd pobretão feito eu... Impossível! Para outros nerds ricos que eu conheço acho que era bom ir... Pelo menos pra contar pra gente!
Algumas coisas:
Tem uma coisa interessante saindo por aí... É uma animação baseada em Dragonlance. O trailer tá aqui. Achei meio tosquinho... Só vendo mesmo.
Estou comentando os comentários de vocês. Basta dar uma olhada nos coments de vez em quando.
Ué, esqueceram do que falei sobre os Conto do Comentário? Fiquem a vontade para pedir e dar temas... Eu sei que estou devendo a uma história do Evil Pack! Isso demanda tempo algo que não tenho disponível no momento... Mas quando menos esperarem acaba pintando. Para contos mais rápidos (e sujos) sem problema.
Ah, o Veybi voltou! Por favor, prestigiem o homem!
Bom, Obi-Wan tá chamando. Abração!
Dias 05 e 06 de julho no Colégio Arquidiocesano em São Paulo - SP
Para um nerd pobretão feito eu... Impossível! Para outros nerds ricos que eu conheço acho que era bom ir... Pelo menos pra contar pra gente!
Algumas coisas:
Tem uma coisa interessante saindo por aí... É uma animação baseada em Dragonlance. O trailer tá aqui. Achei meio tosquinho... Só vendo mesmo.
Estou comentando os comentários de vocês. Basta dar uma olhada nos coments de vez em quando.
Ué, esqueceram do que falei sobre os Conto do Comentário? Fiquem a vontade para pedir e dar temas... Eu sei que estou devendo a uma história do Evil Pack! Isso demanda tempo algo que não tenho disponível no momento... Mas quando menos esperarem acaba pintando. Para contos mais rápidos (e sujos) sem problema.
Ah, o Veybi voltou! Por favor, prestigiem o homem!
Bom, Obi-Wan tá chamando. Abração!
sábado, 8 de março de 2008
Meu final do Conto "A Kombi"
Bom, o conto (sem o final) pode ser lido aqui.
O meu final... finalmente :)
(...)
As gurias começaram a gritar e meu amigo puxou meu sogro antes de entrar, perguntando se ele tinha uma arma. As mulheres fechavam janelas e portas. Ao chegar na porta entrei correndo e olhei para rua. Há uns 4 metros da porta estava o pequeno ET, correndo em direção a casa, segurando alguma coisa na mão. Mais afastado estava o maior correndo também em direção à casa. Tudo que nos separava deles agora era a porta.
É impressionante como um ato pode mudar uma vida. Confesso que fiquei alguns segundos divido entre bater a porta na cara daquilo ou deixá-lo entrar e abrigá-lo. Pensamentos de todos os tipos invadiam minha cabeça. Religião. Moral. Tudo rápido demais...
Foi então que, no meu devaneio... Deixei ele entrar.
Fechei a porta enquanto o ser se atirava no chão da sala. Ele parecia uma criança acuada. Ele se esgueirou até o canto do sala. Sua respiração parecia difícil. Meu sogro ficou com a arma em punho. Mas ele tremia muito.
Esperávamos alguma reação. Agora eu podia ver que aquilo era realmente uma espécie de capacete. Era difícil ver seus olhos... Mas uma vez mais minha fascinação havia sido quebrada por estranhos sons do lado de fora da casa... Zunidos... Como se um enxame viesse na nossa direção.
De repente, a madeira estalou... Estranhamente pedi para que o restante do pessoal saísse dali. Instintivamente levei os braços ao rosto para protegê-lo e fechei meus olhos. Não houve nenhum tipo de deslocamento de ar... Apenas as paredes de madeira arrebentaram.
Senti uma dor aguda percorrer o meu corpo, mas eu estava vivo. Baixei os braços e criei coragem para abrir os olhos. O pequeno visitante parecia mal, com seu traje rasgado... Seja lá o que aconteceu do lado de fora, a arma usada pareceu acertar em cheio o visitante. No meu corpo, finos estilhaços de madeira tinham penetrado meus braços e pernas.
O buraco na parede da casa de madeira permitiu que eu visse o que ocorria do lado de fora. Humanóides vestidos com uma roupa preta estavam no pátio. O objeto voador parecia pousado. Eles deviam ser os tripulantes da nave. Eles não usavam capacete. Eles tinham a pele rosa, cabeça afinada e queixos pontudos, lembrando os cavanhaques dos faraós egípcios. Seus olhos eram um pouco maiores que os nossos. Não pareciam ter nariz. Possuíam pupilas mas todos tinham as cores do olhos iguais: um roxo muito forte. Eles apontavam armas na nossa direção.
Dois deles foram direto ao pequeno ET de roupa cinza. Percebi que eles abriam e fechavam a boca e pareciam dizer algo. Eu não escutava nada. Olhei em volta e vi que as gurias pareciam em choque, chorando e apontando para mim. Elas pareciam berrar, mas eu não ouvia som algum.
Um dos seres de roupa preta, parou, me olhou e mexeu a boca. Ele parecia ter uma cicatriz no rosto bem entre os olhos. Ele levou a arma para trás da cabeça. Ele ergueu uma das mãos, mas eu não entendia o que acontecia. Com medo, fui me afastando devagar... Dando pequenos passos para trás... Então, senti algo pontiagudo nas minhas costas, na altura do rins. Parecia afiado. O ET maior com roupa cinza, estava atrás de mim. Ele botou o braço em volta do meu pescoço. Parece que eu tinha virado um refém. Os de roupa preta pegaram nas armas e apontaram na minha direção.
Felizmente o ET com a cicatriz pareceu evitar que eles disparassem. Aos poucos o meu captor foi me levando para fora. Ele me levou até o lado de fora. Afastou um pouco o braço. De repente, senti uma dor uma forte nas costas. Ele tinha me esfaqueado... Caí de joelhos, e olhei para trás. Ele fugia em direção ao objeto voador. Então, do nada, vejo o ET que me esfaqueou sendo arremessado contra a casa. Na direção contrária a que ele fugia uma luz aparecia. A luz era da Kombi que agora espatifava o corpo do ser contra o que tinha sobrado daquele lado da casa.
Dentro da Kombi vi meu amigo... Boca aberta, olhos esbugalhados... Aparentemente com muita raiva. De alguma forma ele tinha conseguido sair de casa e pegar sua amada Kombi.
O que lembro depois é muito pouco. Sei mais o que me contaram. Depois do atropelamento extraterrestre com a Kombi salvadora, eu desmaiei. Minha namorada e meu amigo contaram que o seres de preto eram uma espécie de polícia e que aqueles outros dois eram fugitivos. Os ETs de preto falavam português e eram responsáveis por aquele setor. Disseram que há muito já vigiavam essas terras e que tinha aprendido nossa língua. Meu amigo quase não se continha rindo... Ele repetia pra mim: eram ETs de Puuurtugal!
Ah, evidentemente voltei a ouvir. Fui tratado pelos próprios ETs. Eles tinha uma medicina aparentemente mais avançada e me curaram em questão de meia hora. Eles disseram que isso provavelmente nunca mais iria acontecer. Eles deixaram uma espécie de sinalizador eletrônico. Caso um dia precisássemos. Vai entender...
Naquele dia acordei meio grogue na cama da minha sogra, mas pelo menos estava inteiro de novo. Não sei se metade do que os seres disseram era verdade. Não faço idéia nessa história quem era bom e quem era mau. Não sei que tipo de crime os fugitivos teriam cometido. Não sei o que o pequeno ET trazia na mão. Não sei que tipo de coisa furou minhas costas. Não sei de que planeta vieram. Mas, certamente este acontecimento tinha mudado minha vida para sempre: agora, eu também era um fã de Kombi.
O meu final... finalmente :)
(...)
As gurias começaram a gritar e meu amigo puxou meu sogro antes de entrar, perguntando se ele tinha uma arma. As mulheres fechavam janelas e portas. Ao chegar na porta entrei correndo e olhei para rua. Há uns 4 metros da porta estava o pequeno ET, correndo em direção a casa, segurando alguma coisa na mão. Mais afastado estava o maior correndo também em direção à casa. Tudo que nos separava deles agora era a porta.
É impressionante como um ato pode mudar uma vida. Confesso que fiquei alguns segundos divido entre bater a porta na cara daquilo ou deixá-lo entrar e abrigá-lo. Pensamentos de todos os tipos invadiam minha cabeça. Religião. Moral. Tudo rápido demais...
Foi então que, no meu devaneio... Deixei ele entrar.
Fechei a porta enquanto o ser se atirava no chão da sala. Ele parecia uma criança acuada. Ele se esgueirou até o canto do sala. Sua respiração parecia difícil. Meu sogro ficou com a arma em punho. Mas ele tremia muito.
Esperávamos alguma reação. Agora eu podia ver que aquilo era realmente uma espécie de capacete. Era difícil ver seus olhos... Mas uma vez mais minha fascinação havia sido quebrada por estranhos sons do lado de fora da casa... Zunidos... Como se um enxame viesse na nossa direção.
De repente, a madeira estalou... Estranhamente pedi para que o restante do pessoal saísse dali. Instintivamente levei os braços ao rosto para protegê-lo e fechei meus olhos. Não houve nenhum tipo de deslocamento de ar... Apenas as paredes de madeira arrebentaram.
Senti uma dor aguda percorrer o meu corpo, mas eu estava vivo. Baixei os braços e criei coragem para abrir os olhos. O pequeno visitante parecia mal, com seu traje rasgado... Seja lá o que aconteceu do lado de fora, a arma usada pareceu acertar em cheio o visitante. No meu corpo, finos estilhaços de madeira tinham penetrado meus braços e pernas.
O buraco na parede da casa de madeira permitiu que eu visse o que ocorria do lado de fora. Humanóides vestidos com uma roupa preta estavam no pátio. O objeto voador parecia pousado. Eles deviam ser os tripulantes da nave. Eles não usavam capacete. Eles tinham a pele rosa, cabeça afinada e queixos pontudos, lembrando os cavanhaques dos faraós egípcios. Seus olhos eram um pouco maiores que os nossos. Não pareciam ter nariz. Possuíam pupilas mas todos tinham as cores do olhos iguais: um roxo muito forte. Eles apontavam armas na nossa direção.
Dois deles foram direto ao pequeno ET de roupa cinza. Percebi que eles abriam e fechavam a boca e pareciam dizer algo. Eu não escutava nada. Olhei em volta e vi que as gurias pareciam em choque, chorando e apontando para mim. Elas pareciam berrar, mas eu não ouvia som algum.
Um dos seres de roupa preta, parou, me olhou e mexeu a boca. Ele parecia ter uma cicatriz no rosto bem entre os olhos. Ele levou a arma para trás da cabeça. Ele ergueu uma das mãos, mas eu não entendia o que acontecia. Com medo, fui me afastando devagar... Dando pequenos passos para trás... Então, senti algo pontiagudo nas minhas costas, na altura do rins. Parecia afiado. O ET maior com roupa cinza, estava atrás de mim. Ele botou o braço em volta do meu pescoço. Parece que eu tinha virado um refém. Os de roupa preta pegaram nas armas e apontaram na minha direção.
Felizmente o ET com a cicatriz pareceu evitar que eles disparassem. Aos poucos o meu captor foi me levando para fora. Ele me levou até o lado de fora. Afastou um pouco o braço. De repente, senti uma dor uma forte nas costas. Ele tinha me esfaqueado... Caí de joelhos, e olhei para trás. Ele fugia em direção ao objeto voador. Então, do nada, vejo o ET que me esfaqueou sendo arremessado contra a casa. Na direção contrária a que ele fugia uma luz aparecia. A luz era da Kombi que agora espatifava o corpo do ser contra o que tinha sobrado daquele lado da casa.
Dentro da Kombi vi meu amigo... Boca aberta, olhos esbugalhados... Aparentemente com muita raiva. De alguma forma ele tinha conseguido sair de casa e pegar sua amada Kombi.
O que lembro depois é muito pouco. Sei mais o que me contaram. Depois do atropelamento extraterrestre com a Kombi salvadora, eu desmaiei. Minha namorada e meu amigo contaram que o seres de preto eram uma espécie de polícia e que aqueles outros dois eram fugitivos. Os ETs de preto falavam português e eram responsáveis por aquele setor. Disseram que há muito já vigiavam essas terras e que tinha aprendido nossa língua. Meu amigo quase não se continha rindo... Ele repetia pra mim: eram ETs de Puuurtugal!
Ah, evidentemente voltei a ouvir. Fui tratado pelos próprios ETs. Eles tinha uma medicina aparentemente mais avançada e me curaram em questão de meia hora. Eles disseram que isso provavelmente nunca mais iria acontecer. Eles deixaram uma espécie de sinalizador eletrônico. Caso um dia precisássemos. Vai entender...
Naquele dia acordei meio grogue na cama da minha sogra, mas pelo menos estava inteiro de novo. Não sei se metade do que os seres disseram era verdade. Não faço idéia nessa história quem era bom e quem era mau. Não sei que tipo de crime os fugitivos teriam cometido. Não sei o que o pequeno ET trazia na mão. Não sei que tipo de coisa furou minhas costas. Não sei de que planeta vieram. Mas, certamente este acontecimento tinha mudado minha vida para sempre: agora, eu também era um fã de Kombi.
quarta-feira, 5 de março de 2008
GARY GYGAX - Enorme perda para o RPG
Cara... E eu não sabia disso...
Morreu aos 69 anos de idade, um dos caras mais mega-fodalhões do RPG, ídolo de multidões e turbas nerds: Gary Gygax.
O velhinho simplesmente criou, com a ajuda não menos importante de Dave Arneson, um dos mais jogados RPGs em todos os tempos, Dungeons & Dragons.
Mr. Gygax teve 6 filhos. Na realidade, Mr Gygax provavelmente teve muitos mais filhos dado ao incontável número de jogadores de RPG que acabou criando e espalhando pelo mundo. Ele sempre considerou os jogos de RPG feitos no computador um tanto chatos, pois sempre considerou pouco imaginativos. A fonte da notícia está aqui.
Diversas homenagens ao Mr. Gygax estão sendo colocadas na internet. Destaco essas duas aí embaixo:

by OOTS

by Penny-Arcade
Obrigado Mr. Gygax. You'll live forever in our role-playing.
Morreu aos 69 anos de idade, um dos caras mais mega-fodalhões do RPG, ídolo de multidões e turbas nerds: Gary Gygax.
O velhinho simplesmente criou, com a ajuda não menos importante de Dave Arneson, um dos mais jogados RPGs em todos os tempos, Dungeons & Dragons.
Mr. Gygax teve 6 filhos. Na realidade, Mr Gygax provavelmente teve muitos mais filhos dado ao incontável número de jogadores de RPG que acabou criando e espalhando pelo mundo. Ele sempre considerou os jogos de RPG feitos no computador um tanto chatos, pois sempre considerou pouco imaginativos. A fonte da notícia está aqui.
Diversas homenagens ao Mr. Gygax estão sendo colocadas na internet. Destaco essas duas aí embaixo:

by OOTS

by Penny-Arcade
Obrigado Mr. Gygax. You'll live forever in our role-playing.
Prêmio e fim da promoção + link
Qual o melhor final para o conto "A Kombi" - 5/3/2008
O Assamita ganhou!
Bom... Só requisitar o seu prêmio...
Em breve posto o conto inteiro novamente com o final
Pra não dizer que não falei de flores: gosto muito deste sistema, o GNU RPG do pessoal da Wikipedia. Mas ainda prefiro o meu sistema de magia...
Na corrida agora... Beam me up Scottie!
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Conto
Ando meio fora do ar com notícias... Entretanto, andei lendo sobre o roubo de informações sigilosas da Petrobrás que estavam em um container. Tudo resolvido já. Inevitavelmente, isso rende, no mínimo, um conto.
*****************************************
A Caixa
- Aqui estão.
Os documentos se espalham na mesa de Herr Victor. Alguns papéis ficam um pouco para fora e estão um visivelmente manchados. Os DVDs que tocaram a mesa parecem não ter sofrido nada. As janelas tomadas pela fuligem de São Paulo dão aquele ar adequado ao escritório: um muquifo.
- Não se assuste com o aspecto deles. Os DVDs devem estar funcionando.
Herr Victor não levanta a cabeça para me olhar. Aliás, se isso não fosse tão importante para ele, certamente essa atitude já teria me custado a vida. Ainda bem que ele parece de bom humor. Afinal, só tem um corpo sangrando atirado nessa sala. Deve ser um bom dia. Ainda bem que não é o meu.
- Por muita menos essa imbecil aí na chão tomo uma tiro nas cornos! Onde estão as modos das jovens hoje? Hein? Eu como teu bunda! Eu como teu bunda!
- Ora, Herr Victor. Nós dois sabemos que o resto dos documentos estão em um outro local, mais seguro. E assim que eu receber, eles aparecem. Por isso, eu não quero sujar o seu tapete... Como esse cara aí... - eu aponto pro chão.
Herr Victor não ri. Ele nunca riu, eu acho. Ele arfa, grunhe, rosna e até morde. Mas nunca ri. Só falta um dia eu descbrir que ele é um pastor.
Ele fala algo em alemão no telefone. A secretária gostosa dele entra. Eu adoro quando ela entra. Alta, cabelos ruivos, olhos negros. Não sei se eu gosto mais de vê-la rebolando quando vai da mesa do Herr Victor de volta pra mesa dela ou do jeito que ela dá uns pulinhos para passar por cima dos corpos. Ah, os pulinhos.
- Frida vai testar as DVDs e você espera comigo. Frida traz um coca pro moço!
Frida. Lugar comum. Aposto que esse nem é o nome dela. Ela me olha. Eu congelo. Ficamos uns poucos segundos assim.
- Normal ou zero?
Meu Deus... Ela falava também.
- Normal, obrigado.
Eu finalmente sento na cadeira.
- Então, conta pra Herr Victor como conseguiu esse corte no cara... Parece bem feio, não?
Eu olho pra ele. Enquanto eu olho para o rosto enrugado daquele alemão, fico pensando: como é que pode? Não posso esquecer essa última noite tão cedo. O porto estava silencioso. Talvez fosse a chuva. Apesar da chuva, Macaé continuava uma cidade bem quente. A presença de um homem andando entre os containers seria facilmente percebida pelos vigias com sua câmeras de visão noturna, mesmo naquela chuva. Pena que eles já estavam mortos. Eu sei... os caras não ganhavam o suficiente pra tomar um bala na cabeça... Eu sei que foi sacanagem... Mas primeiro eu. Eu.
Achar o container foi fácil. O Serviço do rato que eu subornei estava certinho. Petrobrás, 5501E. Moleza. Era só abrir e sair. Abri o cadeado como se fosse uma lancheira de criança. Tinha uma caixa logo na entrada. Lanterna nela. Abri. Bingo. Tudo que eu queria. E eles ainda fizeram o favor de deixar tudo junto: DVDs, notebooks, disco rígido e mais uma papelada. Muita coisa parecia sobre estudos de novas bacias de petróleo. Coisa de cachorro grande. Não era pro meu bico. Peguei tudo e botei na mochila.
Dei mais uma olhada no container. A lanterna refletiu uma pequena caixa metálica. Cheguei perto e fui tentar pegá-la. Era estranhamente pesada.
Olhei com mais atenção. Parecia um paralelepípedo de metal. Foi então que aconteceu...
- Sua coca. Está tudo funcionando Herr Victor.
Meu devaneio não levou mais que 5 segundos. Ela era bem eficiente.
- Bom. Bom. Pode pegar sua dinheiro.
Ele me joga um papel pardo com algum peso dentro.
- Euros?
- Sim. Pode ir agora. Eu muita ocupado. Traz a resto. Trinta minutos. Olha lá! Olha lá!
- Pode deixar. Até daqui a pouco.
Peguei a coca e saí. Tinha um papel embaixo da latinha. "Tudo certo. Frida." e um número de celular. Pisco para ela antes de entrar no elevador. Ela lança um olhar gelado. Deve ser esse corte na cara.
Ah... Pois é. A caixa caiu no meu pé. Doeu. Mas eu não gritei. Não fiz nada não. O corte no rosto? Bom... Isso tem a ver com a Frida. Aquela vaca enfiou a unha no meu rosto a noite passada. Mas valeu. Ela trepa bem. Muito bem.
Pelo menos consegui convencer ela a matar o velho. Trepa bem... Mas é burrinha. Típico. Essa altura o velho tá morto, ela deve tá sendo presa e eu posso vender o que sobrou pro Irlandês. Simples.
Impressionante como existem denuncias anônimas pra Polícia hoje em dia.
Quando chegar em casa dou uma olhada na caixa com calma.
************************
Droga... Tenho que arrumar essa fechadura...
- Frida?
- Surpreso?
- Não... Claro que não... Só não esperava te ver aqui.
- Pois é. Saí antes da polícia chegar.
- Ué... Teve polícia é? E o velho morreu?
- Cala boca, idiota.
A gente entra na minha casa. Ela sacou. Bom. Ela não é tão burrinha.
- Eu quero pegar o resto das coisas.
- Porque não me mata primeiro Frida?
Ela puxa o revólver das costas. Aponta pra mim. Não deixou eu chegar perto.
- Tá. Tá legal. Tá aqui na bolsa.
- Passa! Vai!
Eu abro a bolsa. Pego a caixa com as duas mãos. Tiro devagar da bolsa.
- Aqui... PEGA.
Eu falei. Burrinha. Ela atira. Eu tenho sorte. Sempre tive. A bala pega na caixa. Volta pra ela. Belo estrago. Entra no olho direito. Deve ter pego no cérebro. A humanidade agradece.
Bom pelo menos agora já sei pra que serve essa caixa.
*****************************************
A Caixa
- Aqui estão.
Os documentos se espalham na mesa de Herr Victor. Alguns papéis ficam um pouco para fora e estão um visivelmente manchados. Os DVDs que tocaram a mesa parecem não ter sofrido nada. As janelas tomadas pela fuligem de São Paulo dão aquele ar adequado ao escritório: um muquifo.
- Não se assuste com o aspecto deles. Os DVDs devem estar funcionando.
Herr Victor não levanta a cabeça para me olhar. Aliás, se isso não fosse tão importante para ele, certamente essa atitude já teria me custado a vida. Ainda bem que ele parece de bom humor. Afinal, só tem um corpo sangrando atirado nessa sala. Deve ser um bom dia. Ainda bem que não é o meu.
- Por muita menos essa imbecil aí na chão tomo uma tiro nas cornos! Onde estão as modos das jovens hoje? Hein? Eu como teu bunda! Eu como teu bunda!
- Ora, Herr Victor. Nós dois sabemos que o resto dos documentos estão em um outro local, mais seguro. E assim que eu receber, eles aparecem. Por isso, eu não quero sujar o seu tapete... Como esse cara aí... - eu aponto pro chão.
Herr Victor não ri. Ele nunca riu, eu acho. Ele arfa, grunhe, rosna e até morde. Mas nunca ri. Só falta um dia eu descbrir que ele é um pastor.
Ele fala algo em alemão no telefone. A secretária gostosa dele entra. Eu adoro quando ela entra. Alta, cabelos ruivos, olhos negros. Não sei se eu gosto mais de vê-la rebolando quando vai da mesa do Herr Victor de volta pra mesa dela ou do jeito que ela dá uns pulinhos para passar por cima dos corpos. Ah, os pulinhos.
- Frida vai testar as DVDs e você espera comigo. Frida traz um coca pro moço!
Frida. Lugar comum. Aposto que esse nem é o nome dela. Ela me olha. Eu congelo. Ficamos uns poucos segundos assim.
- Normal ou zero?
Meu Deus... Ela falava também.
- Normal, obrigado.
Eu finalmente sento na cadeira.
- Então, conta pra Herr Victor como conseguiu esse corte no cara... Parece bem feio, não?
Eu olho pra ele. Enquanto eu olho para o rosto enrugado daquele alemão, fico pensando: como é que pode? Não posso esquecer essa última noite tão cedo. O porto estava silencioso. Talvez fosse a chuva. Apesar da chuva, Macaé continuava uma cidade bem quente. A presença de um homem andando entre os containers seria facilmente percebida pelos vigias com sua câmeras de visão noturna, mesmo naquela chuva. Pena que eles já estavam mortos. Eu sei... os caras não ganhavam o suficiente pra tomar um bala na cabeça... Eu sei que foi sacanagem... Mas primeiro eu. Eu.
Achar o container foi fácil. O Serviço do rato que eu subornei estava certinho. Petrobrás, 5501E. Moleza. Era só abrir e sair. Abri o cadeado como se fosse uma lancheira de criança. Tinha uma caixa logo na entrada. Lanterna nela. Abri. Bingo. Tudo que eu queria. E eles ainda fizeram o favor de deixar tudo junto: DVDs, notebooks, disco rígido e mais uma papelada. Muita coisa parecia sobre estudos de novas bacias de petróleo. Coisa de cachorro grande. Não era pro meu bico. Peguei tudo e botei na mochila.
Dei mais uma olhada no container. A lanterna refletiu uma pequena caixa metálica. Cheguei perto e fui tentar pegá-la. Era estranhamente pesada.
Olhei com mais atenção. Parecia um paralelepípedo de metal. Foi então que aconteceu...
- Sua coca. Está tudo funcionando Herr Victor.
Meu devaneio não levou mais que 5 segundos. Ela era bem eficiente.
- Bom. Bom. Pode pegar sua dinheiro.
Ele me joga um papel pardo com algum peso dentro.
- Euros?
- Sim. Pode ir agora. Eu muita ocupado. Traz a resto. Trinta minutos. Olha lá! Olha lá!
- Pode deixar. Até daqui a pouco.
Peguei a coca e saí. Tinha um papel embaixo da latinha. "Tudo certo. Frida." e um número de celular. Pisco para ela antes de entrar no elevador. Ela lança um olhar gelado. Deve ser esse corte na cara.
Ah... Pois é. A caixa caiu no meu pé. Doeu. Mas eu não gritei. Não fiz nada não. O corte no rosto? Bom... Isso tem a ver com a Frida. Aquela vaca enfiou a unha no meu rosto a noite passada. Mas valeu. Ela trepa bem. Muito bem.
Pelo menos consegui convencer ela a matar o velho. Trepa bem... Mas é burrinha. Típico. Essa altura o velho tá morto, ela deve tá sendo presa e eu posso vender o que sobrou pro Irlandês. Simples.
Impressionante como existem denuncias anônimas pra Polícia hoje em dia.
Quando chegar em casa dou uma olhada na caixa com calma.
************************
Droga... Tenho que arrumar essa fechadura...
- Frida?
- Surpreso?
- Não... Claro que não... Só não esperava te ver aqui.
- Pois é. Saí antes da polícia chegar.
- Ué... Teve polícia é? E o velho morreu?
- Cala boca, idiota.
A gente entra na minha casa. Ela sacou. Bom. Ela não é tão burrinha.
- Eu quero pegar o resto das coisas.
- Porque não me mata primeiro Frida?
Ela puxa o revólver das costas. Aponta pra mim. Não deixou eu chegar perto.
- Tá. Tá legal. Tá aqui na bolsa.
- Passa! Vai!
Eu abro a bolsa. Pego a caixa com as duas mãos. Tiro devagar da bolsa.
- Aqui... PEGA.
Eu falei. Burrinha. Ela atira. Eu tenho sorte. Sempre tive. A bala pega na caixa. Volta pra ela. Belo estrago. Entra no olho direito. Deve ter pego no cérebro. A humanidade agradece.
Bom pelo menos agora já sei pra que serve essa caixa.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Feeder
Bom, como estou decidido a fazer este blog decolar de uma vez, estou disponibilizando o serviço de Feeds. Basicamente, quando eu postar algo novo basta olhar o feed do blog que irá avisar que tem um novo post.
Basta clicar aqui do lado em "ASSINAR POSTAGENS [ATOM]" e inscrever o blog. Pra quem não conhece não requer nenhum tipo de cadastro. É só seguir as instruções...
Basta clicar aqui do lado em "ASSINAR POSTAGENS [ATOM]" e inscrever o blog. Pra quem não conhece não requer nenhum tipo de cadastro. É só seguir as instruções...
A Morte nos Quadrinhos
Segundo eu mesmo escrevi aqui, sobre como uma editora (cof, cof,.. DC.. cof, cof..) pode ser idiota por matar um dos seus ícones no ano que está lançando um dos filmes que pode definir a continuidade no cinema, eis que DEUS, quer dizer, Morrison, foi libertado de sua masmorra e falou aos mortais:
Chupinhei na caruda do Omelete. Interessante como DE.. anh.. Morrison é bom em escrever o Batman. E o cara aí tá usando o método Stanislavski! Cara, ele é muito bom...
Falando sério, quanto as Mortes nos quadrinhos: sinceramente, matarem um personagem não tem problema nenhum para mim. Desde que seja um final grandioso, icônico, e não uma idéia de jirico que vai fazer o personagem ressuscitar mês que vem.
Um exemplo recente foi a Morte do Capitão América, na Marvel. Foi notícia em tudo que é lugar do mundo. Ele foi assassinado, pela mulher que sempre o amou que estava pra lá de drogada (E ISSO NÃO É SPOILER, PORRA!)! Foi icônico: nos degraus do palácio da justiça em Washington... Foi realmente bem arquitetado... Eu sei, as chances de ele voltar são enormemente gigantescas... Ainda mais agora que descobriram que um porrilhão de heróis são na verdade Skrulls!
Como inveterado jogador de RPG, confesso que tenho apego por personagens. Mas acho realmente muito bom quando eles morrem! Principalmente, quando se transformam em lendas! Um dos casos mas emocionantes (e lendários :P) com o pessoal do RPG é o personagem lendário do Veiby. A reação na mesa de jogo foi muito, muito gratificante. A sensação de ter contado uma história boa, bem feita... Impressionante. Sem falar na alegria do próprio Veiby. Ah, o personagem dele simplesmente se sacrificou para salvar a todos, ficando indefinidamente preso a um objeto encantado... Claro que os atos dele acabaram tendo um reflexo significativo na história... Mas ele salvou todos! Eles iriam morrer, o cara salvou todos, dando um fim icônico ao personagem e se tornando o "A Estátua do Cavaleiro".
Por isso, se matarem o Batman, o Super-Homem (putz... esse já não morreu?), desde que seja diferente daquela mixórdia que fizeram... Eu não tenho problema. Só tem que ser uma história boa, que respeita anos de escritores que se dedicaram a escrever um personagem, exclua as porcarias e mantenha a essência, o que ele tiver de mais próprio, só isso.
Aliás, acho que a história que mais define o Batman é a Batman: Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. Perfeita nos mínimos detalhes. E com um final mais que digno para um dos maiores heróis dos quadrinhos.
Enquanto isso, na Sala de Justiça...
Em verdade vos digo: Quando comecei esta história, minha primeira idéia era "e se todas as aventuras de Batman dos anos 30 até hoje fossem mesmo parte da vida de um único cara, e ele realmente passou por tudo isso, e essas coisas aconteceram num espaço de, digamos, 15 anos?, O que isso faria com a sua cabeça?" O que veremos agora é uma espécie de resultado de todas estas coisas terríveis que aconteceram com ele, e o fato de que sua missão encontrou tantos problemas e levou a tantas mortes. O resultado psicológico disto é parte importante da história dos próximos meses, quando veremos Batman entrar em colapso, e como ele vai se recuperar... ou não.
Chupinhei na caruda do Omelete. Interessante como DE.. anh.. Morrison é bom em escrever o Batman. E o cara aí tá usando o método Stanislavski! Cara, ele é muito bom...
Falando sério, quanto as Mortes nos quadrinhos: sinceramente, matarem um personagem não tem problema nenhum para mim. Desde que seja um final grandioso, icônico, e não uma idéia de jirico que vai fazer o personagem ressuscitar mês que vem.
Um exemplo recente foi a Morte do Capitão América, na Marvel. Foi notícia em tudo que é lugar do mundo. Ele foi assassinado, pela mulher que sempre o amou que estava pra lá de drogada (E ISSO NÃO É SPOILER, PORRA!)! Foi icônico: nos degraus do palácio da justiça em Washington... Foi realmente bem arquitetado... Eu sei, as chances de ele voltar são enormemente gigantescas... Ainda mais agora que descobriram que um porrilhão de heróis são na verdade Skrulls!
Como inveterado jogador de RPG, confesso que tenho apego por personagens. Mas acho realmente muito bom quando eles morrem! Principalmente, quando se transformam em lendas! Um dos casos mas emocionantes (e lendários :P) com o pessoal do RPG é o personagem lendário do Veiby. A reação na mesa de jogo foi muito, muito gratificante. A sensação de ter contado uma história boa, bem feita... Impressionante. Sem falar na alegria do próprio Veiby. Ah, o personagem dele simplesmente se sacrificou para salvar a todos, ficando indefinidamente preso a um objeto encantado... Claro que os atos dele acabaram tendo um reflexo significativo na história... Mas ele salvou todos! Eles iriam morrer, o cara salvou todos, dando um fim icônico ao personagem e se tornando o "A Estátua do Cavaleiro".
Por isso, se matarem o Batman, o Super-Homem (putz... esse já não morreu?), desde que seja diferente daquela mixórdia que fizeram... Eu não tenho problema. Só tem que ser uma história boa, que respeita anos de escritores que se dedicaram a escrever um personagem, exclua as porcarias e mantenha a essência, o que ele tiver de mais próprio, só isso.
Aliás, acho que a história que mais define o Batman é a Batman: Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. Perfeita nos mínimos detalhes. E com um final mais que digno para um dos maiores heróis dos quadrinhos.
Enquanto isso, na Sala de Justiça...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Enquete e paranóia
Bom estou postando a enquete para escolha do melhor final para o conto "A Kombi", que pode ser lido aqui, no título "Saldando dívidas". Estou postando os comentários feitos na forma de texto neste post assim como foram escritos.
Final do Assamita
É só votar agora... A votação vai até 3 de março.
Final do Assamita
Hahahah, tá apelando pra prêmio pro pessoal comentar, que feio...Final do Veybi
Lá vai meu final...
"Os ETs se aproximavam, o menor deles balançado algo que parecia ser uma papel. Com o medo que estávamos, nem prestamos atenção. Eles falavam uma língua estranha, parecendo cada vez mais exaltados com a nossa relutância em aparecer. Finalmente eles perderam a paciência e começaram bater na porta, como ela não abria eles partiram para a janela mais próxima, sobre do canteiro de flores. Assim que eles pisaram no canteiro minha sogra perdeu a paciência, disse
-Nas minhas flores ninguém pisa!!
Num movimento impossível para para alguém daquela idade, ela tomou a espingarda que tremia na mão do meu sogro e mandou dois balaços certeiros na cabeça dos ETs. Depois de passado o choque, resolvemos ver o que o ET pequeno balançava. Era uma tela de lcd, onde estava escrito em bom português: 'Não se preocupem, viemos em paz. Viajamos a galaxia inteira para recuperar nosso primeiro protótipo de nave espacial, perdido no espaço na década de 60.' No fim da mensagem, havia uma foto desta nave... exatamente igual a kombi do meu amigo. Finalmente descobri porque quem tem kombi não quer saber de trocar."
Abraços
Assamita
Já que (finalmente) tenho a chance de ganhar algo por algo que eu escreva... Melhor arriscar:Final do Anônimo (não é bem um final... mas uma idéia de final)
"Para a nossa incrível surpresa, ouvimos batidas na porta. mas não como pessoas tentando arrombar, mas como alguém desesperado. E alguns instantes depois ouvimos uma voz feminina, extremamente clara e muito bonita falando: "Por favor, me ajudem. Ajudem meu filho".
Depois de alguns segundos "travados", minha avó foi a primeira a reagir. Imagino que tenha sido algo de instinto maternal ou algo assim, mas de um pulo ela foi até lá e abriu a porta.
Os dois seres entraram rapidamente, e ao fundo pudemos ver mais 3 seres descendo da nave, que agora estava no pairando sobre o quintal.
Passado o choque inicial, pudemos ver que o ser menor segurava algo parecido com uma boneca. Uma boneca humana! E que o ser maior tinha claramente traços femininos.
O que ocorreu a partir daí foi uma seqüência de acontecimentos cada vez mais inacreditáveis. O ser maior se apresentou como Sachwa (ou um som parecido). E enquanto nos explicava estar fugindo de seus colegas, ouvimos novamente batidas à porta. E desta vez uma voz masculina falava: "Por favor. Nos deixem entrar. Não faremos mal algum a vocês."
Sachwa resumiu a história rapidamente: Eles estão há diversos anos pesquisando a Terra, porém pela lei de estudos científicos do planeta deles, eles não devem interferir com o estudo (tal qual cientistas humanos fazem com animais: observar, porém não interferir). Isto funcionou bem por vários anos. Porém, e tem sempre um porém, um dia ela se apaixonou por um humano e teve um filho com ele.
Dizendo isto ela retirou a máscara e meu amigo, o dono da Kombi, gritou surpreso: Sara!?
Tudo foi explicado e inclusive os seres que estavam do lado de fora foram admitidos na casa.
Maiores explicações foram dadas. Meu amigo ficou sabendo que Sara, ou melhor, Sachwa, deveria ir encontrá-lo e ir até a Kombi dele, pois os ETs queriam maiores detalhes sobre o comportamento humano. Porém ela não sabe dizer se foram as sardas do meu amigo, o clima da Kombi ou a champanhe que ela, inadvertidamente, aceitou... O fato é que acabou acontecendo. Ela tentou de tudo para esconder a gravidez dos colegas, mas em dado momento não havia mais como e ela contou tudo. Eles não sabiam como proceder, então pediram orientações para o governo do planeta deles. Aparentemente foi uma caso que comoveu as massas. Uns diziam que deveriam logo se apresentar aos terráqueos. Outros diziam que se fizessem isto os terráqueos tentariam jogar uma de suas bombas nucleares neles...
Por vários anos não se chegou à um consenso. Até que Sachwa decidiu que o pai da criança tinha pleno direito de saber e participar da decisão, fosse ele humano ou não. Aproveitando uma distração dos colegas ela foi procurar meu amigo, seguindo a Kombi, é claro.
naquela noite surreal, todos nós prometemos manter segredo quanto à presença deles na Terra. Porque, vocês dirão? Simples. Porque eles aceitaram que Sachwa passasse a viver com meu amigo como terráquea. E não exigiram nada. Só pediram para que não contássemos nada. Então todos nós tivemos certeza de que eles eram mesmo uma raça muito mais evoluída. Que eles tem problemas também, é claro. Mas que lidam com eles de forma muito mais educada e menos egoísta. Por isto tudo, achamos melhor deixar como está, até que nós, homens, melhoremos. Aí sim, não haverá perigo para nossos amigos distantes.
FIM.
Buenas, escrevo na correria então me desculpem possíveis erros de digitação e gramática.
Abraços a todos.
Veybi
Cara descreva com mais detalhes....hehehe...Aí vai uma idéia que necessita da sua complementação.....
O ET pequeno aparece rapidamente em frente à porta portanto uma luneta, que prontamente ele oferece ao protetor da porta para observar o céu. Em seguida aparece o outro ser, com forma opulenta, entretanto amistosa, e o mesmo era possível de se observar através dos olhos daqueles seres com formas nada habituais. Como sempre Whalietric, astuto e curioso, decidiu falar com aqueles seres. Que prontamente tentaram ajustar um dispositivo em suas roupas...Entretanto a voz que saía tinha uma entonação de inglês com sotaque londrino....Então Whalie disse para ambos se comunicarem em português, para que os outros habitantes da casa entendessem o diálogo também...Após os ajustes, os ET's começam a falar em português de Portugal com os humanos...(crie um diálogo entre eles).....Após eles se conhecere Whalie abre a porta interagindo amigavelmente com os seres extraterrestres, que após ganharem a confiança deles abdusem à todos....Aí vc complementa.........huahuahauahua...
É só votar agora... A votação vai até 3 de março.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Versões
Cada um imagina seu personagem em um RPG. Para ajudar a visualizar esses caras existem alguns softwares. Um dos mais conhecidos e completos é o Hero Machine. Impressionante o que dá pra fazer nesse software aqui, já na sua versão 2.5.
Mas já temos outras opções como o Hero-O-Matic, bem no estilo Paul Dini ou BruceTim, de conhecidos desenhos animados como Batman e Liga da Justiça. Lá você também consegue fazer download do RPG Quest, específico pra RPG medieval, mas com uma cara mais de mangá.
Seguem abaixo algumas versões do Whalietric feitos nestes softwares.



Particularmente, eu gosto mais da versão Hero Machine.
Vou dar uma palavrinha com Elminster. Já volto.
Mas já temos outras opções como o Hero-O-Matic, bem no estilo Paul Dini ou BruceTim, de conhecidos desenhos animados como Batman e Liga da Justiça. Lá você também consegue fazer download do RPG Quest, específico pra RPG medieval, mas com uma cara mais de mangá.
Seguem abaixo algumas versões do Whalietric feitos nestes softwares.



Particularmente, eu gosto mais da versão Hero Machine.
Vou dar uma palavrinha com Elminster. Já volto.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Da paranóia AUMENTADA Post Atualizado!
Bom, como todos sabem eu sou paranóico. Muito. Por mais maluco que seja o acontecimento, eu sempre procuro uma possibilidade real da coisa ter acontecido.
O Del Debbio que o diga. Aliás, leiam esta nova coluna dele. Vocês além de viajar na maionese, vão pirar no quiabo. Segue o link aí embaixo:
Judas, o amigo do homi
Como se isso não bastasse...
Míssil americano atinge satélite com sucesso
E agora com essa ainda...
China em Estado de alerta
E eu não tô falando de um puteiro em Passo Fundo...
A pergunta é a seguinte: é comum a derrubada de satélites usando mísseis? Confesso que não lembro de ter visto isso antes... Materiais tóxicos para a população? Não sei, tem caroço nesse angú...
NASA sinaliza privatização dos vôos espaciais
Tá, e o que o c... tem com as calças? Cara, eu não sei... Se soubesse provavelmente eu não estaria escrevendo isso aqui. Mas... É estranho paca! E estranho, modestamente falando, é comigo mesmo!
Ah, tem um novo conto que devo postar antes do fim da promoção. Se bem que tem 2 ou 3 que disseram que iam escrever seus finais... Aguardemos.
Vou falar com o Mestre dos Magos sobre o Uni e já volto. Presto!
O Del Debbio que o diga. Aliás, leiam esta nova coluna dele. Vocês além de viajar na maionese, vão pirar no quiabo. Segue o link aí embaixo:
Judas, o amigo do homi
Como se isso não bastasse...
Míssil americano atinge satélite com sucesso
E agora com essa ainda...
China em Estado de alerta
E eu não tô falando de um puteiro em Passo Fundo...
A pergunta é a seguinte: é comum a derrubada de satélites usando mísseis? Confesso que não lembro de ter visto isso antes... Materiais tóxicos para a população? Não sei, tem caroço nesse angú...
NASA sinaliza privatização dos vôos espaciais
Tá, e o que o c... tem com as calças? Cara, eu não sei... Se soubesse provavelmente eu não estaria escrevendo isso aqui. Mas... É estranho paca! E estranho, modestamente falando, é comigo mesmo!
Ah, tem um novo conto que devo postar antes do fim da promoção. Se bem que tem 2 ou 3 que disseram que iam escrever seus finais... Aguardemos.
Vou falar com o Mestre dos Magos sobre o Uni e já volto. Presto!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Saldando dívidas
Sei que fiquei devendo um conto ontem... Mas estou corrigindo isso hoje! Fiquem com "A Kombi"
************************************
Bom, antes de mais nada quero contar algo muito sério, que aconteceu comigo um tempo atrás...
Eu estava viajando em uma espécie de kombi com uns amigos meus, nestas viagens para o interior do estado que eu costumo fazer. É impressionante como a gente se apega a um carro. Essa era uma kombi especial. Meu amigo sempre teve ela... Nem lembro bem da história, mas acho que o pai dele comprou pra ele... Bom, de qualquer jeito era velha de guerra e nos levava pra tudo que era lado.
Era um daqueles feriados de Páscoa, e decidimos ir para casa dos pais da minha namorada. Tudo ajustado, inclusive nossas respectivas namoradas e botamos o pé na estrada.
Os pais da minha namorada moravam bem no interior do estado... Estrada de chão batido mesmo. A viagem era um pouco longa, mas valia a pena. Chegamos lá. Tinha a parentada toda nos esperando, o que era muito legal. Muita festa, e o cansaço pegando depois de uma viagem de 5 horas.
Descansamos um pouco e vimos que um belo churrasco estava sendo preparado. Para minha surpresa, meu sogro só falava da kombi. Estava literalmente encantado. Meu amigo que entendia muito de kombi, começou a contar a histórias daquela fubeca.
Era uma noite extremamente agradável e de céu limpo. Estávamos jantando na rua, com ode costume naquela casa. Deixei o pessoal conversando e fui dar uma volta perto da onde tinha menos luz, para olhar aquele céu com toda sua majestade que a gente não enxerga na cidade grande. Fiquei um tempo ali de costas... Matutando quantos outros seres estariam fazendo o mesmo que eu naquele momento... Fiquei um bom tempo ali, contemplando as estrelas. Ouvi o pessoal chamar e decidi voltar. Antes porém, achei ter escutado um barulho. Parecia que algo se mexia na plantação de milho. A escuridão prejudicava bastante a visão do milharal. O pessoal me chamou novamente. Olhei uma vez mais para lá, mas não havia nada visível no milharal.
Me virei e fui em direção a casa. Acenei para o pessoal, mas ao erguer minha mão uma forte luz veio por trás de mim. Olhei para trás mas a luz era forte demais. Comecei a correr em direção a casa. Olhei para trás e o facho de luz apontava em outra direção. Nesse momento, ocorreu o fato que definiu minha vida daí pra frente.
Havia um objeto com no mínimo uns 15 m de comprimento pairando sobre a casa do vizinho. Ele tinha aquela forma de disco, e emitia o constante facho de luz, movimentando-o freneticamente em diversas direções. Quando o facho não estava na nossa direção era possível ver pequenas janelas e seres humanóides se mexendo dentro do disco. Do jeito que estavam agindo pareciam procurar algo no solo.
Para o meu espanto estávamos todos maravilhados olhando calmamente o que ocorria. Sempre fui um cara que defendia a seguinte tese: os ETs vão ir até aqui só pra brigar, matar e roubar? Acho que não.
Finalmente o facho de luz caiu sobre dois seres que se mexiam muito rapidamente no telhado do vizinho. eles tinham a cabeça alongada, com uma tez que puxava mais para o branco. Seus olhos pareciam compridos e completamente negros. Mais parecia uma mascara. O facho de luz revelou um ser aparentemente com o tamanho de um adulto e outro ser menor. Eles vestiam uma roupa cinza, como uma macacão inteiro. Eles pareciam fugir do disco. O maior agarrou o pequeno e parou parecendo procurar uma saída. Ele apontou a casa onde estávamos para o menor e eles pularam do telhado. E então o pânico teve início.
Instintivamente gritei:
- Corre, vai! Pra dentro da casa! Vai! VAI!
As gurias começaram a gritar e meu amigo puxou meu sogro antes de entrar, perguntando se ele tinha uma arma. As mulheres fechavam janelas e portas. Ao chegar na porta entrei correndo e olhei para rua. Há uns 4 metros da porta estava o pequeno ET, correndo em direção a casa, segurando alguma coisa na mão. Mais afastado estava o maior correndo também em direção a casa. Tudo que nos separava deles agora era a porta.
***********************************************
Existem vários finais possíveis. Eu sei de pelo menos uns 15 diferentes. Eu vou publicar o meu final (QUE JÁ ESTÁ PRONTO) em 3 a 5 dias, dependendo do número de comentários. Gostaria muito da contribuição dos meus leitores para descrever ou escrever um final para ela. Qualquer ele que seja eu pretendo publicar todos e fazer uma pequena enquete para ver qual o melhor final. Quem ganhar tem o privilégio de levar eu e minha excelentíssima esposa ao cinema (a combinar) ou fazer um churrasco (a combinar) lá em casa! SIM, O Lambda Crítico também da prêmios! Ah, detalhe: o Mago paga os ingressos integralmente do cinema, mas só 50% do churrasco. É a primeira promoção, calma lá gente...
Ah... ninguém quer saber se isso é um fato verídico? Enquanto isso, na sala da justiça...
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Bom, antes de mais nada quero contar algo muito sério, que aconteceu comigo um tempo atrás...
Eu estava viajando em uma espécie de kombi com uns amigos meus, nestas viagens para o interior do estado que eu costumo fazer. É impressionante como a gente se apega a um carro. Essa era uma kombi especial. Meu amigo sempre teve ela... Nem lembro bem da história, mas acho que o pai dele comprou pra ele... Bom, de qualquer jeito era velha de guerra e nos levava pra tudo que era lado.
Era um daqueles feriados de Páscoa, e decidimos ir para casa dos pais da minha namorada. Tudo ajustado, inclusive nossas respectivas namoradas e botamos o pé na estrada.
Os pais da minha namorada moravam bem no interior do estado... Estrada de chão batido mesmo. A viagem era um pouco longa, mas valia a pena. Chegamos lá. Tinha a parentada toda nos esperando, o que era muito legal. Muita festa, e o cansaço pegando depois de uma viagem de 5 horas.
Descansamos um pouco e vimos que um belo churrasco estava sendo preparado. Para minha surpresa, meu sogro só falava da kombi. Estava literalmente encantado. Meu amigo que entendia muito de kombi, começou a contar a histórias daquela fubeca.
Era uma noite extremamente agradável e de céu limpo. Estávamos jantando na rua, com ode costume naquela casa. Deixei o pessoal conversando e fui dar uma volta perto da onde tinha menos luz, para olhar aquele céu com toda sua majestade que a gente não enxerga na cidade grande. Fiquei um tempo ali de costas... Matutando quantos outros seres estariam fazendo o mesmo que eu naquele momento... Fiquei um bom tempo ali, contemplando as estrelas. Ouvi o pessoal chamar e decidi voltar. Antes porém, achei ter escutado um barulho. Parecia que algo se mexia na plantação de milho. A escuridão prejudicava bastante a visão do milharal. O pessoal me chamou novamente. Olhei uma vez mais para lá, mas não havia nada visível no milharal.
Me virei e fui em direção a casa. Acenei para o pessoal, mas ao erguer minha mão uma forte luz veio por trás de mim. Olhei para trás mas a luz era forte demais. Comecei a correr em direção a casa. Olhei para trás e o facho de luz apontava em outra direção. Nesse momento, ocorreu o fato que definiu minha vida daí pra frente.
Havia um objeto com no mínimo uns 15 m de comprimento pairando sobre a casa do vizinho. Ele tinha aquela forma de disco, e emitia o constante facho de luz, movimentando-o freneticamente em diversas direções. Quando o facho não estava na nossa direção era possível ver pequenas janelas e seres humanóides se mexendo dentro do disco. Do jeito que estavam agindo pareciam procurar algo no solo.
Para o meu espanto estávamos todos maravilhados olhando calmamente o que ocorria. Sempre fui um cara que defendia a seguinte tese: os ETs vão ir até aqui só pra brigar, matar e roubar? Acho que não.
Finalmente o facho de luz caiu sobre dois seres que se mexiam muito rapidamente no telhado do vizinho. eles tinham a cabeça alongada, com uma tez que puxava mais para o branco. Seus olhos pareciam compridos e completamente negros. Mais parecia uma mascara. O facho de luz revelou um ser aparentemente com o tamanho de um adulto e outro ser menor. Eles vestiam uma roupa cinza, como uma macacão inteiro. Eles pareciam fugir do disco. O maior agarrou o pequeno e parou parecendo procurar uma saída. Ele apontou a casa onde estávamos para o menor e eles pularam do telhado. E então o pânico teve início.
Instintivamente gritei:
- Corre, vai! Pra dentro da casa! Vai! VAI!
As gurias começaram a gritar e meu amigo puxou meu sogro antes de entrar, perguntando se ele tinha uma arma. As mulheres fechavam janelas e portas. Ao chegar na porta entrei correndo e olhei para rua. Há uns 4 metros da porta estava o pequeno ET, correndo em direção a casa, segurando alguma coisa na mão. Mais afastado estava o maior correndo também em direção a casa. Tudo que nos separava deles agora era a porta.
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Existem vários finais possíveis. Eu sei de pelo menos uns 15 diferentes. Eu vou publicar o meu final (QUE JÁ ESTÁ PRONTO) em 3 a 5 dias, dependendo do número de comentários. Gostaria muito da contribuição dos meus leitores para descrever ou escrever um final para ela. Qualquer ele que seja eu pretendo publicar todos e fazer uma pequena enquete para ver qual o melhor final. Quem ganhar tem o privilégio de levar eu e minha excelentíssima esposa ao cinema (a combinar) ou fazer um churrasco (a combinar) lá em casa! SIM, O Lambda Crítico também da prêmios! Ah, detalhe: o Mago paga os ingressos integralmente do cinema, mas só 50% do churrasco. É a primeira promoção, calma lá gente...
Ah... ninguém quer saber se isso é um fato verídico? Enquanto isso, na sala da justiça...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Cloverfield post
Seguinte: se você não quer saber absolutamente nada sobre este filme fuja deste post! Agora!
Bom... Foi sacanagem sim... Então tenho algumas informações aqui. Não se preocupe, têm spoilers que não irão estragar o seu filme. Mesmo assim leia por sua conta e risco.
Filme bem divertido. Muita gente morre. Final não-mongolóide.
Agora vamos ao que interessa. Fiquei até o fim para ouvir uma mensagem toda entrecortada. Achei que tinha entendido uma coisa. E tinha mesmo. Clica aqui e ouça. Legal.
A outra e que nem meus amigos perceberam é essa cena bem perto do final. Saca só, na extrema direita:

Um negócio caí no mar neste momento. Tem gente dizendo que é um satélite e o que acordou o bicho foram os caras tentar recuperá-lo.
Outra curiosidade: 6 h e 42 min. No início e no fim. Estranho.
Ah, o monstro aparece INTEIRINHO. E não é tão estúpido não. Valeu os 5 pila.
E agora, uma coisa completamente diferente...
Bom... Foi sacanagem sim... Então tenho algumas informações aqui. Não se preocupe, têm spoilers que não irão estragar o seu filme. Mesmo assim leia por sua conta e risco.
Filme bem divertido. Muita gente morre. Final não-mongolóide.
Agora vamos ao que interessa. Fiquei até o fim para ouvir uma mensagem toda entrecortada. Achei que tinha entendido uma coisa. E tinha mesmo. Clica aqui e ouça. Legal.
A outra e que nem meus amigos perceberam é essa cena bem perto do final. Saca só, na extrema direita:

Um negócio caí no mar neste momento. Tem gente dizendo que é um satélite e o que acordou o bicho foram os caras tentar recuperá-lo.
Outra curiosidade: 6 h e 42 min. No início e no fim. Estranho.
Ah, o monstro aparece INTEIRINHO. E não é tão estúpido não. Valeu os 5 pila.
E agora, uma coisa completamente diferente...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Dos Contos e os Comentários
Algumas considerações.
Pretendo continuar com os contos. Sim, não adianta chorar. Vocês vão ter que me engolir! Vou reeditar algumas coisas enquanto estou na correria.
Outra coisa: gostaria muitíssimo de retomar a sessão CC, ou melhor, o Conto do Comentário.
Mas que catzo é isso, pergunta o incauto leitor. Simples. A cada comentário que fizerem, vocês deixam uma frase ou um tema para um conto. Se mais de um leitor enviar comentários contendo uma frase, eu devo escrever um conto envolvendo TODAS as frases que foram enviadas. Se for um tema, aí cada assunto postado, independente da quantidade de comentários, deverá gerar um conto único.
Bom, aguardo suas idéias mirabolantes. Enquanto isso fiquem com o conto Carona, escrito faz um tempinho já.
******************************************************
Me lembro exatamente de quando a minha vida começou...
Era um dia como outro qualquer, a não ser pelo fato de um ônibus desgovernado ter estraçalhado o meu corpo contra a parede.
Ora, o que foi? Surpreendi você? Eu nasci assim. Como assim “morrendo”? Talvez seja melhor explicar algumas coisas... Aí, talvez você entenda...
Na realidade, é bastante simples. Eu era um cara comum. Não acreditava em nada. Não buscava nada. Aliás, minha vida era um imenso nada.
Nada acontecia nela, na verdade. E eu também não dava muita chance pra que acontecesse. Tudo pra mim era um enorme quadro com um único tom de cinza. Meus pais eram assim... Um tanto quanto frios. Acho que a única vez que eles me tocaram foi quando acharam que eu estava doente. Foi na ponta do queixo. Me pediram para abrir a boca, mas eu não conseguia. Meu coração tinha disparado quando minha mãe encostou sua mão no meu queixo, tão próxima da minha boca. Aí eles tiveram certeza que eu tinha algum problema. Alguma coisa no coração, com certeza. Por ironia fui morar com uma avó que tinha problemas no coração, longe deles.
A minha avó era uma mulher simpática. Mas já tinha problemas demais consigo mesma. O coração era forte. Tinham me enganado. O álcool é que a corrompia dia após dia e era difícil sequer falar com ela. Ela bradava pela culpa que o meu avô tinha nesta história desse seu vício e por ter deixado ela, mas eu tenho certeza, ele sabia o que estava fazendo.
Assim como ele, também abandonei minha avó, só que um pouco antes, logo aos 15 anos. Saí em um dia de chuva e mesmo assim, não chorei minha partida para uma vida dura e sequer comemorei quando encontrei uma carona.
Cresci assim, pulando de um reformatório a outro. As diretoras nunca se queixavam de mim. Eu era quieto o suficiente para não incomodar ninguém.
Finalmente, aprendi a ler e escrever. E aí alguma mudança começou a se operar em mim. Percebi que eu tinha perdido um mundo inteiro do lado de fora. Eu lia livros que contavam maravilhas. Eram mundos de sonho, de amor e de ódio. Era um mundo de sentimentos. Coisa que eu nunca tinha experimentado antes. Ainda assim, isso não me parecia o suficiente.
Aos poucos, a vida passou a me interessar mais. Comecei a reparar que algumas coisas possuem uma beleza inigualável e quanto tempo havia perdido. Pela quantidade de livros que li e acabei realmente entendendo, posso dizer que me tornei um cara culto. Mas, não conseguia ter aquela vivacidade que algumas pessoas têm, nem de longe. Continuava o mesmo cara frio de sempre.
Arranjei um emprego. Eu vendia assentos de privadas. É, você não imagina o quanto pode ser interessante vender assentos para privada.
Aí, foi quando me deparei com o rosto dela. A mulher mais linda que eu já tinha visto. Ela era fantástica, perfeita no seu modo de ser, pelo menos segundo o que os meus olhos me descreviam. Olhei em volta e pensei em como ela passava desapercebida, sem causar tumulto ou comoção pelas ruas. Meu coração disparou descompassadamente. Era como se minha mãe tivesse tocado no meu queixo novamente, só que muito, muito maior. Eu tinha me apaixonado. Naquele exato instante, o meu relógio da vida tinha finalmente sido ligado. Eu percebi que existia algo além de tudo que cercava as pessoas. Havia mais, e eu sabia disso. Pela primeira vez, eu sorri. Ela passou e me notou ali, estático. Ela sorriu e continuou o seu caminho.
Eu deixei cair as maçãs que carregava, sabe-se lá a quanto tempo. Me abaixei para pegá-las. E então, não tive tempo de sequer saber o que havia me atingido. Então, eu nasci. Eu estava lá parado ao lado do ônibus, achando que ainda segurava alguma coisa.
Eu tive tudo para me livrar do estigma que recebi. Eu tive escolhas. Eu tive oportunidades para mudar. E eu vi que a vida passou enquanto eu fiquei parado, esperando por uma carona. O único detalhe, é que nem sinal eu fiz para que ela parasse.
Eu tinha a maior dádiva imbuída em mim mesmo. E não fiz nada para aproveitá-la. Eu era um morto, e não sabia disso.
Ah, você está chorando. É bom. É, isso é muito bom sim. Pena que você só tenha se dado conta disso agora. Viver melhor? Não você não entendeu nada, não é? Você morreu nesse mundo. Passou. Como acha que ficou me ouvindo este tempo todo?
Não, você não tem escolha. Eu levo você daqui e te mostro uma coisa ou duas. Temos muito que fazer. Pense por esse lado, você vai tentar ajudar outras pessoas como nós dois um dia fomos. Basta tentar evitar que o que aconteceu com a gente aconteça com eles.
Vamos, eu explico tudo. Não, eu não vendo mais assentos de privada aqui. Eu vendo passagens agora e dou carona para uns perdidos como você. Mas isso é uma outra história.
Pretendo continuar com os contos. Sim, não adianta chorar. Vocês vão ter que me engolir! Vou reeditar algumas coisas enquanto estou na correria.
Outra coisa: gostaria muitíssimo de retomar a sessão CC, ou melhor, o Conto do Comentário.
Mas que catzo é isso, pergunta o incauto leitor. Simples. A cada comentário que fizerem, vocês deixam uma frase ou um tema para um conto. Se mais de um leitor enviar comentários contendo uma frase, eu devo escrever um conto envolvendo TODAS as frases que foram enviadas. Se for um tema, aí cada assunto postado, independente da quantidade de comentários, deverá gerar um conto único.
Bom, aguardo suas idéias mirabolantes. Enquanto isso fiquem com o conto Carona, escrito faz um tempinho já.
******************************************************
Me lembro exatamente de quando a minha vida começou...
Era um dia como outro qualquer, a não ser pelo fato de um ônibus desgovernado ter estraçalhado o meu corpo contra a parede.
Ora, o que foi? Surpreendi você? Eu nasci assim. Como assim “morrendo”? Talvez seja melhor explicar algumas coisas... Aí, talvez você entenda...
Na realidade, é bastante simples. Eu era um cara comum. Não acreditava em nada. Não buscava nada. Aliás, minha vida era um imenso nada.
Nada acontecia nela, na verdade. E eu também não dava muita chance pra que acontecesse. Tudo pra mim era um enorme quadro com um único tom de cinza. Meus pais eram assim... Um tanto quanto frios. Acho que a única vez que eles me tocaram foi quando acharam que eu estava doente. Foi na ponta do queixo. Me pediram para abrir a boca, mas eu não conseguia. Meu coração tinha disparado quando minha mãe encostou sua mão no meu queixo, tão próxima da minha boca. Aí eles tiveram certeza que eu tinha algum problema. Alguma coisa no coração, com certeza. Por ironia fui morar com uma avó que tinha problemas no coração, longe deles.
A minha avó era uma mulher simpática. Mas já tinha problemas demais consigo mesma. O coração era forte. Tinham me enganado. O álcool é que a corrompia dia após dia e era difícil sequer falar com ela. Ela bradava pela culpa que o meu avô tinha nesta história desse seu vício e por ter deixado ela, mas eu tenho certeza, ele sabia o que estava fazendo.
Assim como ele, também abandonei minha avó, só que um pouco antes, logo aos 15 anos. Saí em um dia de chuva e mesmo assim, não chorei minha partida para uma vida dura e sequer comemorei quando encontrei uma carona.
Cresci assim, pulando de um reformatório a outro. As diretoras nunca se queixavam de mim. Eu era quieto o suficiente para não incomodar ninguém.
Finalmente, aprendi a ler e escrever. E aí alguma mudança começou a se operar em mim. Percebi que eu tinha perdido um mundo inteiro do lado de fora. Eu lia livros que contavam maravilhas. Eram mundos de sonho, de amor e de ódio. Era um mundo de sentimentos. Coisa que eu nunca tinha experimentado antes. Ainda assim, isso não me parecia o suficiente.
Aos poucos, a vida passou a me interessar mais. Comecei a reparar que algumas coisas possuem uma beleza inigualável e quanto tempo havia perdido. Pela quantidade de livros que li e acabei realmente entendendo, posso dizer que me tornei um cara culto. Mas, não conseguia ter aquela vivacidade que algumas pessoas têm, nem de longe. Continuava o mesmo cara frio de sempre.
Arranjei um emprego. Eu vendia assentos de privadas. É, você não imagina o quanto pode ser interessante vender assentos para privada.
Aí, foi quando me deparei com o rosto dela. A mulher mais linda que eu já tinha visto. Ela era fantástica, perfeita no seu modo de ser, pelo menos segundo o que os meus olhos me descreviam. Olhei em volta e pensei em como ela passava desapercebida, sem causar tumulto ou comoção pelas ruas. Meu coração disparou descompassadamente. Era como se minha mãe tivesse tocado no meu queixo novamente, só que muito, muito maior. Eu tinha me apaixonado. Naquele exato instante, o meu relógio da vida tinha finalmente sido ligado. Eu percebi que existia algo além de tudo que cercava as pessoas. Havia mais, e eu sabia disso. Pela primeira vez, eu sorri. Ela passou e me notou ali, estático. Ela sorriu e continuou o seu caminho.
Eu deixei cair as maçãs que carregava, sabe-se lá a quanto tempo. Me abaixei para pegá-las. E então, não tive tempo de sequer saber o que havia me atingido. Então, eu nasci. Eu estava lá parado ao lado do ônibus, achando que ainda segurava alguma coisa.
Eu tive tudo para me livrar do estigma que recebi. Eu tive escolhas. Eu tive oportunidades para mudar. E eu vi que a vida passou enquanto eu fiquei parado, esperando por uma carona. O único detalhe, é que nem sinal eu fiz para que ela parasse.
Eu tinha a maior dádiva imbuída em mim mesmo. E não fiz nada para aproveitá-la. Eu era um morto, e não sabia disso.
Ah, você está chorando. É bom. É, isso é muito bom sim. Pena que você só tenha se dado conta disso agora. Viver melhor? Não você não entendeu nada, não é? Você morreu nesse mundo. Passou. Como acha que ficou me ouvindo este tempo todo?
Não, você não tem escolha. Eu levo você daqui e te mostro uma coisa ou duas. Temos muito que fazer. Pense por esse lado, você vai tentar ajudar outras pessoas como nós dois um dia fomos. Basta tentar evitar que o que aconteceu com a gente aconteça com eles.
Vamos, eu explico tudo. Não, eu não vendo mais assentos de privada aqui. Eu vendo passagens agora e dou carona para uns perdidos como você. Mas isso é uma outra história.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Do RPG, Big Bang Theory, e Live Crepúsculo
Então... Mais um dos meus títulos compostos....
Estranhamente vejo o RPG ganhar cada vez mais espaço. Aliás, vejo todo pessoal nerd ganhar mais espaço, nos mais diferentes setores. Ainda que eu rejeite a alcunha nerd peremptoriamente nas suas mais diversas interpretações (sejam elas pejorativas ou não) vejo que a media em geral começou a perceber esta "fatia de mercado".
O exemplo mais direto e claro disso nos dias atuais é a estereotipada, mas hilariante, The Big Bang Theory, seriado recentemente exibido na TV à cabo do Brasil. Pude dar gargalhadas descompromissadas com os últimos capítulos que assisti. O que mais me surpreende é que a maioria de nós (vulgos nerds), apesar de indignarem-se pela forma como são retratados na TV, vangloriam-se por serem finalmente mostrados de modo razoavelmente fidedigno. E eu me incluo entre eles. Talvez o fenômeno emo tenha contribuído para essa abertura, mas isso não vem ao caso. Sinceramente, fico feliz de mostrarem o quão estranho nós somos, e o quão legais e divertidos podemos ser.
Acho que uma das maiores habilidades nerds é fato de rir de nós mesmos sem o mínimo pudor. Mais importante é ver uma legião de pessoas assistindo, rindo e vindo comentar comigo. Talvez o mais legal é eu dizer que muito do que está ali eu vivo diariamente. Cara, eu me divirto muito! Felizmente (ou não) o mito nerd vai ser desmistificado na TV. Que bom. O mito vai embora e já vai tarde.
Voltando ao RPG, um número crescente de pessoas tem procurado os jogos de interpretação. Ao contrário do que as editoras vem dizendo por aí, o RPG vem crescendo no Brasil e no mundo. O curioso é a forma com que isso está ocorrendo. Grupos vão se formando e, aos poucos, criando seus próprios universos, independente do sistema usado. O advento da internet contribuiu definitivamente para isso, mas acho que principalmente devido a a falta de criatividade que atinge atualmente roteiristas, escritores e os demais criativos da área. Exemplo digno de nota, ainda que extremamente narcisista, é o nosso grupo.
Elder fez praticamente uma homenagem a todos nós quando criou a sua aventura, com a ajuda do Assamita, baseado nos diversos personagens que foram uados ao longo destes anos. Mesmo que ele tenha diminuído a importância deste passo, confesso a emoção que senti ao ouvir uma das histórias que criei e pela qual nutro carinho significativo, sendo contada pelo meu amigo Ventrue. Um certo arrepio percorreu a minha espinha ao saber que uma dúzia de orcs gritavam Barak Uldur. Eu sei que é estranho mas você pode ter uma idéia do que estou falando aqui.
O significado maior de ter sua história contada para um "contador de histórias" é ouví-la na boca de outro. Essa talvez seja a glória suprema. É como se um filho desgarrado retornasse a sua casa feliz e contente. Diferente é claro, mas ainda assim sua criança. E que boa sensação. Por isso, voltei com tudo com meus escritos, minha vontade de contar histórias e ouví-las.
Por isso também apóio o Live Action Crepúsculo de Porto Alegre. Ainda que eu esteja chegando um pouco atrasado quero participar sim. E contribuir acrescentando uma ou outra história.
É bom estar de volta. Nossos comerciais, por favor.
Estranhamente vejo o RPG ganhar cada vez mais espaço. Aliás, vejo todo pessoal nerd ganhar mais espaço, nos mais diferentes setores. Ainda que eu rejeite a alcunha nerd peremptoriamente nas suas mais diversas interpretações (sejam elas pejorativas ou não) vejo que a media em geral começou a perceber esta "fatia de mercado".
O exemplo mais direto e claro disso nos dias atuais é a estereotipada, mas hilariante, The Big Bang Theory, seriado recentemente exibido na TV à cabo do Brasil. Pude dar gargalhadas descompromissadas com os últimos capítulos que assisti. O que mais me surpreende é que a maioria de nós (vulgos nerds), apesar de indignarem-se pela forma como são retratados na TV, vangloriam-se por serem finalmente mostrados de modo razoavelmente fidedigno. E eu me incluo entre eles. Talvez o fenômeno emo tenha contribuído para essa abertura, mas isso não vem ao caso. Sinceramente, fico feliz de mostrarem o quão estranho nós somos, e o quão legais e divertidos podemos ser.
Acho que uma das maiores habilidades nerds é fato de rir de nós mesmos sem o mínimo pudor. Mais importante é ver uma legião de pessoas assistindo, rindo e vindo comentar comigo. Talvez o mais legal é eu dizer que muito do que está ali eu vivo diariamente. Cara, eu me divirto muito! Felizmente (ou não) o mito nerd vai ser desmistificado na TV. Que bom. O mito vai embora e já vai tarde.
Voltando ao RPG, um número crescente de pessoas tem procurado os jogos de interpretação. Ao contrário do que as editoras vem dizendo por aí, o RPG vem crescendo no Brasil e no mundo. O curioso é a forma com que isso está ocorrendo. Grupos vão se formando e, aos poucos, criando seus próprios universos, independente do sistema usado. O advento da internet contribuiu definitivamente para isso, mas acho que principalmente devido a a falta de criatividade que atinge atualmente roteiristas, escritores e os demais criativos da área. Exemplo digno de nota, ainda que extremamente narcisista, é o nosso grupo.
Elder fez praticamente uma homenagem a todos nós quando criou a sua aventura, com a ajuda do Assamita, baseado nos diversos personagens que foram uados ao longo destes anos. Mesmo que ele tenha diminuído a importância deste passo, confesso a emoção que senti ao ouvir uma das histórias que criei e pela qual nutro carinho significativo, sendo contada pelo meu amigo Ventrue. Um certo arrepio percorreu a minha espinha ao saber que uma dúzia de orcs gritavam Barak Uldur. Eu sei que é estranho mas você pode ter uma idéia do que estou falando aqui.
O significado maior de ter sua história contada para um "contador de histórias" é ouví-la na boca de outro. Essa talvez seja a glória suprema. É como se um filho desgarrado retornasse a sua casa feliz e contente. Diferente é claro, mas ainda assim sua criança. E que boa sensação. Por isso, voltei com tudo com meus escritos, minha vontade de contar histórias e ouví-las.
Por isso também apóio o Live Action Crepúsculo de Porto Alegre. Ainda que eu esteja chegando um pouco atrasado quero participar sim. E contribuir acrescentando uma ou outra história.
É bom estar de volta. Nossos comerciais, por favor.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Del Debbio, Superpop e Iluminatis
Olha, provavelmente este foi o título mais estranho que eu já escrevi, certamente muito mais pelo Superpop que pelo restante.
Bom, o Del Debbio muita gente do meio RPGístico conhece e dispensa maiores apresentações. Ele publica uma coluna no blog sedentario.org, a Teoria da Conspiração. Lá ele fala sobre muita coisa interessante, as quais só lendo para ter sua opinião a respeito. Qualquer coisa que disser aqui certamente vai influenciar você.
O fato é que o Del Debbio foi convidado para participar do Superpop, um programa de auditório da RedeTV, que passa na TV Pampa aqui no Sul, para falar sobre Iluminati. Ele iria debater o assunto com outros convidados, entre eles o mais conhecido e famigerado Padre Quevedo. Mais detalhes aqui. Com sorte, alguém gravou e botou isso no YouTube já. Pois é... Eu também fiquei mais assustado do que esperançoso. Mas não me michei e fui assistir. Chamei o Veybi também. Afinal, tenho que admitir que antes mesmo do debate começar, eu e o Veybi já estávamos do lado do Del Debbio. Pô, o cara é RPGista e cabeça raspada.. Como a gente! Só pode ser gente fina! :)
Quando começou a chamada introdutória do assunto fiquei meio apavorado... Fizeram uma salada de frutas sensacionalista que dava pena. Mesmo assim ficamos firmes e aguentamos até o final.
Basicamente, eles queriam saber quem eram os Iluminatis, porque querem dominar o mundo, porque dizem que o anticristo está vindo... Uma confusão. Ah, e claro, o que o RPG tem com tudo isso. Pois é. Tava danado o negócio.
Por um momento me pareceu que eles iam cair de pau no RPG, dizendo que o jogo influenciou os atentados... Afinal, tem alguns jogos com o nome "Iluminatti". Passou perto. Em todo debate gostei muito da postura do Del Debbio que sempre procurou deixar claro que RPG é só um jogo. Infelizmente a apresentadora, aparentemente limitadíssima, não conseguia entender.
Tentaram também meio que minar as tais sociedades "secretas" (só para os desinformados) falando dos seus interesses escusos ou formações duvidosas. Chegaram também a falar da veracidade da Bíblia. Nesse caso já deu pra imaginar a confusão, uma vez que o Quevedo não conseguia responder a simples pergunta: "o que está na Bíblia aconteceu?". O representante cético sempre atacava de modo bastante rude até.
O Del Debbio pareceu vacilar quando a apresentadora perguntou para ele de qual sociedade secreta ele fazia parte. Ele gaguejou e disse que não podia falar. Acho que no fundo ele não entendeu a pergunta. Pensou que ela queria o nome da sociedade. No fim ele disse que era maçom, o que não tem nenhum problema. Eu acho que não.
Resumo da ópera: por incrível que pareça teve o seu lado bom, o qual o Veybi concorda comigo. Nós assistimos a TV aberta deste país falar sobre algo diferente de novela ou fofocas de celebridades. Foi até de certa forma ousado, uma vez que são assuntos no mínimo interessantes mas de difícil degustação pelo público em geral. Houve uma tentativa de definir o que era o que. Mas com o tempo tão pequeno... Não sei. O debate apresentou um nível razoável e em poucos momentos descambou pra bagunça. O RPG não foi considerado coisa do demo. Por este prisma o resultado final foi positivo.
O estrago vem por outro lado. Não sei se isso ajudou o público a entender, compreender os assuntos tratados. Provavelmente, causou mais dúvidas e confusão. Até porque eles misturaram tanta coisa que no final acabaram até falando de reptilianos... Uma verdadeira mistureba de coisas. Agora o leigo deve estar dizendo que o Quevedo falou que RPG é coisa do demo e que causou o atentado de 11/9. Vai saber. A apresentadora é limitada e atravancou o debate um pouco. Não deixaram o Del Debbio falar muito. Isso foi ruim.
Acho que no fim das contas ver um cara como o Del Debbio na TV aberta é sinal que podemos ter uma certa possibilidade de um futuro um pouco melhor para nós, para o RPG, para todo mundo.
Daqui a pouco voltamos.
Bom, o Del Debbio muita gente do meio RPGístico conhece e dispensa maiores apresentações. Ele publica uma coluna no blog sedentario.org, a Teoria da Conspiração. Lá ele fala sobre muita coisa interessante, as quais só lendo para ter sua opinião a respeito. Qualquer coisa que disser aqui certamente vai influenciar você.
O fato é que o Del Debbio foi convidado para participar do Superpop, um programa de auditório da RedeTV, que passa na TV Pampa aqui no Sul, para falar sobre Iluminati. Ele iria debater o assunto com outros convidados, entre eles o mais conhecido e famigerado Padre Quevedo. Mais detalhes aqui. Com sorte, alguém gravou e botou isso no YouTube já. Pois é... Eu também fiquei mais assustado do que esperançoso. Mas não me michei e fui assistir. Chamei o Veybi também. Afinal, tenho que admitir que antes mesmo do debate começar, eu e o Veybi já estávamos do lado do Del Debbio. Pô, o cara é RPGista e cabeça raspada.. Como a gente! Só pode ser gente fina! :)
Quando começou a chamada introdutória do assunto fiquei meio apavorado... Fizeram uma salada de frutas sensacionalista que dava pena. Mesmo assim ficamos firmes e aguentamos até o final.
Basicamente, eles queriam saber quem eram os Iluminatis, porque querem dominar o mundo, porque dizem que o anticristo está vindo... Uma confusão. Ah, e claro, o que o RPG tem com tudo isso. Pois é. Tava danado o negócio.
Por um momento me pareceu que eles iam cair de pau no RPG, dizendo que o jogo influenciou os atentados... Afinal, tem alguns jogos com o nome "Iluminatti". Passou perto. Em todo debate gostei muito da postura do Del Debbio que sempre procurou deixar claro que RPG é só um jogo. Infelizmente a apresentadora, aparentemente limitadíssima, não conseguia entender.
Tentaram também meio que minar as tais sociedades "secretas" (só para os desinformados) falando dos seus interesses escusos ou formações duvidosas. Chegaram também a falar da veracidade da Bíblia. Nesse caso já deu pra imaginar a confusão, uma vez que o Quevedo não conseguia responder a simples pergunta: "o que está na Bíblia aconteceu?". O representante cético sempre atacava de modo bastante rude até.
O Del Debbio pareceu vacilar quando a apresentadora perguntou para ele de qual sociedade secreta ele fazia parte. Ele gaguejou e disse que não podia falar. Acho que no fundo ele não entendeu a pergunta. Pensou que ela queria o nome da sociedade. No fim ele disse que era maçom, o que não tem nenhum problema. Eu acho que não.
Resumo da ópera: por incrível que pareça teve o seu lado bom, o qual o Veybi concorda comigo. Nós assistimos a TV aberta deste país falar sobre algo diferente de novela ou fofocas de celebridades. Foi até de certa forma ousado, uma vez que são assuntos no mínimo interessantes mas de difícil degustação pelo público em geral. Houve uma tentativa de definir o que era o que. Mas com o tempo tão pequeno... Não sei. O debate apresentou um nível razoável e em poucos momentos descambou pra bagunça. O RPG não foi considerado coisa do demo. Por este prisma o resultado final foi positivo.
O estrago vem por outro lado. Não sei se isso ajudou o público a entender, compreender os assuntos tratados. Provavelmente, causou mais dúvidas e confusão. Até porque eles misturaram tanta coisa que no final acabaram até falando de reptilianos... Uma verdadeira mistureba de coisas. Agora o leigo deve estar dizendo que o Quevedo falou que RPG é coisa do demo e que causou o atentado de 11/9. Vai saber. A apresentadora é limitada e atravancou o debate um pouco. Não deixaram o Del Debbio falar muito. Isso foi ruim.
Acho que no fim das contas ver um cara como o Del Debbio na TV aberta é sinal que podemos ter uma certa possibilidade de um futuro um pouco melhor para nós, para o RPG, para todo mundo.
Daqui a pouco voltamos.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Notícia dos Comics
Pois é... Dia desses li que a DC Comics pretende (uma vez mais) alterar “profundamente” um dos seus maiores ícones: Batman. Confesso que sou véia de auditório quando o assunto é o Morcegão. Sou fã, sim. Mas é isso que cada vez mais me afasta dos quadrinhos (Marvel e DC). Sempre tem uma saga “definitiva”.
Estranho que no RPG a coisa funciona meio ao contrário.. Nós sempre queremos que nossos personagens evoluam... E, no meu caso específico, até morram. Aliás, sei que devo a Morte de Adtani (um vampiro que eu costumava personificar, hehehehe). Em breve...
De qualquer jeito não consigo parar de imaginar essa cena: Dan Didio (chefão da DC comics) entra na sala para falar com Grant Morrison (“Deus” e roteirista de quadrinhos nas horas vagas).
- Oi Grant. Que bom que você veio.
- Oi Dan. Sem problema. Aliás, uma proposta de trabalho da DC deve ser sempre considerada com atenção.
- Obrigado pela consideração Grant. É o seguinte: Batman.
- Topo!
Dan fica olhando para ele um pouco impressionado.
- É o Batman. Não precisa nem dizer o que você quer.
- Grant, você tem certeza?
- Claro. E então devo começar por onde?
Dan respira fundo e começa.
- Bom... Tudo que tem que fazer é matá-lo.
Um silêncio de quase 3 minutos fica pesando na sala.
Grant Morrison de repente pula no pescoço de Dan e começam a lutar. Dan chama os seguranças e acaba aprisionando Morrison em uma masmorra. Dan o visita periodicamente, para ver se o roteiro está pronto. Morrison só tem uma saída: matar o Batman.
*******************
Sabe, essa é a única explicação plausível para matarem Bruce Wayne / Batman tão próximo do filme The Dark Knight, a ser lançado em 18 de julho. Não satisfeitos, mataram o Coringa... Paranóico, eu? Nã....
E agora, uma coisa completamente diferente...
Estranho que no RPG a coisa funciona meio ao contrário.. Nós sempre queremos que nossos personagens evoluam... E, no meu caso específico, até morram. Aliás, sei que devo a Morte de Adtani (um vampiro que eu costumava personificar, hehehehe). Em breve...
De qualquer jeito não consigo parar de imaginar essa cena: Dan Didio (chefão da DC comics) entra na sala para falar com Grant Morrison (“Deus” e roteirista de quadrinhos nas horas vagas).
- Oi Grant. Que bom que você veio.
- Oi Dan. Sem problema. Aliás, uma proposta de trabalho da DC deve ser sempre considerada com atenção.
- Obrigado pela consideração Grant. É o seguinte: Batman.
- Topo!
Dan fica olhando para ele um pouco impressionado.
- É o Batman. Não precisa nem dizer o que você quer.
- Grant, você tem certeza?
- Claro. E então devo começar por onde?
Dan respira fundo e começa.
- Bom... Tudo que tem que fazer é matá-lo.
Um silêncio de quase 3 minutos fica pesando na sala.
Grant Morrison de repente pula no pescoço de Dan e começam a lutar. Dan chama os seguranças e acaba aprisionando Morrison em uma masmorra. Dan o visita periodicamente, para ver se o roteiro está pronto. Morrison só tem uma saída: matar o Batman.
*******************
Sabe, essa é a única explicação plausível para matarem Bruce Wayne / Batman tão próximo do filme The Dark Knight, a ser lançado em 18 de julho. Não satisfeitos, mataram o Coringa... Paranóico, eu? Nã....
E agora, uma coisa completamente diferente...
Lá e De volta, Outra Vez
Pois é... Achei que o bichinho blogstíco tinha me abandonado... Tsc, tsc...
Voltei. É, assim. Sem mais, nem menos.
Vamos tentar de novo. E, ah, ajudem a divulgar o blog. Assim eu fico mais tempo por aqui.
Amplexos.
Voltei. É, assim. Sem mais, nem menos.
Vamos tentar de novo. E, ah, ajudem a divulgar o blog. Assim eu fico mais tempo por aqui.
Amplexos.
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