Essa eu descobri um pouco fuçando, um pouco no blog do JoseVitor e outro tanto com o DanielDocki.
Vamos lá então:
Abra a página que você deseja ver o vídeo no seu browser. Aqui eu estava com problema nos vídeos e rádios do ClicRBS.
1° Passo – No seu browser da internet (aqui é o Firefox), clique com o botão direito sobre a imagem do vídeo e selecione a opção:
a) “Este frame” e logo em seguida “Código-fonte” - Muitas vezes é suficiente ir direto no código-fonte da página.
b) Caso não exista a opção “Este frame”, clique direto em “Código-fonte”.
2° Passo – Busque pela palavra “played” (sem as aspas) ou "playe". Embaixo desta palavra você encontrará um link como no exemplo abaixo:
// Items to be played
urls[1] = ‘http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=36890&channelId=40‘;
titles[1] = ‘O dia dos candidatos na Capital’;
Observação: uma outra opção é procurar por "asx" (sem aspas). Em geral, o endereço tem essa palavra que tem relação com streamming de vídeo e áudio.
Basta copiar o link encontrado (marcado acima em negrito) e tocá-lo no seu player de vídeos ou música favorito (aqui é o VLC).
Se você usa o VLC pode ir em:
>Mídia>Abrir com opções
Clicar na aba "Rede"
Copiar e colar o endereço inteiro no formulário e dar ok.
Percebam que este passo-a-passo serve para vídeos e para rádios também.
É o mesmo sistema, mas para facilitar a vida vou fazer como o pessoal já fez em outros blogs e postar os endereços para vocês.
Rádio Atlântida RS:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20412&channelId=115
Rádio Atlântida SC:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20420&channelId=115
Rádio Itapema RS:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20419&channelId=115
Rádio Itapema SC:
mms://gruporbs-itapema-fm-sc.wm.llnwd.net/gruporbs_Itapema_FM_SC
Rádio Cidade FM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20421&channelId=115
Rádio Gaúcha AM/FM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20422&channelId=115
Rádio Rural AM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20414&channelId=115
Farroupilha AM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=39995&channelId=115
CBN Diário AM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20415&channelId=115
Ah, vai um brinde aí para quem gosta de ouvir esporte em outros horários e outras rádios:
Radio Bandeirantes RS AM:
http://ss1.asaweb.com.br/castcontrol/playlist.php?id=143&type=asx
Um detalhe importante é que se vocês repararem quando o VLC toca o endereço ele substitui rapidamente por um endereço mms. Assim que possível posto eles aqui também e atualizo quando conseguir outras rádios.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
TerSer
Ter... Ser... Ter... Ser... Ter... Ser... Ter... Ser... Ter... Ser...
Seria esse um indivisível mantra que nos divide entre o que temos e o que somos?
Existiria essa diferença?
Senão vejamos:
Nasci. Tenho que respirar. Tenho que viver.
Tenho que comer.
Tenho que andar.
Tenho que crescer.
Tenho que falar.
Tenho que gritar.
QUERO ter.
Tenho que chorar, porque não tenho.
Tenho que aprender.
Tenho que respeitar.
Tenho que entender.
Tenho que estudar.
Tenho que acordar cedo.
Tenho que estudar.
Tenho que me manter no horário.
Tenho que estudar.
Tenho que ir para universidade.
Tenho que ser e saber o que quero.
Tenho tudo isso? Será que tenho mesmo?
Tenho que saber QUEM SOU.
Tenho que ser melhor.
Tenho que ser bom.
Tenho que ter sucesso.
Tenho que ter dinheiro.
Tenho que ter apartamento, celular, computador, máquina fotográfica, TV 42", cama box, internet, GPS, carro, ir para praia.
Tenho que ser marido.
Tenho que ajudar.
Tenho que ter filhos.
Tenho tanto pra fazer.
Tenho muito, ou quase nada?
Tenho tanto, mas porque minhas mãos estão tão vazias?
Tenho o que sou ou sou o que tenho?
Onde sou? Em casa ou no trabalho?
Quando sou, sou eu mesmo ou sou aquele que tem?
Tudo que tive ou que tenho ajuda a saber quem sou?
Quem sou revela tudo que tenho?
Tenho que emagrecer.
Tenho que ter saúde.
Tenho que saber quem eu sou.
E se depois de tudo eu ainda não sei? Sou tudo que tenho?
Vivo para ter? Vivo para ser? Tenho para ser? Sou para ter?
Vivo o que sou? Vivo o que tenho?
Sou o que vivo? Tenho que viver?
Tenho que me encontrar.
Tenho que Ser. Será?
Seria esse um indivisível mantra que nos divide entre o que temos e o que somos?
Existiria essa diferença?
Senão vejamos:
Nasci. Tenho que respirar. Tenho que viver.
Tenho que comer.
Tenho que andar.
Tenho que crescer.
Tenho que falar.
Tenho que gritar.
QUERO ter.
Tenho que chorar, porque não tenho.
Tenho que aprender.
Tenho que respeitar.
Tenho que entender.
Tenho que estudar.
Tenho que acordar cedo.
Tenho que estudar.
Tenho que me manter no horário.
Tenho que estudar.
Tenho que ir para universidade.
Tenho que ser e saber o que quero.
Tenho tudo isso? Será que tenho mesmo?
Tenho que saber QUEM SOU.
Tenho que ser melhor.
Tenho que ser bom.
Tenho que ter sucesso.
Tenho que ter dinheiro.
Tenho que ter apartamento, celular, computador, máquina fotográfica, TV 42", cama box, internet, GPS, carro, ir para praia.
Tenho que ser marido.
Tenho que ajudar.
Tenho que ter filhos.
Tenho tanto pra fazer.
Tenho muito, ou quase nada?
Tenho tanto, mas porque minhas mãos estão tão vazias?
Tenho o que sou ou sou o que tenho?
Onde sou? Em casa ou no trabalho?
Quando sou, sou eu mesmo ou sou aquele que tem?
Tudo que tive ou que tenho ajuda a saber quem sou?
Quem sou revela tudo que tenho?
Tenho que emagrecer.
Tenho que ter saúde.
Tenho que saber quem eu sou.
E se depois de tudo eu ainda não sei? Sou tudo que tenho?
Vivo para ter? Vivo para ser? Tenho para ser? Sou para ter?
Vivo o que sou? Vivo o que tenho?
Sou o que vivo? Tenho que viver?
Tenho que me encontrar.
Tenho que Ser. Será?
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Mais uma coisinha sobre os UFOs...
Acho que eu tenho pirado com algumas informações que eu andei recebendo nos últimos dias... Até porque as histórias ficam cada vez mais intrigantes... Dignas de Hollywood.
Bom, nada ainda apareceu sobre Moscou em 2011 (que eu saiba), mas existe algumas coisas engraçadas e até surpreendentes na WWWeb que a gente acaba esbarrando de vez em quando.
Uma delas é este vídeo:
O distinto senhor que discursa no vídeo é um antigo Ministro da Defesa do Canadá, Sr. Paul Hellyer, e se você decidiu perder alguns minutos da sua vida e prestar atenção ao vídeo, já sabe: ele acredita em aliens e UFOs.
Até aí tudo bem. Tem gente que acredita que não tem nenhum tipo de sacanagem no futebol, por exemplo... O que me surpreendeu é, logicamente, a posição que ele já esteve e o fato de assumir publicamente sua crença. Fuçando um pouco mais daqui e dali descobri algo muito surpreendente: este cara já se desentendeu com ninguém mais ninguém menos que Stephen Hawking.
Claro, um físico deve ter dito para ele "se liga mané", mas não foi bem por aí. Uma das coisas mais intrigantes com que já me deparei foi a posição dele que, segundo a Wikipedia, é a seguinte:
Ah bom... uma observação: Hawking já falou em Deus, metaforicamente, mas suas mais recentes obras falam muito mais em criação espontânea do universo, principalmente devido a gravidade.
Então esse é o panorama: Hellyer acha que os aliens já estiveram aqui, já tentaram nos ajudar e corremos com eles. Hawking, não só acha que aliens existem, mas acredita que, assim como os humanos, eles podem ter um efeito de colonização e conquista, isto é, são bad guys. E você, acha alguma coisa???
Enquanto isso, um projeto se organiza a muito tempo... Se trata do The Disclosure Project que evidentemente quer "levantar o véu" ou "a máscara" sobre OVNIs, aliens, energias alternativas e sistemas de propulsão.
Agora se quiser pirar e perder muito tempo busque no YouTube: pyramid UFO. Você brinca e se diverte...
Bom, nada ainda apareceu sobre Moscou em 2011 (que eu saiba), mas existe algumas coisas engraçadas e até surpreendentes na WWWeb que a gente acaba esbarrando de vez em quando.
Uma delas é este vídeo:
O distinto senhor que discursa no vídeo é um antigo Ministro da Defesa do Canadá, Sr. Paul Hellyer, e se você decidiu perder alguns minutos da sua vida e prestar atenção ao vídeo, já sabe: ele acredita em aliens e UFOs.
Até aí tudo bem. Tem gente que acredita que não tem nenhum tipo de sacanagem no futebol, por exemplo... O que me surpreendeu é, logicamente, a posição que ele já esteve e o fato de assumir publicamente sua crença. Fuçando um pouco mais daqui e dali descobri algo muito surpreendente: este cara já se desentendeu com ninguém mais ninguém menos que Stephen Hawking.
Claro, um físico deve ter dito para ele "se liga mané", mas não foi bem por aí. Uma das coisas mais intrigantes com que já me deparei foi a posição dele que, segundo a Wikipedia, é a seguinte:
Hawking has indicated that he is almost certain that alien life exists in other parts of the universe and uses a mathematical basis for his assumptions. "To my mathematical brain, the numbers alone make thinking about aliens perfectly rational. The real challenge is to work out what aliens might actually be like." He believes alien life not only certainly exists on planets but perhaps even in other places, like within stars or even floating in outer space. He also warns that a few of these species might be intelligent and threaten Earth. Contact with such species might be devastating for humanity.[32] "If aliens visit us, the outcome would be much as when Columbus landed in America, which didn't turn out well for the Native Americans," he said. He advocated that, rather than try to establish contact, man should try to avoid contact with alien life forms.
Ah bom... uma observação: Hawking já falou em Deus, metaforicamente, mas suas mais recentes obras falam muito mais em criação espontânea do universo, principalmente devido a gravidade.
Então esse é o panorama: Hellyer acha que os aliens já estiveram aqui, já tentaram nos ajudar e corremos com eles. Hawking, não só acha que aliens existem, mas acredita que, assim como os humanos, eles podem ter um efeito de colonização e conquista, isto é, são bad guys. E você, acha alguma coisa???
Enquanto isso, um projeto se organiza a muito tempo... Se trata do The Disclosure Project que evidentemente quer "levantar o véu" ou "a máscara" sobre OVNIs, aliens, energias alternativas e sistemas de propulsão.
Agora se quiser pirar e perder muito tempo busque no YouTube: pyramid UFO. Você brinca e se diverte...
domingo, 9 de janeiro de 2011
13 de Outubro de 2010 a Janeiro de 2011: a semana dos OVNIs e a bactéria que comia veneno
Este período trata de uma história que apesar de ser pra lá de B, eu gostaria de ter escrito. O pequeno detalhe é que ela tem um fundo de verdade muito grande. O problema é descobrir qual parte dela é real.
Tudo começou quando uma série de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) ocorreram em diversos lugares do mundo, mas foram principalmente registrados nos EUA. O Philipe do MundoGump fez um texto bem interessante a respeito que você pode ler aqui.
Segue o vídeo:
Bom, se você estiver realmente motivado a fuçar aí no YouTube vai encontrar mais outros 4 vídeos que mostram os OVNIs em zoom. Aí se você fuça um pouco mais descobre esse vídeo aqui:
Ok, balões. Porque diabos eu queria ter escrito essa porcaria de história então?
Bom, ela não acaba aqui. Fuçando um pouco mais na WWWeb descobri mais uma ou outra coisa esquisita:
1) Um cara chamado Stanley Arthur Fulham que alegadamente trabalhou no NORAD escreveu um livro sobre os EUA "esconder" E.T.s e naves extraterrestres.
2) No mesmo livro, ele indica que no dia 13 de Outubro de 2010, naves iriam aparecer em todo mundo, mostrando finalmente aos seres humanos que não estão sozinhos.
Ainda não tá satisfeito com os meus motivos para ter escrito isso? Pára. Tem mais:
3) O mesmo cara escreve antes de falecer no site do seu livro, Challenges of Changes a seguinte mensagem (muito resumidamente aqui): Moscou receberá visitas no fim da primeira parte de janeiro de 2011 e Londres 7 dias após essa ocorrência. Se fuçar mais no YouTube você encontra vídeos fazendo menção a isso tudo. Tente buscar UFO e October. Vocês vão ver OVNIs na China, Inglaterra, entre outros.
PARANOID MODE ON: sim, ele bateu as botas logo depois que os avistamentos ocorreram. Estranho, não?: PARANOID MODE OFF
Curiosamente, por volta de 2 de dezembro de 2010, a NASA anuncia que uma bactéria específica foi encontrada no fundo de um lago e ela tem a fabulosa habilidade de incorporar ao seu DNA o tóxico elemento Arsênico. É biologicamente o contrário de tudo que é conhecido pelo homem. Isso leva a crer que a vida surge nos lugares mais inóspitos possíveis! E que provavelmente estamos procurando vida em outros planetas ou da forma errada ou com poucas opções em termos elementares. É verdade que desde de 1990 já havia notícias de bactérias muito loucas, que se alimentam de radioatividade (alfa, se não me engano). Tem um link aqui
Claro que isso tudo é só um monte de coincidências deliciosamente bizarras que ocorreram. Ou será que não? ;)
Bom, se os avistamentos se confirmarem em Moscou (difícil, mas estou na torcida PRÓ AVISTAMENTOS!) isso seria realmente uma história. A animação do pessoal é tanta que já tem alguns vídeos mais elaborados aí:
E aí, consegui convencer vocês a ficar olhando para céu durante todo janeiro? Se alguém ver algo em Moscou me avisa, por favor.
Tudo começou quando uma série de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) ocorreram em diversos lugares do mundo, mas foram principalmente registrados nos EUA. O Philipe do MundoGump fez um texto bem interessante a respeito que você pode ler aqui.
Segue o vídeo:
Bom, se você estiver realmente motivado a fuçar aí no YouTube vai encontrar mais outros 4 vídeos que mostram os OVNIs em zoom. Aí se você fuça um pouco mais descobre esse vídeo aqui:
Ok, balões. Porque diabos eu queria ter escrito essa porcaria de história então?
Bom, ela não acaba aqui. Fuçando um pouco mais na WWWeb descobri mais uma ou outra coisa esquisita:
1) Um cara chamado Stanley Arthur Fulham que alegadamente trabalhou no NORAD escreveu um livro sobre os EUA "esconder" E.T.s e naves extraterrestres.
2) No mesmo livro, ele indica que no dia 13 de Outubro de 2010, naves iriam aparecer em todo mundo, mostrando finalmente aos seres humanos que não estão sozinhos.
Ainda não tá satisfeito com os meus motivos para ter escrito isso? Pára. Tem mais:
3) O mesmo cara escreve antes de falecer no site do seu livro, Challenges of Changes a seguinte mensagem (muito resumidamente aqui): Moscou receberá visitas no fim da primeira parte de janeiro de 2011 e Londres 7 dias após essa ocorrência. Se fuçar mais no YouTube você encontra vídeos fazendo menção a isso tudo. Tente buscar UFO e October. Vocês vão ver OVNIs na China, Inglaterra, entre outros.
PARANOID MODE ON: sim, ele bateu as botas logo depois que os avistamentos ocorreram. Estranho, não?: PARANOID MODE OFF
Curiosamente, por volta de 2 de dezembro de 2010, a NASA anuncia que uma bactéria específica foi encontrada no fundo de um lago e ela tem a fabulosa habilidade de incorporar ao seu DNA o tóxico elemento Arsênico. É biologicamente o contrário de tudo que é conhecido pelo homem. Isso leva a crer que a vida surge nos lugares mais inóspitos possíveis! E que provavelmente estamos procurando vida em outros planetas ou da forma errada ou com poucas opções em termos elementares. É verdade que desde de 1990 já havia notícias de bactérias muito loucas, que se alimentam de radioatividade (alfa, se não me engano). Tem um link aqui
Claro que isso tudo é só um monte de coincidências deliciosamente bizarras que ocorreram. Ou será que não? ;)
Bom, se os avistamentos se confirmarem em Moscou (difícil, mas estou na torcida PRÓ AVISTAMENTOS!) isso seria realmente uma história. A animação do pessoal é tanta que já tem alguns vídeos mais elaborados aí:
E aí, consegui convencer vocês a ficar olhando para céu durante todo janeiro? Se alguém ver algo em Moscou me avisa, por favor.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Sensível
23 de Dezembro
A neve começou a cair cedo naquele dia. Era só um dia como outro qualquer, frio o bastante, mas que não era ruim. E eu realmente trabalhava bastante, mas tinha certeza que não tinha nascido para fazer isso. Eu preferia calcular. Naquele dia, meu colega parecia muito inquieto e pertubardo durante a realização das nossas tarefas costumeiras.
Depois de algum tempo observando-o decidi perguntar o que estava acontecendo. Ele ficou bastante surpreso e pareceu se fechar ainda mais apenas me ignorando. Umas 3 horas depois, durante o intervalo, ele veio falar comigo. Ele então contou como estava preocupado com a sua esposa. Devido às circunstâncias, ele não a via há muito tempo. Ela era jovem, e eles tinham uma filha de apenas 11 anos. Ele tirou uma foto surrada de tanto manuseio de dentro de uma carteira de couro (em estado não menos deplorável). Na foto, estava a filha dele ao lado de sua esposa. Ambas eram muito bonitas. Tentei animá-lo, dizendo que ela tinha provavelmente puxado a mãe. Ele sorriu amarelo.
Voltamos a trabalhar e no outro intervalo ele se aproximou e decidiu dizer o que se passava. Antes de chegar, há alguns meses, sua querida filha tinha caído em um lago muito gelado, vítima de uma brincadeira inocente feita pelas amiguinhas. Após algum tempo ela havia ficado muito doente. Ele acabou com tuberculose e ele acompanhou o desdobrar da doença da filha a cada dia. Ele falou que a viu definhar, minguar e praticamente se desfazer nos seus braços. Ele nada pode fazer, apenas andar todo este caminho de sofrimento com ela, compartilhar esta jornada. Ele a enterrou e logo depois veio trabalhar.
Então, ele perdeu contato com a esposa. Ele conversou com o médico do trabalho e pediu para alguém visitá-la e descobrir como estava o seu estado de saúde devido ao histórico da doença na sua família. O médico prometeu entrar em contato com um amigo para ver o que ele podia fazer por ele. Recentemente, toda vez que ele encontrava o médico, o mesmo parecia fugir dele. Finalmente, ele conseguiu conversar com ele. O médico lhe contou que o amigo tinha conseguido visitar sua esposa, mas que as notícias não eram boas. Ela tinha desenvolvido uma forte tuberculose. Perguntei quando ele tinha sabido disso. Fazia 1 mês pelo menos.
Ficamos em um silêncio durante alguns minutos. Ele tinha medo de não vê-la nunca mais. Ele já havia perdido a filha e agora perderia tudo. Ele guardava dois pequenos cachos de cabelos da filha e da esposa junto da foto, dentro da carteira de couro. Enquanto ele observava os cachos, um choro convulsivo brotou nele. Ele tinha medo de não poder mais sentir o cheiro delas. Ele chorou durante um longo tempo, enquanto eu fiquei ali na sua frente, observando.
Foi estranho. Espero que nunca mais voltemos a falar disso.
Bom, hoje já encaminhamos pelo menos 300. Nossos superiores estavam com pressa hoje e acabamos não separando as crianças das mulheres. Levamos pelo menos 180 mulheres e crianças ao "banho". Meu colega conduziu os restantes, todos homens. Ele quebrou 2 mandíbulas, 3 braços e 5 pernas. Eu tinha que admitir o talento dele para isso. Eu só dei uns tapas em uma menina loirinha e na sua mãe. Estou ficando mole.
Se continuarmos assim seremos cumprimentados pessoalmente. Meu colega pareceu feliz com os meus cálculos. Isso deve animá-lo. Deve ser muito difícil acompanhar a trajetória de morte de uma criança, sua filha, tão de perto.
Dachau, 1940.
A neve começou a cair cedo naquele dia. Era só um dia como outro qualquer, frio o bastante, mas que não era ruim. E eu realmente trabalhava bastante, mas tinha certeza que não tinha nascido para fazer isso. Eu preferia calcular. Naquele dia, meu colega parecia muito inquieto e pertubardo durante a realização das nossas tarefas costumeiras.
Depois de algum tempo observando-o decidi perguntar o que estava acontecendo. Ele ficou bastante surpreso e pareceu se fechar ainda mais apenas me ignorando. Umas 3 horas depois, durante o intervalo, ele veio falar comigo. Ele então contou como estava preocupado com a sua esposa. Devido às circunstâncias, ele não a via há muito tempo. Ela era jovem, e eles tinham uma filha de apenas 11 anos. Ele tirou uma foto surrada de tanto manuseio de dentro de uma carteira de couro (em estado não menos deplorável). Na foto, estava a filha dele ao lado de sua esposa. Ambas eram muito bonitas. Tentei animá-lo, dizendo que ela tinha provavelmente puxado a mãe. Ele sorriu amarelo.
Voltamos a trabalhar e no outro intervalo ele se aproximou e decidiu dizer o que se passava. Antes de chegar, há alguns meses, sua querida filha tinha caído em um lago muito gelado, vítima de uma brincadeira inocente feita pelas amiguinhas. Após algum tempo ela havia ficado muito doente. Ele acabou com tuberculose e ele acompanhou o desdobrar da doença da filha a cada dia. Ele falou que a viu definhar, minguar e praticamente se desfazer nos seus braços. Ele nada pode fazer, apenas andar todo este caminho de sofrimento com ela, compartilhar esta jornada. Ele a enterrou e logo depois veio trabalhar.
Então, ele perdeu contato com a esposa. Ele conversou com o médico do trabalho e pediu para alguém visitá-la e descobrir como estava o seu estado de saúde devido ao histórico da doença na sua família. O médico prometeu entrar em contato com um amigo para ver o que ele podia fazer por ele. Recentemente, toda vez que ele encontrava o médico, o mesmo parecia fugir dele. Finalmente, ele conseguiu conversar com ele. O médico lhe contou que o amigo tinha conseguido visitar sua esposa, mas que as notícias não eram boas. Ela tinha desenvolvido uma forte tuberculose. Perguntei quando ele tinha sabido disso. Fazia 1 mês pelo menos.
Ficamos em um silêncio durante alguns minutos. Ele tinha medo de não vê-la nunca mais. Ele já havia perdido a filha e agora perderia tudo. Ele guardava dois pequenos cachos de cabelos da filha e da esposa junto da foto, dentro da carteira de couro. Enquanto ele observava os cachos, um choro convulsivo brotou nele. Ele tinha medo de não poder mais sentir o cheiro delas. Ele chorou durante um longo tempo, enquanto eu fiquei ali na sua frente, observando.
Foi estranho. Espero que nunca mais voltemos a falar disso.
Bom, hoje já encaminhamos pelo menos 300. Nossos superiores estavam com pressa hoje e acabamos não separando as crianças das mulheres. Levamos pelo menos 180 mulheres e crianças ao "banho". Meu colega conduziu os restantes, todos homens. Ele quebrou 2 mandíbulas, 3 braços e 5 pernas. Eu tinha que admitir o talento dele para isso. Eu só dei uns tapas em uma menina loirinha e na sua mãe. Estou ficando mole.
Se continuarmos assim seremos cumprimentados pessoalmente. Meu colega pareceu feliz com os meus cálculos. Isso deve animá-lo. Deve ser muito difícil acompanhar a trajetória de morte de uma criança, sua filha, tão de perto.
Dachau, 1940.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
É possível fazer literatura no Brasil?
Creio que a resposta é sim. Atualmente, temos um mercado ávido por novidades, fato que se justificativa pela estrondosa participação de pessoas na maioria das feiras de livros espalhadas pelo país. Entendo que isto não significa vendas elevadas, mas parece que o público que lia livros desde criança busca agora uma literatura diferenciada.
Vejam pro exemplo a última coluna do Raphael Draccon. Nesta coluna ele cita o sucesso da literatura de fantasia no país e alguns dos autores que alcançaram este status. Ele aponta também algumas razões que contribuíram para este fato e vai um pouco mais longe, apresentando algumas interessantes ideias sobre formas de aumentar o gosto pela leitura no Brasil. Uma leitura bem interessante para quem deseja se aventurar neste ramo.
Vejam pro exemplo a última coluna do Raphael Draccon. Nesta coluna ele cita o sucesso da literatura de fantasia no país e alguns dos autores que alcançaram este status. Ele aponta também algumas razões que contribuíram para este fato e vai um pouco mais longe, apresentando algumas interessantes ideias sobre formas de aumentar o gosto pela leitura no Brasil. Uma leitura bem interessante para quem deseja se aventurar neste ramo.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Wikileaks: juízo final ou nova ordem mundial?
Este é um dos momentos mais interessantes e históricos que provavelmente já tivemos a chance de vivenciar. Ainda que estejamos vivendo a própria História a todo momento, este é um fato com um potencial gigantesco de modificar significativamente a balança do poder mundial e, consequentemente, afetar as vidas de todos nós. Não sabe do que eu estou falando? Onde você andava meu amigo?
Bom, o Wikileaks que tinha um outro site, mas que está espalhado agora por um monte de outros mirrors, tem como principal objetivo, e eu cito, "divulgar importantes notícias e trazer as informações pertinentes ao conhecimento do público, além de fornecer uma maneira inovadora, segura e anônima que permita o vazamento de informações para os nossos jornalistas. Uma de nossas atividades mais importantes é a publicação de material original juntamente com as notícias para que leitores e historiadores possam perceber a evidência da verdade". Ainda, segundo a Wikipedia, o Wkileaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em seu site, posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis.
O Wikileaks veio a público oficialmente em 2007, mas foi em abril de 2010 que "o site publicou um vídeo mostrando um helicóptero Apache dos Estados Unidos, no contexto da ocupação do Iraque, matando pelo menos 12 pessoas - dentre as quais dois jornalistas da agência de notícias Reuters - durante um ataque a Bagdá, em 2007. O vídeo (Collateral Murder) é uma das mais notáveis publicações do site. Outro documento polêmico mostrado pelo site é a cópia de um manual de instruções para tratamento de prisioneiros na prisão militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba".(fonte: Wikipedia)
Nos últimos meses o site ainda publicou milhares de documentos sigilosos e confidenciais que escancararam o jogo político internacional, revelando principalmente a chamada diplomacia, com lances capazes de corar até a falecida Dercy Gonçalves. São impressões, opiniões, modus operandi, intrigas, ações militares, manuais, escândalos financeiros e outras dúzias de coisas devidamente documentadas que escandalizaram a opinião pública mundial, principalmente no que diz respeito aos EUA. Ah, tem alguma coisa do Brasil também.
Tudo isso podia ser desmentido pelas fontes oficiais e o caô devidamente minimizada. Aliás, era o que grande parte dos jornalistas provavelmente esperava. Mas o que mais surpreendeu a todos foi o fato inegável de que tudo que foi jogado no site era na verdade OFICIAL. Alguns jornalistas analisaram todos os documentos e confirmaram a autenticidade da maioria dos documentos divulgados.
Impossibilitados de negar tudo isso os governos simplesmente entraram em modo "sentei na vara". Assange, o diretor do Wkileaks, foi devidamente acusado, não de ter vazado documentos secretos (seria isso crime?), mas de estrupo(!), por ter feito sexo sem camisinha na Suécia, por duas "vítimas". Uma delas inclusive já negou o fato. Alguns jornalistas já revelaram que ambas vítimas teriam ligação com a CIA.
Mas afinal, o que muda pra a humanidade? Essa é uma das perguntas ainda sem resposta. Interessante é analisar como a coisa está se desenrolando. Os governo americano forçou o Amazon, no qual o Wikileaks era hospedado, a tirarem o site do ar. Encagaçado, o Amazon tirou rapidinho. Entretanto, em uma jogada aparentemente já pensada, o Wikileaks ressurgiu tal qual o fênix e absolutamente mais forte. Agora ele está hospedado na Suécia, em um bunker nuclear(!). O motivo de estar ainda mais forte é o fato de ter se espalhado mundialmente em MILHARES de mirrors! Muita gente inundou o Wikileaks com emails com elogios, mas, principalmente, oferecendo-se para ajudar e saber como pode hospedar um mirror do site, traduzir documentos e até oferecer ainda mais informação confidencial. A prisão de Assange foi decretada pelas acusações de estrupo (e ele está preso na Suécia) e hackers atacaram sumariamente diversos bancos, além da Mastercard que teria cortado o crédito de Assange.
Assange ainda afirmou que isto é só o começo e que tem a bomba do Juízo Final nas suas mãos e que não tem medo de usá-la com a finalidade de revelar como os governantes pensam o mundo. Se tudo que foi revelado já impressionou, Assange garante que coisas muito mais escabrosas vão surgir, ainda mais que sua vida agora corre grande risco.
Assim como muitas outras ações que acontecem atualmente na WWWeb, onde diversas pessoas simplesmente oferecem o seu tempo, conhecimento e trabalho em prol de uma ação que para elas tenha uma significado maior, relevância para a nossa civilização ou para um grupo, sem receber nada em troca, parece que o Wikileaks já provou algo: alguns seres humanos não tem medo de se unir contra forças gigantescamente maiores que eles mesmos e estão dispostos a enfrentar quem quer que seja pela verdade, por um significado maior em suas existência e, por mais piegas que pareça, por um mundo melhor. Ou será que não?
Já vi de tudo na WWWeb sobre isso: a paranoia do momento é que isto é uma jogada ensaiada para que a censura chegue com força na WWWeb.Eu não levo muita fé nisso, uma vez que o próprio Assange era um hacker. Sei lá, não faz sentido. Já tem ufólogo exultante, uma vez que o próprio Assange diz ter informações até sobre OVNIs nos documentos. Há também analistas mais profundos que citam fatos como um vazamento de um livro sobre a corrupção no Quênia ter produzido mais dano aos autores que tentavam chamar a atenção do mundo para este problema. Outros, dizem que isso aumentou ainda mais as vendas do livro
Resta saber e (ousar) definir com o que estamos lidando agora: terrorismo de informação? O 4° Poder assumindo sua verdadeira posição? A verdade em busca de um expurgo e um exorcismo da humanidade? Vandalismo jornalístico? Algo que nem vamos lembrar semana que vem? A eticidade (falta de?) jornalística? O fim ou o início de um real 1984 de Orson Wells?
Não sei dizer. A resposta dessa pergunta deverá estar ou não nos livros de História futuros dependendo da gravidade com que isso vai mudar a vida de cada indivíduo neste planeta. Certamente, este é um dos maiores eventos jornalístico dos últimos tempos. Espero sinceramente que faça um bem maior do que apenas manchetes jornalísticas. Segue abaixo uns links que valem a pena ler sobre isso tudo, incluindo os comentários:
Secrecy News
Mundo Gump
domingo, 12 de dezembro de 2010
E o THOR está chegando...
E não é que finalmente saiu um trailer decente do THOR da Marvel?
Dá uma olhada aí. Direto do YouTube:
É, me pareceu bem melhor que aquele tal de Lanterna Verde... Na boa, espero que os dois sejam no mínimo divertidos.
Dá uma olhada aí. Direto do YouTube:
É, me pareceu bem melhor que aquele tal de Lanterna Verde... Na boa, espero que os dois sejam no mínimo divertidos.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
RIO: o novo filme do pessoal de a Era do Gelo - TRAILER
Sei que é notícia velha, mas vá lá. Carlos Saldanha que trabalhou muito bem em a Era do Gelo dirige agora o filme Rio.
É legal que vai falar muito de Brasil nesta animação, pelo menos aparentemente. Grande astros estão na história como Anne Hathaway, Rodrigo Santoro e Neil Patrick Harris dublando os personagens.
Taí o trailer, direto do YouTube:
É legal que vai falar muito de Brasil nesta animação, pelo menos aparentemente. Grande astros estão na história como Anne Hathaway, Rodrigo Santoro e Neil Patrick Harris dublando os personagens.
Taí o trailer, direto do YouTube:
Linux Mint: perfeito... Se não fosse o microfone... RESOLVIDO!
Eu já falei que eu estou num verdadeiro caso amoroso com o Linux? Não?
Pois então. Agora ele é o sistema default. Arram. Adeus Micro$oft. Sério. Tá bom, talvez só em máquina virtual, vá lá. Mas ainda estou resistindo bravamente.
O Linux vem arrasando já faz tempo. O Linux Mint 10 (Julia vrs) é o que há. Ele é baseado no Ubuntu, um linux dos mais amigáveis para o povo acostumado com "aquele SO que não pode ser dito da Micro$oft". A diferença do Mint e do Ubuntu é que o Mint vem mais "pronto" para usar... Você roda tudo, logo de cara. Filmes, músicas, DVDs, abre até os docxs da vida, se você instalar a versão de DVD mais completa! Dá uma olhadinha:
Legal,né? E tudo rodando liso, liso... Sim meu amiguinho! Instalei tudo do pendrive! Pois é, consegui rodar tudo dali através de um programinha muito bala que permite transformar imagens ISO direto no pendrive em discos de instalação. Conto isso com detalhes em outro post. E ao contrário do que você pode pensar a instalação é ridiculamente fácil de fazer. Não doeu nada instalar o Mint... Bom... Quase nada.
O maldito problema do microfone. O pessoal que, tenho de reconhecer, se dedica muito, mas muito mesmo a produzir, compilar, testar e retestar milhares e milhares de linhas de código de programação, infelizmente não conseguiu resolver o famigerado problema do som no Linux, principalmente, do microfone no Linux.
Vejam, pode ser que eu esteja errado. O problema pode ser a dificuldade de fazer a coisa funcionar com algumas placas de som. Se você, usuário de Linux ainda não se deparou com este problema, você é um felizardo. Sério! Rejubile-se! Caso se dê o trabalho de dar uma olhadinha na WWWeb você vai ficar pasmo com a quantidade de gente que está tendo problemas com o microfone. E, estranhamente, a grande maioria, usuários de Linux no note e netbooks. Este é o meu caso, já que estou rodando do Mint em um Dell Vostro 1310, notoriamente conhecido por ter problemas com o Linux.
Faz mais ou menos uma semana que estou brigando com o Mint para fazer o tal do microfone funcionar. E que luta. Só aquela quantidade de abas que aparecem no meu navegador dá uma ideia de como estou tentando resolver isso. Depois de ler mais de uma dúzia de soluções diferentes, tentar aplicá-las e NENHUMA funcionar fiz o seguinte:
1) Fui no Menu>Gerenciador de pacotes;
2) Desinstalei todos os pacotes pulseaudio.
3) Tentei usar só os pacotes alsa. Não deu certo.
4) Reinstalei todos os pacotes pulseaudio.
5) Testei e o microfone funciona!
Eu sei, esse é o tutorial mais idiota que você já viu. Talvez uma atualização do pulseaudio tenha sido feita e nesse instala, desinstala eu nem tenha percebido.
Fiz muita coisa pelo terminal também, mas sinceramente, não sei o quanto disso ajudou, por isso nem vou mostrar isso aqui. Um detalhe importante é que o Controle de volume do PulseAudio acessado via Menu começou a funcionar, levando para este menu aqui:
Ele só funcionou no ganho máximo de 90%. Não sei exatamente porque, mas vou testar. De resto, tudo funciona em uma velocidade significativamente maior que "aquele outro SO".
Existe uma lista enorme de sites que ajudaram muito. Segue abaixo alguns deles:
IT Topics
UbuntuGeeks
Linux Tips and Tricks
Onda Linux
Ubuntu documentation
Ubuntu Wiki
Bom amigos, por enquanto é isso. Espero que isso ajude. Qualquer dúvida, deixa um comment aí.
Pois então. Agora ele é o sistema default. Arram. Adeus Micro$oft. Sério. Tá bom, talvez só em máquina virtual, vá lá. Mas ainda estou resistindo bravamente.
O Linux vem arrasando já faz tempo. O Linux Mint 10 (Julia vrs) é o que há. Ele é baseado no Ubuntu, um linux dos mais amigáveis para o povo acostumado com "aquele SO que não pode ser dito da Micro$oft". A diferença do Mint e do Ubuntu é que o Mint vem mais "pronto" para usar... Você roda tudo, logo de cara. Filmes, músicas, DVDs, abre até os docxs da vida, se você instalar a versão de DVD mais completa! Dá uma olhadinha:
![]() |
| Minha área de trabalho... Olha ali o primo do Origin, QtiPlot. |
![]() |
| Área de trabalho em CUBO!!! |
O maldito problema do microfone. O pessoal que, tenho de reconhecer, se dedica muito, mas muito mesmo a produzir, compilar, testar e retestar milhares e milhares de linhas de código de programação, infelizmente não conseguiu resolver o famigerado problema do som no Linux, principalmente, do microfone no Linux.
Vejam, pode ser que eu esteja errado. O problema pode ser a dificuldade de fazer a coisa funcionar com algumas placas de som. Se você, usuário de Linux ainda não se deparou com este problema, você é um felizardo. Sério! Rejubile-se! Caso se dê o trabalho de dar uma olhadinha na WWWeb você vai ficar pasmo com a quantidade de gente que está tendo problemas com o microfone. E, estranhamente, a grande maioria, usuários de Linux no note e netbooks. Este é o meu caso, já que estou rodando do Mint em um Dell Vostro 1310, notoriamente conhecido por ter problemas com o Linux.
Faz mais ou menos uma semana que estou brigando com o Mint para fazer o tal do microfone funcionar. E que luta. Só aquela quantidade de abas que aparecem no meu navegador dá uma ideia de como estou tentando resolver isso. Depois de ler mais de uma dúzia de soluções diferentes, tentar aplicá-las e NENHUMA funcionar fiz o seguinte:
1) Fui no Menu>Gerenciador de pacotes;
2) Desinstalei todos os pacotes pulseaudio.
3) Tentei usar só os pacotes alsa. Não deu certo.
4) Reinstalei todos os pacotes pulseaudio.
5) Testei e o microfone funciona!
Eu sei, esse é o tutorial mais idiota que você já viu. Talvez uma atualização do pulseaudio tenha sido feita e nesse instala, desinstala eu nem tenha percebido.
Fiz muita coisa pelo terminal também, mas sinceramente, não sei o quanto disso ajudou, por isso nem vou mostrar isso aqui. Um detalhe importante é que o Controle de volume do PulseAudio acessado via Menu começou a funcionar, levando para este menu aqui:
![]() | ||
| Atentem para o volume do microfone! |
Existe uma lista enorme de sites que ajudaram muito. Segue abaixo alguns deles:
IT Topics
UbuntuGeeks
Linux Tips and Tricks
Onda Linux
Ubuntu documentation
Ubuntu Wiki
Bom amigos, por enquanto é isso. Espero que isso ajude. Qualquer dúvida, deixa um comment aí.
... and we are back...
Pois então... Resolvi acender as luzes e limpar um pouco essa bagunça. Como tudo que vai, volta... Bom, eu voltei. Muito a contar, muito mesmo. See you on other side...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
A Game of Thrones - O Jogo dos Tronos - UPDATE: A Guerra dos Tronos
Estava eu despreocupado da vida quando dei uma olhada no Sedentário, na coluna Cavernas e Dragões do Raphael Draccon. Ele vai trazer para o Brasil, junto com a Editora Leya um dos livros de fantasia mais comentados dos últimos anos, O Jogo dos Tronos A Guerra dos Tronos (A Game of Thrones). O livro faz perte da septologia A Song of Ice and Fire.
Para quem gosta deste tipo de leitura, a série já ganhou diversos prêmios e tem uma legião de fãs espalhada pela mundo. Escrita por George R.R. Martin, o próprio Draccon brinca dizendo que "Martin é Tolkien para adultos".
Para quem quiser saber mais a respeito tem um link na Wikipédia e a HBO planeja fazer uma série sobre a história (tem um vídeo do Youtube no post original do Draccon).
Maiores informações podem ser obtidas direto no post do Draccon.
Eu que sou um entusiasta confesso da literatura fantástica fico muito feliz com a iniciativa. Aliás, se alguém já tá lendo o livro no original e quiser comentar avisa aí.
Para quem gosta deste tipo de leitura, a série já ganhou diversos prêmios e tem uma legião de fãs espalhada pela mundo. Escrita por George R.R. Martin, o próprio Draccon brinca dizendo que "Martin é Tolkien para adultos".
Para quem quiser saber mais a respeito tem um link na Wikipédia e a HBO planeja fazer uma série sobre a história (tem um vídeo do Youtube no post original do Draccon).
Maiores informações podem ser obtidas direto no post do Draccon.
Eu que sou um entusiasta confesso da literatura fantástica fico muito feliz com a iniciativa. Aliás, se alguém já tá lendo o livro no original e quiser comentar avisa aí.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
A bofetada
Eu moro em frente a um motel, como a maioria dos meus amigos sabem. Essa posição privilegiada permitiu que eu observasse diversas cenas interessantes. Realmente interessantes. Mas essa última eu realmente acho que é digna de nota.
Era o dia 2 de janeiro de 2010. Eu estava ali, em pé, observando pela janela o clarear do dia por volta das 6 da manhã. O dia amanhecia bonito e com algumas nuvens populando o céu que se apresentava com um misto de azul e rosa. O movimento de pessoas e carros era muito pequeno e eu ouvia os passarinhos cantar. Era um amanhecer bonito.
Minha contemplação foi interrompida por um barulho de porta de garagem abrindo. Do motel em frente, um carro saiu pela porta da garagem recém aberta. Era um carro branco que após sua lenta saída parou a uns 5 metros da entrada do motel, em frente a uma sinaleira. Logo após a parada do carro, o motorista abriu a porta e dirigiu-se ao porta-molas. Ele abriu o porta-malas do carro e ali dentro havia um homem com uma latinha de cerveja em punho. Até aí nada demais. Um menagé em um motel. O trio só decidiu que o motel não devia saber que além de um casal, havia mais uma pessoa.
Enquanto o rapaz foi saindo lentamente do porta-molas, uma mulher saiu do carro também. Existia aquele clima de confraternização. Algumas risadas e a mulher aguardava o rapaz do porta-molas na porta do carona. O rapaz chegou perto dela enquanto disse alguma coisa que eu não consegui entender.
De repente, a bofetada. Logo após fazer o seu comentário, o rapaz recebeu do lado esquerdo do seu rosto uma das mais rápidas e estaladas bofetadas que já tive o prazer de presenciar. O rapaz ficou tão surpreso quanto o eu. Por alguns segundos, ele ficou ali, estaquiado ao lado da porta do carro. A garota entrou no carro, no banco de trás. O motorista, que pareceu não ter notado o que aconteceu, também entrou e bateu a porta do carro.
O rapaz esbofeteado continuou ali, parado. Ele levou a cerveja, provavelmente gelada, em direção ao rosto e entrou no carro. O carro deu a partida e seguiu o seu caminho.
Eu e os passáros ficamos ali observando tudo. O mundo seguiu seu rumo enquanto eu fiquei ali pensando: mas o que foi que esse idiota disse?
Sério... Como alguém pode dizer algo que tire uma outra pessoa do sério após um menagé? Como isso é possível? Digamos apenas que alguns tabus e vergonhas foram certamente deixados de lado nesse caso para que o trio tenha concordado com a relação sexual, certo? Tenham eles caído pelo grau alcoólico dos envolvidos ou não. Então, o que pôde, por Deus, ter tirado aquela mulher do sério?
Bom, eu fiquei um tempão pensando nisso... Cheguei a algumas alternativas:
- Na próxima eu deixo você enfiar no meu...
- Agora nós podemos acabar!
- O Calypso é o grupo que eu mais amo!
- Ele é foi muito melhor que tu!
Esses são só exemplos. Foi um começo de 2010 bem diferente para mim. Aceito sugestões de mais frases.
Era o dia 2 de janeiro de 2010. Eu estava ali, em pé, observando pela janela o clarear do dia por volta das 6 da manhã. O dia amanhecia bonito e com algumas nuvens populando o céu que se apresentava com um misto de azul e rosa. O movimento de pessoas e carros era muito pequeno e eu ouvia os passarinhos cantar. Era um amanhecer bonito.
Minha contemplação foi interrompida por um barulho de porta de garagem abrindo. Do motel em frente, um carro saiu pela porta da garagem recém aberta. Era um carro branco que após sua lenta saída parou a uns 5 metros da entrada do motel, em frente a uma sinaleira. Logo após a parada do carro, o motorista abriu a porta e dirigiu-se ao porta-molas. Ele abriu o porta-malas do carro e ali dentro havia um homem com uma latinha de cerveja em punho. Até aí nada demais. Um menagé em um motel. O trio só decidiu que o motel não devia saber que além de um casal, havia mais uma pessoa.
Enquanto o rapaz foi saindo lentamente do porta-molas, uma mulher saiu do carro também. Existia aquele clima de confraternização. Algumas risadas e a mulher aguardava o rapaz do porta-molas na porta do carona. O rapaz chegou perto dela enquanto disse alguma coisa que eu não consegui entender.
De repente, a bofetada. Logo após fazer o seu comentário, o rapaz recebeu do lado esquerdo do seu rosto uma das mais rápidas e estaladas bofetadas que já tive o prazer de presenciar. O rapaz ficou tão surpreso quanto o eu. Por alguns segundos, ele ficou ali, estaquiado ao lado da porta do carro. A garota entrou no carro, no banco de trás. O motorista, que pareceu não ter notado o que aconteceu, também entrou e bateu a porta do carro.
O rapaz esbofeteado continuou ali, parado. Ele levou a cerveja, provavelmente gelada, em direção ao rosto e entrou no carro. O carro deu a partida e seguiu o seu caminho.
Eu e os passáros ficamos ali observando tudo. O mundo seguiu seu rumo enquanto eu fiquei ali pensando: mas o que foi que esse idiota disse?
Sério... Como alguém pode dizer algo que tire uma outra pessoa do sério após um menagé? Como isso é possível? Digamos apenas que alguns tabus e vergonhas foram certamente deixados de lado nesse caso para que o trio tenha concordado com a relação sexual, certo? Tenham eles caído pelo grau alcoólico dos envolvidos ou não. Então, o que pôde, por Deus, ter tirado aquela mulher do sério?
Bom, eu fiquei um tempão pensando nisso... Cheguei a algumas alternativas:
- Na próxima eu deixo você enfiar no meu...
- Agora nós podemos acabar!
- O Calypso é o grupo que eu mais amo!
- Ele é foi muito melhor que tu!
Esses são só exemplos. Foi um começo de 2010 bem diferente para mim. Aceito sugestões de mais frases.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
ACABOU 2009! IIIIIIRRRRRUUUUU!
Pois é... 2009 acabou... E já foi tarde!
Vem aí 2010. E as coisas já começaram a mudar. Abraços a todos!
Vem aí 2010. E as coisas já começaram a mudar. Abraços a todos!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Vale a pena o debate sobre a Educação?
Tive a oportunidade de assistir algumas palestras sobre o atual estado do ensino e da pesquisa no Brasil. Algumas coisas suscitaram minha vontade de escrever sobre isso novamente. Curiosamente, este debate pelo visto começa a ressoar na sociedade, uma vez que no momento que escrevo isso, a rede Bandeirantes de TV no programa Canal Livre, apresenta um debate muito sério sobe o assunto.
Existem várias dificuldades quanto a tudo que foi falado nestas palestras e pelo menos o surgimento de algumas boas idéias. O que todos acabaram concordando é que o ensino e, inclusive sua estrutura, chegaram a sua estagnação máxima. A compartimentalização do ensino foi uma das questões levantadas. O termo grade curricular foi levantado, mas levando em conta o sentido, pode se dizer, pejorativo da palavra,na qual grade significa gaiola, cana, cadeia, prisão. Os temas tratados nas disciplinas atualmente são considerados ultrapassados, incomunicáveis, ininteligíveis e não cambiáveis. Somos prisioneiros da tal grade, engessados e, obviamente, culpados por termos permitido o encarceramento.
Existe também uma boa notícia. Somos o país da América Latina que mais produz pesquisa. Contudo, a má notícia é que somos responsáveis por uma pífia quantidade de patentes no mundo. Produzimos pesquisa, mas não produzimos produtos.
Ainda que produtos ou processos e a criação de empresas que alimentem o setor produtivo soe um tanto quanto neo-liberal, é impossível falar em pesquisa científica sem que haja real investimento. E então, o que fazer?
Não espero ter a resposta para essa pergunta. Tenho apenas poucas idéias e considerações.
A universidade não deve temer se reinventar. É preciso discutir os assuntos de modo aberto e, principalmente, com a comunidade, tendo como intuito melhorar. Sem punições ou reservas.
É necessário repensar completamente a forma de ensinar. Encontrar um sistema de ensino que abra a grade curricular, visando unificar um pouco mais o conteúdo de um currículo profissional, alterando a forma inclusive de se conceber seus programas e exigindo que cada disciplina tenha pelo menos 2 professores responsáveis. A formação passa a ser pensada de modo mais global.
A pesquisa precisa ser incentivada de uma forma clara e com investimentos pesado. E este investimento não deve vir unicamente da própria universidade, mas de uma relação de parceria com a indústria que precisa cada vez mais ser incentivada e concretizada de uma vez.
A universidade privada evidentemente deve se dar conta que a busca por qualidade é de suma importância e que a realização de parcerias com a indústria pode garantir a forma fundamental para sustentabilidade. Tutorar alunos ainda é uma opção importante. Carregá-los com a finalidade de fazer com que aprendam o que não aprenderam nos ensinos fundamental e médio é infelizmente irreal.
Claro que isso não é tudo. Mas é assim que eu penso que podemos fazer alguma diferença.
Existem várias dificuldades quanto a tudo que foi falado nestas palestras e pelo menos o surgimento de algumas boas idéias. O que todos acabaram concordando é que o ensino e, inclusive sua estrutura, chegaram a sua estagnação máxima. A compartimentalização do ensino foi uma das questões levantadas. O termo grade curricular foi levantado, mas levando em conta o sentido, pode se dizer, pejorativo da palavra,na qual grade significa gaiola, cana, cadeia, prisão. Os temas tratados nas disciplinas atualmente são considerados ultrapassados, incomunicáveis, ininteligíveis e não cambiáveis. Somos prisioneiros da tal grade, engessados e, obviamente, culpados por termos permitido o encarceramento.
Existe também uma boa notícia. Somos o país da América Latina que mais produz pesquisa. Contudo, a má notícia é que somos responsáveis por uma pífia quantidade de patentes no mundo. Produzimos pesquisa, mas não produzimos produtos.
Ainda que produtos ou processos e a criação de empresas que alimentem o setor produtivo soe um tanto quanto neo-liberal, é impossível falar em pesquisa científica sem que haja real investimento. E então, o que fazer?
Não espero ter a resposta para essa pergunta. Tenho apenas poucas idéias e considerações.
A universidade não deve temer se reinventar. É preciso discutir os assuntos de modo aberto e, principalmente, com a comunidade, tendo como intuito melhorar. Sem punições ou reservas.
É necessário repensar completamente a forma de ensinar. Encontrar um sistema de ensino que abra a grade curricular, visando unificar um pouco mais o conteúdo de um currículo profissional, alterando a forma inclusive de se conceber seus programas e exigindo que cada disciplina tenha pelo menos 2 professores responsáveis. A formação passa a ser pensada de modo mais global.
A pesquisa precisa ser incentivada de uma forma clara e com investimentos pesado. E este investimento não deve vir unicamente da própria universidade, mas de uma relação de parceria com a indústria que precisa cada vez mais ser incentivada e concretizada de uma vez.
A universidade privada evidentemente deve se dar conta que a busca por qualidade é de suma importância e que a realização de parcerias com a indústria pode garantir a forma fundamental para sustentabilidade. Tutorar alunos ainda é uma opção importante. Carregá-los com a finalidade de fazer com que aprendam o que não aprenderam nos ensinos fundamental e médio é infelizmente irreal.
Claro que isso não é tudo. Mas é assim que eu penso que podemos fazer alguma diferença.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Mas afinal: O QUE É CIÊNCIA? - Parte 2
Segue abaixo a segunda parte da palestra de Richard Feynman.
Para maiores informações recomendo ler a primeira parte aqui ó!
Good reading!
Para maiores informações recomendo ler a primeira parte aqui ó!
Good reading!
After some time, I was reminded of a little poem:
A centipede was happy quite, until a toad in fun
Said, "Pray, which leg comes after which?"
This raised his doubts to such a pitch
He fell distracted in the ditch
Not knowing how to run.
All my life, I have been doing science and known what it was, but what I have come to tell you--which foot comes after which--I am unable to do, and furthermore, I am worried by the analogy in the poem that when I go home I will no longer be able to do any research.
There have been a lot of attempts by the various press reporters to get some kind of a capsule of this talk; I prepared it only a little time ago, so it was impossible; but I can see them all rushing out now to write some sort of headline which says: "The Professor called the President of NSTA a toad."
Under these circumstances of the difficulty of the subject, and my dislike of philosophical exposition, I will present it in a very unusual way. I am just going to tell you how I learned what science is.
That's a little bit childish. I learned it as a child. I have had it in my blood from the beginning. And I would like to tell you how it got in. This sounds as though I am trying to tell you how to teach, but that is not my intention. I'm going to tell you what science is like by how I learned what science is like.
My father did it to me. When my mother was carrying me, it is reported--I am not directly aware of the conversation--my father said that "if it's a boy, he'll be a scientist." How did he do it? He never told me I should be a scientist. He was not a scientist; he was a businessman, a sales manager of a uniform company, but he read about science and loved it.
When I was very young--the earliest story I know--when I still ate in a high chair, my father would play a game with me after dinner.
He had brought a whole lot of old rectangular bathroom floor tiles from some place in Long Island City. We sat them up on end, one next to the other, and I was allowed to push the end one and watch the whole thing go down. So far, so good.
Next, the game improved. The tiles were different colors. I must put one white, two blues, one white, two blues, and another white and then two blues--I may want to put another blue, but it must be a white. You recognize already the usual insidious cleverness; first delight him in play, and then slowly inject material of educational value.
Well, my mother, who is a much more feeling woman, began to realize the insidiousness of his efforts and said, "Mel, please let the poor child put a blue tile if he wants to." My father said, "No, I want him to pay attention to patterns. It is the only thing I can do that is mathematics at this earliest level." If I were giving a talk on "what is mathematics," I would already have answered you. Mathematics is looking for patterns. (The fact is that this education had some effect. We had a direct experimental test, at the time I got to kindergarten. We had weaving in those days. They've taken it out; it's too difficult for children. We used to weave colored paper through vertical strips and make patterns. The kindergarten teacher was so amazed that she sent a special letter home to report that this child was very unusual, because he seemed to be able to figure out ahead of time what pattern he was going to get, and made amazingly intricate patterns. So the tile game did do something to me.)
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Mas afinal: O QUE É CIÊNCIA? - Parte 1
Bom, na onda dos meus posts mais científicos e educacionais, vou publicar um texto em inglês do grande físico norte-americano Richard Feynman. Ele vai ser prioritariamente divulgado em inglês e, no fim de sua publicação, pretendo lançar a versão completa, já traduzida.
Este texto é uma transcrição de uma das suas fantásticas palestras para professores de Ciências de nível básico.
O intuito de colocar a versão supostamente original do texto de Feynman tem relação com muito do que ele diz no texto. O fato de ser em partes é que ele é realmente grande e algo que o blog não comporta.
Segue abaixo a parte 1. Good reading!
Este texto é uma transcrição de uma das suas fantásticas palestras para professores de Ciências de nível básico.
O intuito de colocar a versão supostamente original do texto de Feynman tem relação com muito do que ele diz no texto. O fato de ser em partes é que ele é realmente grande e algo que o blog não comporta.
Segue abaixo a parte 1. Good reading!
Presented at the fifteenth annual meeting of the National Science Teachers Association, 1966 in New York City, and reprinted from The Physics Teacher Vol. 7, issue 6, 1968, pp. 313-320 by permission of the editor and the author. [Words and symbols in brackets added by Ralph Leighton.]
I thank Mr. DeRose for the opportunity to join you science teachers. I also am a science teacher. I have much experience only in teaching graduate students in physics, and as a result of the experience I know that I don't know how to teach.
I am sure that you who are real teachers working at the bottom level of this hierarchy of teachers, instructors of teachers, experts on curricula, also are sure that you, too, don't know how to do it; otherwise you wouldn't bother to come to the convention.
The subject "What Is Science" is not my choice. It was Mr. DeRose's subject. But I would like to say that I think that "what is science" is not at all equivalent to "how to teach science," and I must call that to your attention for two reasons. In the first place, from the way that I am preparing to give this lecture, it may seem that I am trying to tell you how to teach science--I am not at all in any way, because I don't know anything about small children. I have one, so I know that I don't know. The other is I think that most of you (because there is so much talk and so many papers and so many experts in the field) have some kind of a feeling of lack of self-confidence. In some way you are always being lectured on how things are not going too well and how you should learn to teach better. I am not going to berate you for the bad work you are doing and indicate how it can definitely be improved; that is not my intention.
As a matter of fact, we have very good students coming into Caltech, and during the years we found them getting better and better. Now how it is done, I don't know. I wonder if you know. I don't want to interfere with the system; it is very good.
Only two days ago we had a conference in which we decided that we don't have to teach a course in elementary quantum mechanics in the graduate school any more. When I was a student, they didn't even have a course in quantum mechanics in the graduate school; it was considered too difficult a subject. When I first started to teach, we had one. Now we teach it to undergraduates. We discover now that we don't have to have elementary quantum mechanics for graduates from other schools. Why is it getting pushed down? Because we are able to teach better in the university, and that is because the students coming up are better trained.
What is science? Of course you all must know, if you teach it. That's common sense. What can I say? If you don't know, every teacher's edition of every textbook gives a complete discussion of the subject. There is some kind of distorted distillation and watered-down and mixed-up words of Francis Bacon from some centuries ago, words which then were supposed to be the deep philosophy of science. But one of the greatest experimental scientists of the time who was really doing something, William Harvey, said that what Bacon said science was, was the science that a lord-chancellor would do. He [Bacon] spoke of making observations, but omitted the vital factor of judgment about what to observe and what to pay attention to.
And so what science is, is not what the philosophers have said it is, and certainly not what the teacher editions say it is. What it is, is a problem which I set for myself after I said I would give this talk.
sábado, 3 de outubro de 2009
A toxicidade escolar
Este texto peguei da Galileu nº 219 de Outubro de 2009. Ele é do roteirista e escritor canadense David Gilmour, autor do romance o Clube do Filme.
E aqui já adianto o que o texto acabou me motivando: a educação hoje em dia, nos moldes que se apresenta, intoxica, mutila e destrói o espiríto. Escolas e universidades precisam se reinventar e rapidamente. Hoje, perdemos pessoas curiosas, criativas e inteligentes (potenciais alunos) para internet, TV e até o rádio. E porque? Porque não permitimos que eles busquem as respostas. E mesmo quando permitimos, eles estão tão viciados nessa estrutura escolar gosmenta, que não fazem idéia do que fazer.
Acabamos perdendo estas pessoas porque quando elas optam pela internet o conhecimento chega de forma lúdica, rápida e, porque não dizer, colorida. Ainda que muitas vezes ele chegue aos pedaços e, porque não, errado, o fato de encontrar uma resposta e tê-la encontrada por seu próprio esforço premia o ser curioso.
E hoje o ensino parece, ao meu ver, estagnado. Estagnado em uma forma que por mais que tentamos reinventar nas escolas, acabamos presos a cuspe e giz, pela dificuldade em fazer pesquisa e pelo quantidade de turmas que somos submetidos. Somos máquinas de ensino e formamos outras máquinas. Alunos de universidades que chegam sem ao menos saber escrever ou que sequer imaginam o quanto o raciocínio lógico e criativo lhes foi tolido ao longo dos anos. Como avaliar 40 alunos sem que eles sejam adestrados? Eles mesmos se sabotam perguntando se podemos dar o mesmo exercício na prova. E isso é ensinar?
Eu até entendo que cabe a nós mudarmos isto dentro do que existe. Só que enquanto a estrutura se mantiver dessa forma, vejo muita dificuldade em ensinar de modo criativo e gratificante, tanto para o professor quanto para o aluno.
Boa leitura.
E aqui já adianto o que o texto acabou me motivando: a educação hoje em dia, nos moldes que se apresenta, intoxica, mutila e destrói o espiríto. Escolas e universidades precisam se reinventar e rapidamente. Hoje, perdemos pessoas curiosas, criativas e inteligentes (potenciais alunos) para internet, TV e até o rádio. E porque? Porque não permitimos que eles busquem as respostas. E mesmo quando permitimos, eles estão tão viciados nessa estrutura escolar gosmenta, que não fazem idéia do que fazer.
Acabamos perdendo estas pessoas porque quando elas optam pela internet o conhecimento chega de forma lúdica, rápida e, porque não dizer, colorida. Ainda que muitas vezes ele chegue aos pedaços e, porque não, errado, o fato de encontrar uma resposta e tê-la encontrada por seu próprio esforço premia o ser curioso.
E hoje o ensino parece, ao meu ver, estagnado. Estagnado em uma forma que por mais que tentamos reinventar nas escolas, acabamos presos a cuspe e giz, pela dificuldade em fazer pesquisa e pelo quantidade de turmas que somos submetidos. Somos máquinas de ensino e formamos outras máquinas. Alunos de universidades que chegam sem ao menos saber escrever ou que sequer imaginam o quanto o raciocínio lógico e criativo lhes foi tolido ao longo dos anos. Como avaliar 40 alunos sem que eles sejam adestrados? Eles mesmos se sabotam perguntando se podemos dar o mesmo exercício na prova. E isso é ensinar?
Eu até entendo que cabe a nós mudarmos isto dentro do que existe. Só que enquanto a estrutura se mantiver dessa forma, vejo muita dificuldade em ensinar de modo criativo e gratificante, tanto para o professor quanto para o aluno.
Boa leitura.
Eu acho que a maioria das crianças deve permanecer na escola. Grande parte delas precisa de uma educação formal. O mundo pode ser muito duro para quem não tem esse recurso. Mas há exceções. Meu filho Jesse é uma delas. Ele é um garoto incomum e precisa de uma educação idem. Para gente como ele, que não suporta ficar com a bunda sentada na cadeira durante horas por dias, meses, anos a fio, escutando alguém falar, a vida escolar é uma experiência tóxica e prejudicial, O tédio o estava deixando doido. E a sensação de fracasso era pior ainda. Para ser sincero, eu também não gostava muito da escola quando era estudante.
Eu achava que Jesse ia acabar deixando os estudos de qualquer jeito, e pior, temia que ele fugisse de casa. Então propus um acordo, quando ele tinha 15 anos: eu permitiria que ele largasse a escola, e ele nem precisaria trabalhar, contanto que ele assistisse a três filmes por semana comigo, escolhidos por mim. Assim começou o nosso Clube do Filme, que durou três anos. Os filmes serviam como um trampolim para as nossas conversas sobre cinema, relacionamentos, sobre a vida.
É claro que eu não diria para um garoto da favela parar de estudar e ir assistir a filmes, porque para muitos deles a educação é sua única esperança de melhorar de vida. Mas meu filho é um privilegiado, cresceu em uma família de classe média, e na época do Clube do Filme eu estava passando por uma má fase profissional como roteirista free lancer, então eu tinha tempo de sobra para ficar com ele.
Os filmes não foram o mais importante, mas sim o tempo que passamos juntos. E foi isso que eu pude dar a Jesse e que a escola não deu: muito tempo com um adulto que ele admirava (por mais pretensioso que isso possa parecer), interessado em suas opiniões, levando-o a sério e reafirmando o quanto ele era inteligente e interessante. Isso deu confiança a ele, a escola estava destruindo sua autoestima. Meninos precisam disso. Porque, se ele não conviver com esse adulto-modelo, vai se deixar influenciar pela personalidade mais forte entre seus amigos. E, se esse cara for um criminoso ou intimidador, o garoto vai ter problemas.
Várias vezes eu temi estar cometendo um erro irreversível. E se ele nunca aprendesse onde fica o Brasil, coisas assim? Mas decidi deixar que ele procurasse aprender as informações conforme precisasse delas.
Depois de três anos, Jesse resolveu voltar à escola e se formar. Começou a estudar literatura na Universidade de Toronto, onde ficou por um ano. Mas decidiu que a faculdade não era mais interessante que o colégio e que não queria terminar o curso. Ele é articulado, confiante, não tem medo de fazer as coisas e fracassar, e adora conversar. As pessoas gostam dele, e essa é uma ótima maneira de conseguir um emprego! Hoje, com 23 anos, Jesse trabalha como chef em um restaurante aqui de Toronto e acaba de escrever e atuar em seu primeiro curta-metragem, que foi comprado por uma produtora local. Ainda tem dúvidas sobre seu futuro profissional. Não quero me vangloriar, mas acho que ele está no caminho certo...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Escolas e sua relação com a Criatividade: Morte ou Vida?
Pois é. Acho que não existe melhor momento que este (pelo menos para mim) para discutir isso.
Antes que me perguntem: Ken Robinson, segundo a Santa Wikipedia é um autor inglês que fala muito sobre criatividade na Educação. Sim, o cara é controverso pacas, pelo que eu li rapidamente.
Chupinhado na caruda do MundoGump e da Irmandade do Véio Rosa. É importante lembrar que o vídeo faz parte do TED, que consiste em uma iniciativa de distribuir através da internet palestras de pessoas com grande conhecimento em uma área ou grandes expoentes da nossa civilização, tudo isso de grátis. A TED pode ser acessada com as palestras legendadas em português do Brasil neste link AQUI Ó. Abaixo, os vídeos:
Tá, e agora? Aguardo os seus comentários.
Antes que me perguntem: Ken Robinson, segundo a Santa Wikipedia é um autor inglês que fala muito sobre criatividade na Educação. Sim, o cara é controverso pacas, pelo que eu li rapidamente.
Chupinhado na caruda do MundoGump e da Irmandade do Véio Rosa. É importante lembrar que o vídeo faz parte do TED, que consiste em uma iniciativa de distribuir através da internet palestras de pessoas com grande conhecimento em uma área ou grandes expoentes da nossa civilização, tudo isso de grátis. A TED pode ser acessada com as palestras legendadas em português do Brasil neste link AQUI Ó. Abaixo, os vídeos:
Tá, e agora? Aguardo os seus comentários.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O Físico e o Escritor
Era um momento muito importante. Eles sabiam que aquele era provavelmente o momento mais importante da vida deles. O destino do mundo estava agora nas mãos destes destemidos agentes, que decidiram dar a própria vida, se necessário fosse, para salvar a humanidade. Infiltrados dentro do covil do vilão mais letal que o planeta Terra poderia enfrentar, eles finalmente tinham encontrado a máquina que poderia destruir a existência da vida neste planeta.
- Muita calma agora.
- Porque?
- Porra, não tá vendo que tem um laser aqui?
- Não, onde? Eu era escritor antes, sabia?
- Aqui ó! Arigó.
- Tá, tá. E o que fazemos? Tu és físico, deve entender destas coisas...
- Hum... Certo... Deixa eu ver uma coisa aqui...
Alguns minutos depois...
- Olha, pelo que eu vi aqui... Esse laser leva direto para a máquina do juízo final.
- Bom, ainda bem que descobrimos. Afinal, para isso que estamos aqui. Os intrépidos agentes especiais. Missão: salvar o mundo.
- Hã? Tá falando com quem, desse jeito afetado? Só tem nós dois aqui.
- Anh... Ninguém.
- Tá, então. Olha só, essa tua atitude tá me dando nos nervos. A coisa é séria aqui. Nós vamos precisar de ajuda.
- Peraí, deasarma isso! Tu és o físico! Tu conheces os mistérios insondáveis das nanocoisas... A poesia matemática das infindáveis operações que governam o universo micro e macroscópico. O inerente caos universal e sua ilusória desordem cósmica, a... Que foi? Porque ta me olhando assim?
- Nada, não. Tá... Olha só... Eu já entendi. Vou tentar...
2 horas depois...
- Não dá pra desarmar. É... Bom... O reator... de... de fluxo. Ele tá alinhado com o capacitor de campo. E quando isso acontece... É complicado, em termos leigos. Que foi?
- Hum... Olha só Seu Físico, não é por nada não... Só que eu acho que tu estás me enrolando...
- Qu... Quem? Eu? Ora, porque... Como?
- Viu? Tá né?
- Tá bom. Tô. Não faço idéia do que tá acontecendo aqui.
- Cacete! É só um laser de merda! Como tu não sabe? Tu és físico!
- É... E tu nem parece escritor! Fica dizendo essas bobagens...
Os dois permanecem em silêncio durante alguns instantes.
- Eu confesso. Eu... Eu sempre fui considerado um péssimo escritor.
- Puxa, eu achei que tu fosse contar alguma novidade.
- Bem, parece que tem alguém aqui que se diz físico, mas nem ao menos sabe como funciona um laser.
- Certo. Tá bem. Eu sou um físico muito ruim também.
Os dois ficam se olhando. Ambos se atiram ao chão.
- Eu escrevia, em todo lugar... Internet, cadernos em casa, portas de banheiro... Tudo. As pessoas acabavam me dizendo que só eu entendia meus contos... Nem meus amigos entendiam. Diziam que eu atirava as coisas... Que eu não queria posicionar as pessoas no conto...
- Em suma, diziam que você era péssimo certo?
- É. Certo.
- Bom, eu era físico... Quer dizer, eu achava que era... Cheguei a trabalhar em um laboratório de pesquisa durante um tempo, só pra ter certeza que seja lá o que eu fizesse lá dentro, nunca ia servir pra nada. Eu tentava... Me enganar. Eu dizia que aquilo era importante e tentava vender essa idéia... Acabei um dia saindo de lá. Fui dar aulas em outras escolas e universidades só para ter certeza que os outros também não queriam saber de nada. Que também só se enganavam. Consegui meu doutorado, mas nunca acreditei muito nele mesmo. E agora, me deparo com um laser... E sequer imagino o que fazer para desligar essa porcaria!
- Ei, não chuta isso não!
O físico acaba chutando a máquina. Mas nada acontece.
10 horas depois, e após muita lamentação...
- É. O rádio não funciona.
- O sinal deve ser fraco dentro da terra... Estamos embaixo de uma montanha... Não tem jeito de chamarmos ajuda.
- É isso aí escritor...
- Sabe, como você entrou pra Agência? Eu simplesmente cheguei no escritório e me contrataram... Aliás, pensando bem...Isso é muito estranho...
- Estranho foi como me contrataram... Olharam meu currículo e disseram que meus conhecimentos eram muito importantes... Blá-blá-blá... E aqui estou.
- Estranho, mandaram um escritor e um físico encontrar a máquina do juízo final. Porque não mandaram gente mais qualificada...
- Olha, isso faz parte do conto... Senão, não estaríamos aqui.
O escritor lança um olhar estranho para o físico.
- Do que diabos tu estás falando?
- Olha, isso faz parte da história que está sendo escrita neste exato momento.
- Tu pirou de vez físico? Que história?
- Quem em sã consciência diria: “os mistérios insondáveis das nanocoisas... A poesia matemática das infindáveis operações que governam o universo micro e macroscópico. O inerente caos universal e sua ilusória desordem cósmica”... essa babaquice toda?
- Eu disse! Espera aí...
- Que foi?
- Eu já sei quem está escrevendo essa história!... Só pode ser e... – Ao pensar isso, o escritor levanta-se de repente, botando as mãos no feixe laser.
- Cuidado o lase... – grita o físico.
E finalmente o mundo acaba.
- Muita calma agora.
- Porque?
- Porra, não tá vendo que tem um laser aqui?
- Não, onde? Eu era escritor antes, sabia?
- Aqui ó! Arigó.
- Tá, tá. E o que fazemos? Tu és físico, deve entender destas coisas...
- Hum... Certo... Deixa eu ver uma coisa aqui...
Alguns minutos depois...
- Olha, pelo que eu vi aqui... Esse laser leva direto para a máquina do juízo final.
- Bom, ainda bem que descobrimos. Afinal, para isso que estamos aqui. Os intrépidos agentes especiais. Missão: salvar o mundo.
- Hã? Tá falando com quem, desse jeito afetado? Só tem nós dois aqui.
- Anh... Ninguém.
- Tá, então. Olha só, essa tua atitude tá me dando nos nervos. A coisa é séria aqui. Nós vamos precisar de ajuda.
- Peraí, deasarma isso! Tu és o físico! Tu conheces os mistérios insondáveis das nanocoisas... A poesia matemática das infindáveis operações que governam o universo micro e macroscópico. O inerente caos universal e sua ilusória desordem cósmica, a... Que foi? Porque ta me olhando assim?
- Nada, não. Tá... Olha só... Eu já entendi. Vou tentar...
2 horas depois...
- Não dá pra desarmar. É... Bom... O reator... de... de fluxo. Ele tá alinhado com o capacitor de campo. E quando isso acontece... É complicado, em termos leigos. Que foi?
- Hum... Olha só Seu Físico, não é por nada não... Só que eu acho que tu estás me enrolando...
- Qu... Quem? Eu? Ora, porque... Como?
- Viu? Tá né?
- Tá bom. Tô. Não faço idéia do que tá acontecendo aqui.
- Cacete! É só um laser de merda! Como tu não sabe? Tu és físico!
- É... E tu nem parece escritor! Fica dizendo essas bobagens...
Os dois permanecem em silêncio durante alguns instantes.
- Eu confesso. Eu... Eu sempre fui considerado um péssimo escritor.
- Puxa, eu achei que tu fosse contar alguma novidade.
- Bem, parece que tem alguém aqui que se diz físico, mas nem ao menos sabe como funciona um laser.
- Certo. Tá bem. Eu sou um físico muito ruim também.
Os dois ficam se olhando. Ambos se atiram ao chão.
- Eu escrevia, em todo lugar... Internet, cadernos em casa, portas de banheiro... Tudo. As pessoas acabavam me dizendo que só eu entendia meus contos... Nem meus amigos entendiam. Diziam que eu atirava as coisas... Que eu não queria posicionar as pessoas no conto...
- Em suma, diziam que você era péssimo certo?
- É. Certo.
- Bom, eu era físico... Quer dizer, eu achava que era... Cheguei a trabalhar em um laboratório de pesquisa durante um tempo, só pra ter certeza que seja lá o que eu fizesse lá dentro, nunca ia servir pra nada. Eu tentava... Me enganar. Eu dizia que aquilo era importante e tentava vender essa idéia... Acabei um dia saindo de lá. Fui dar aulas em outras escolas e universidades só para ter certeza que os outros também não queriam saber de nada. Que também só se enganavam. Consegui meu doutorado, mas nunca acreditei muito nele mesmo. E agora, me deparo com um laser... E sequer imagino o que fazer para desligar essa porcaria!
- Ei, não chuta isso não!
O físico acaba chutando a máquina. Mas nada acontece.
10 horas depois, e após muita lamentação...
- É. O rádio não funciona.
- O sinal deve ser fraco dentro da terra... Estamos embaixo de uma montanha... Não tem jeito de chamarmos ajuda.
- É isso aí escritor...
- Sabe, como você entrou pra Agência? Eu simplesmente cheguei no escritório e me contrataram... Aliás, pensando bem...Isso é muito estranho...
- Estranho foi como me contrataram... Olharam meu currículo e disseram que meus conhecimentos eram muito importantes... Blá-blá-blá... E aqui estou.
- Estranho, mandaram um escritor e um físico encontrar a máquina do juízo final. Porque não mandaram gente mais qualificada...
- Olha, isso faz parte do conto... Senão, não estaríamos aqui.
O escritor lança um olhar estranho para o físico.
- Do que diabos tu estás falando?
- Olha, isso faz parte da história que está sendo escrita neste exato momento.
- Tu pirou de vez físico? Que história?
- Quem em sã consciência diria: “os mistérios insondáveis das nanocoisas... A poesia matemática das infindáveis operações que governam o universo micro e macroscópico. O inerente caos universal e sua ilusória desordem cósmica”... essa babaquice toda?
- Eu disse! Espera aí...
- Que foi?
- Eu já sei quem está escrevendo essa história!... Só pode ser e... – Ao pensar isso, o escritor levanta-se de repente, botando as mãos no feixe laser.
- Cuidado o lase... – grita o físico.
E finalmente o mundo acaba.
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