terça-feira, 13 de agosto de 2013

Viva a revolução

- Já faz algum tempo que não falamos.

Fiquei mudo. Não tinha nada a dizer.

- Ainda mais com alguém tão querido, tão seu... Não é?

Olhei para cara dele. Tudo que eu via era os seus dentes amarelos em meio aos lábios vermelhos como sangue. Um sangue que via brotar a cada palavra que ele me dizia.

- Você ainda me culpa pelos... acontecimentos? Você esqueceu que era a sua mão lá também?

Eu não aguentei mais - CHEGA.

- Mas eu mal comecei...

- É sempre isso. Qual o prazer que você sente em me lembrar disso?

- Nenhum.

- Então porque sempre voltamos a isso? No fundo você quer me ver sofrer. É só isso.

- Não. Em absoluto. De forma alguma sinto prazer em vê-lo sofrer. Só quero que admita: você fez tudo junto comigo.

- Seu filho...

- Sem agressões, por favor. Vamos lembrar o que aconteceu, vamos?

Eu não respondo. Eu abro a boca, mas minha voz se emudece.

- Ótimo. Nós estávamos... Deixa ver... Em frente ao palácio do governo, era isso mesmo? Claro que era... Você prefere assim, com toda essa carga dramática e eu fingindo que tudo está lentamente se desanuviando na minha cabeça, não é? Fazia frio, não?

- Não. Estava bem quente.

- Ah, viu? Você lembra! Engraçado isso, não? Eles acham que você "bloqueou" as memórias destes acontecimentos... Você deveria ganhar um prêmio pela sua ótima atuação.

-  Eu lembro de tudo. Cada detalhe. Lembro do cara de mochila na minha frente, com a máscara do Guy Fawkes e boné dos Pokemons. Lembro da namorada loira e gorda dele enrolada na bandeira do nosso país. Lembro do pivete de chinelos que estava ali só pela farra. Lembro dos verdadeiros ativistas políticos. Lembro da minha cabeça raspada e do gosto do sangue. Sangue dos policiais que eu matei. Sangue do cara de boné dos Pokemons que eu matei. O sangue de todos aq...

- Ah, pára com isso! Que coisa piegas! Eu lembro, eu lembro... Parece uma matraca! Que bobagem! Essas pessoas... Que exagero seu... Parece até que você matou eles com as próprias mãos...

- EU SEI O QUE EU FIZ. Eu joguei o molotov neles. Eu fiz aquilo com as minhas próprias mãos. Eles morreram por minha causa! Eu detonei os explosivos. Eu fiz tudo isso.

- Ah, quéisso? Eles estavam no lugar errado, na hora errada... O que você fez foi pela revolução, lembra? Ah, amada revolução...

Revolução... Milhares de pessoas reunidas pedindo revolução. Adolescentes gritando e exigindo a revolução.

E o que eles sabiam disso? E o que realmente eles sabiam disso ou sabem disso? Nas suas vidas de videogame, nas suas canetas coloridas, seus DVDs, seu mundinho de sitcoms, sua rebeldia velada de rede social ou de VJ de Web... Que rebeldia é essa que admite que para uma revolução é preciso "sujar as mãos"? Que rebeldia é essa que não sabe é o que ficar horas, dias, semanas, sem água potável, eletricidade ou comida? O que eles sabem disso?

- Você ensinou a eles. Não foi?

- Eu... Eu... Eu não ensinei nada. Eu só matei. Matei gente inocente. Matei gente culpada também.

- Em nome da revolução, é claro. Agora, porque você fica assim? Era a revolução, não?

- Olha aonde a gente tá agora em nome da revolução... Olha! Olha pra mim, desgraçado! Olha o que você fez! Você iniciou tudo isso! Você me fez acreditar! Você disse que era certo! Que nós tínhamos que lutar! Seu vídeos! Suas falas!

- Quer falar de culpa? Ótimo! Eu sou tão culpado quanto você! Eram as suas mãos! As mesmas mãos sujas que mataram crianças em nome da revolução! As mesmas que diziam que aquelas mulheres deviam sofrer um estupro político! Sentir a força pulsando da massa proletária no seu interior! Lembra disso, pervertido? Lembra? Eu estava lá do seu lado! Eu lembro de tudo... Tudo. E quer saber: é claro que eu adorei tudo isso... Hahahahahhahahah

Eu levo as mãos até o pescoço dele. Lento, eu aperto. Devagar, mas firme. Força agora. Quase lá. Quase lá...

Uma voz de fora retumba na cela:
- ABRAM A CELA 4256.

A porta se abre e a luz forte do corredor inunda meu rosto.

- Prisioneiro 4256. De pé.

Eu levanto devagar.

- Foram 30 dias de solitária João Paulo.

- Sim senhor.

- Espero que isso tenha te acalmado. Vamos, pise na linha amarela e aguarde.

Eu espero. Eles fecham a solitária. De dentro eu escuto... Ele cantar:
Let me please introduce myself 
I'm a man of wealth and taste 
And I laid traps for troubadours 
Who get killed before they reached bombay 
Pleased to meet you 
Hope you guessed my name, oh yeah 
But what's puzzling you 
Is the nature of my game, oh yeah, get down, baby

Lentamente eu vou me afastando, junto com o guarda. E eu ouço;
- Não demora João... Eu posso ir contigo, mas prefiro ficar te esperando... Volta logo tá? Eu tô bem pertinho... Te esperando...

domingo, 21 de julho de 2013

Crítica: Man of Steel (2013) + A BOMBA



Então eu vi Man of Steel...

Bom, minha experiência ocorreu em uma sala IMAX na versão 3D do filme.

Fiquei muito satisfeito com a sala e o som. A projeção foi de qualidade, começando pontualmente e sem as malditas propagandas que outros cinemas costumam enfiar goela abaixo. O pessoal do CinEspaço tá de parabéns por isso.

Vamos ao filme. Eu esperava Man of Steel com grande expectativa. Após o fiasco do Superman de Bryan Singer tudo que eu queria era um bom filme do Escoteirão.

Vejam, eu não sou fã do Supinho. Contudo, foi o primeiro filme que lembro de ter assistido no cinema, o que marcou demais a minha infância e que realmente me levou a me apaixonar tanto pelo cinema. No hall dos super-heróis, eu prefiro muito mais o Homem-Aranha, Hulk e o Batman. Mesmo assim, sempre achei que depois do que o Donner fez, o Superman podia ganhar filmes muito melhores por aí. Acho que ele é muito fácil de adaptar para a linguagem do cinema, de um jeito bastante único. Afinal, Superman é um deus entre mortais e, o que torna tão mais herói que os outros é a importância de suas escolhas. Mesmo com tantos poderes, tudo que ele faz é usá-los em prol da humanidade. Isso é o que o torna realmente Super. Infelizmente, muita gente hoje pouco se importa com isso. A "massavéice" reina absoluta. E essa característica está muito presente em Man of Steel, o que não me agrada muito, ainda que seja magistralmente bem executada.

O início do filme é grandioso e te joga direto no suspense. Krypton vai acabar e Jor-El (Russel Crowe) já decidiu o que fazer. Em poucos minutos de filme já surge o primeiro McGuffin. O mundo como ele conhece vai acabar e ele tem a chance de salvar o seu filho e a própria raça kryptoniana, através do tal Códex, que acaba "fundido" ao corpo do último filho (Kal-El) nascido de modo natural em Krypton. As cenas em Krypton são fantásticas e chamam atenção, sendo bem diferente do Krypton ascético e frio de Donner. Aliás, aquele início empolgante já renderia um ótimo filme só sobre Krypton. Os atores estão ótimos destacando-se a maravilhosa Lara (Ayelet Zurer), mãe do Kal-El. Putz, que mulher linda! Zod (Michael Shannon) mostra que o vilão foi construído de modo bastante claro. Ele é o que foi criado para ser: o guardião de Krypton. E, no fundo, o que fazer quando aquilo que nós somos é arrancado à força? Nada, principalmente em uma sociedade cuja a palavra adaptação não é possível.



E aí começa a melhor parte do filme. O Superman nos é apresentado lentamente, mostrando principalmente a infância e adolescência do Super. O Super (Henry Cavill) é crível, apesar de todo o seu poder. Apesar de uma ou outra crítica ao filme ter chamado o mesmo de "coxinha", vê-se que a figura paterna dos Kent, Jonathan (Kevin Costner) é a peça que forma o herói que vemos lentamente nascer. Kevin é perfeito de um modo que poucas vezes eu vi em um filme.



A partir do fim deste segundo ato, quando finalmente Kal-El conhece e aceita aquilo que é, vestindo finalmente o uniforme conhecido (sem a cueca por cima e bem mais escuro que o original), a ação vertiginosa começa a ser esfregada em sua cara, e isso não é ruim. Entretanto, alguns furos de roteiro começam a te incomodar e nosso Man of Steel começa a tropeçar nas próprias pernas. O maior problema é que este não é o Superman que conhecemos,  mas sim um Superman criado com medo daquilo que ele se tornaria. É louvável tudo que os Kent fazem para incutir no garoto que o fato de ser diferente vai atrair a atenção de todos. Só que o que vemos mesmo é o medo. Medo do diferente. O pior até não é esse medo, mas o fato de ele ser tão deslocado que não consegue se aceitar. Não há nada neste herói daquele Superman de All Star do Morrison (HQ bem legal). A ação é boa, mas vemos uma Faora (Antje Traue! UHU!) muito mais mortífera que Zod. Temos a velha história do vilão tentando mostrar para o mocinho que quem está certo é ele, e que este é momento de pular para o lado dele, onde todo o plano "vilanesco" é revelado. Claro que Kal-El se recusa e a porrada come solta.

Os furos começam a ficar ainda mais evidentes nessa parte. Parece que os roteiristas finalmente cansaram e pensaram: agora que já convencemos eles a verem o filme solta os CG aí! Em termos de destruição, parece que tem uns 10 Hulks de Avengers se porrando, só pra ter uma ideia da pancadaria do Super com seus inimigos. Apesar da grandiosidade, a velocidade que trama é apresentada só aumenta a quantidade de furos. Como por exemplo, *** olha o SPOILER!*** se a consciência de Jor-El sabe tudo de Krypton, porque ele não disse imediatamente como dar um jeito nos vilões? Esperou eles atacarem e tudo mais? A resposta que não convence e que está no filme é que ele esperava que todos se acabassem ficando amigos. Fala sério, né? Aliás, uma raça que colonizou o espaço não tinha como sair voando do planeta que ia acabar? Outra resposta ridícula presente no filme, é que a colonização espacial não deu certo e aí desistimos de sair por aí pelo espaço... Não tinha uma nave arca por ali, não? E porque raios levar a Lois para nave? Forçar o Super a fazer o que eles queriam? Porque ele chamou ela? Cacete, esses caras de Krypton são paranormais também? Ah, e porque raios o Superman que vemos só "escolhe" quem quer salvar? A resposta seria que os Kryptonianos que ele enfrenta são tão perigosos que ele mal tem tempo de respirar, sequer salvar os humanos. Só que isso incomoda. Salvar os humanos tem que ser prioridade para o Super. Ele acaba, bem ou mal fazendo isso, mas de um jeito tosco demais.

Mas o pior ainda está por vir. Apesar das cenas de ação encherem os olhos, o Super parece um pouco imbecilizado e passional. A cidade de Metrópolis e Smallville são praticamente dizimadas com as lutas. No filme de Donner, o Super levou seus inimigos para lutar longe da civilização. Claro, isso era bem mais barato no orçamento do filme ;) Agora fica claro que Zod não faz questão de lutar com o Super e nem de mantê-lo vivo. Outra ideia um tanto quanto imbecil quando se precisa do corpo do Kal-El para salvar Krypton. Finalmente, chegamos no clímax do filme: o momento que o Super...
*** SPOILER ALERT *** SPOILER ALERT *** SPOILER ALERT *** (selecione o texto "invisível" abaixo se quiser saber. Já aviso, vai estragar boa parte da sua diversão!)
MATA O ZOD!

Peraí... O pai Kent ensinou que ele tem que ser coxinha e tudo mais (o que até explica a dificuldade ou o quanto ele sofre para fazer o que faz) e aí o Super acaba encontrando a saída mais simples? Porra, ele é o Super! Ele tem que ser mais esperto que todos! Mesmo assim, isso não é o que faz o filme perder sua magia. Isso é o de menos. Tem um monte de mimimi na WWWeb por causa disso. No entanto, você até entende a ação dele. Afinal, ele enfrentava um ser tão ou mais poderoso que ele, disposto a matá-lo e toda Terra junta já que, neste ponto da história, ele não tem mais como salvar Krypton. Isso até justifica bem a atitude que o Super toma. A todo momento no filme fica claro que o Super possui uma conduta moral, enquanto seus inimigos não.

O que estraga o filme é o seu final ingênuo. Após este clímax, enquanto uma boa dose de "realidade" é jogada na sua cara, Clark Kent, o repórter, o americano, surge na sua frente. Cara, que anticlímax. Que bosta. Metrópolis já está novinha em folha. A repercussão dos ETs na Terra é quase nula. Talvez tudo isso se justifique na versão do diretor que tinha quase uma hora a mais que as 2h e 15 min do filme que chegou no cinema. Mas esse final mequetrefe caga o filme. Chega a ser um insulto.

Um fato que me chamou muita a atenção e que vi pouca gente se dar conta. Man of Steel bebe muito de sua inspiração em Invencível de Kirkman (leiam a HQ e vocês vão ver uma mistura de Smallville com Superman: Identidade Secreta. E é muito bom!). Basicamente ele é um Superman, mas com conflitos muito mais reais e tangíveis, com toda "massavéice" necessária aos tempo de hoje. O mote é parecido. Os vilões de Invencível acreditam ser uma raça superiora, mas que está definhando, assim como o seu mundo. Se você ler Invencível você vai rapidamente identificar o Zod ali.

O filme é de uma qualidade inquestionável. Os atores estão muito bem, inclusive Cavill. O furos no roteiro te deixam nervoso, mas no final o filme entrega o que se propõe: uma boa história de super-herói. Ingênua, mas um ótimo divertimento. Nota 7,5. Não tem cena pós-crédito.

AH, quase esqueci de jogar e falar da bomba: foi anunciado na San Diego Comic Con que o Man of Steel 2 terá a presença de ninguém mais, ninguém menos que ele: o Batman! PUTA. QUELOSPA. RIU!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sobre o passado e o futuro

- Eu sempre achei que tudo seria mais fácil...

Eu era o cara c.d.f. Eu tirava as notas boas na escola. Eu era o cara certinho. Eu fiz tudo certo. Eu estudei, eu não quebrei nenhum osso, eu respeitei meus colegas, eu respeitei minhas colegas, eu acreditei que o estudo me abririam as portas de uma vida melhor, eu fui religioso, eu ajudei os mais velhos, eu cuidei dos animais, eu ajudei os amigos, eu fiz amigos, eu ouvi meus pais, eu disse eu te amo, eu disse que me importava, eu fui honesto, eu fui responsável, eu andei na linha, eu evitei brigas, eu lutei pelos ideais de um mundo melhor, eu falei a verdade, eu falei baixo, eu limpei meu quarto, eu arrumei minha bagunça, eu arrumei a bagunça dos outros, eu li livros, eu plantei uma árvore, eu carreguei o meu avô, eu chorei abraçado, eu me emocionei com uma música, eu cantei, eu pulei com o gol do meu time do coração, eu salvei um passarinho, eu vivi.

Contudo, nada tinha me preparado para o futuro. Apesar de todas essas vivências nada tinha sido suficiente para o futuro.

Eu como chocolate, mas já não posso mais.
Eu bebo um pouco de vinho, mas já não devo mais.
Eu como um belo pedaço de carne, mas isso me faz mal.
Eu tomo água, mas até pedra no rim eu tenho.
Eu jogo basquete, mas eu tô sempre machucado.
Eu faço academia, mas eu continuo gordo.
Eu acredito no sistema, mas ele não se importa mais em me destruir.
Eu acredito nas pessoas, mas elas não acreditam mais em mim.
Eu fugi dos marginais, mas eles sempre me encontram.
Eu achei que o preço era justo, mas eu sou constantemente passado para trás.
Eu estava na hora marcada, mas ninguém se importa com horário.
Eu podia usar o equipamento, mas mesmo assim não me deixaram.
Eu quero ser um bom profissional, mas a preguiça é maior.
Eu quero ser reconhecido, mas só consigo isso pelos motivos errados.

Eu queria escrever algo um pouco mais feliz. Só que estou muito triste para isso.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Frustrante

Algumas coisas me deixam muito puto.

Uma delas é a facilidade com que as pessoas são filhos da puta.

Recentemente, passei por uma situação bem estranha. Eu e um conhecido decidimos que deveríamos fazer este tal procedimento. Pois bem, para que o procedimento funcionasse de modo adequado concordamos que a colaboração (essa palavra é importantíssima) desse conhecido era importante. Ele tinha, basicamente, o importante papel de fazer a coisa toda funcionar, já que eu não sei fazer o que ele faz.

Logo, todo um projeto foi explicado e bolado. Pedi opiniões. Trocamos ideias. OK. Todas as partes sabiam o que fazer. Contudo, as coisas simplesmente começaram a sair rapidamente dos trilhos. A primeira coisa foi o dito pelo não dito.

"Tu não me disse que tu queria fazer assim." Quando discutimos um projeto que tem todas as suas bases e prazos claros e alguém sai com essa, fica complicado. É evidente que podemos esquecer algo. Só que eu estava lá durante a discussão do projeto. E tenho uma memória de elefante. E com certeza absoluta, inclusive com o apoio de testemunhas,  eu tenho certeza do que falei. Só que o conhecido não ouviu (ou fez que não). Até aí tudo bem é só um mal entendido e esse conhecido recebe o benefício da dúvida.

Bom, então a gente faz o tal procedimento. Cagamos um queijo provolone para que ele funcione. A coisa vai indo e não deu certo. Até que o conhecido saí com essa pérola:
"Pois é, eu sabia que não ia dar certo. Até porque nós devíamos fazer desse jeito aqui que é o correto, pois eu já fiz uma vez e, esse jeito que eu sei, esse dá certo."

Peraí. Quer dizer, que tu sabia um jeito mais fácil de fazer isso, que seria o "mais correto" e, mesmo assim, sendo que tu estava o tempo todo colaborando no trabalho, tu simplesmente "omitiu" essa informação? Quase uma semana de trabalho foi pro espaço por causa desse "detalhe", sendo que o conhecido era o cara, o manda chuva, o fodão?

Cara, isso é realmente frustrante. Nunca me disseram que pesquisa seria isso. Frustrante. Acho que realmente tá na hora de mudar. Minha miopia começou a chegar no cérebro, só pode.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Futebol: paixão que enlouquece. E esse é o perigo.

   Eu não entendo muito as coisas que acontecem por aí. Eu não consigo entender tanta coisa que me sinto realmente fora da Terra. Sou o que se pode chamar de um alienígena.

   A última coisa que eu vi que eu certamente sei que não entendo mais é o futebol. Apesar de todos saberem a minha paixão clubística, ela certamente não vem ao caso neste momento.

   O que sempre foi importante no futebol aqui no RS é, que se um está por cima, o outro TEM  que estar por baixo. Sempre foi assim, sempre será. Entretanto, isto sempre foi e sempre será, pelo menos para mim, um esporte, um divertimento. Algo que sim, eu acho muito bacana, muito legal, mas que se infelizmente, amanhã me disserem que o futebol acabou e nunca mais será jogado, eu certamente ficaria chocado e triste. A vida seguiria, sem traumas, só com uma pontinha de saudade.

   É estranho dizer isso, mas eu tenho uma explicação muito clara a respeito deste meu sentimento. Eu vivi o final de uma era no futebol em que meu pai me levava ao estádio. Torcíamos, xingávamos, mas sabíamos que ao sair dali qualquer pessoa com a camisa do outro clube era uma pessoa, que merecia o nosso respeito e que gostaríamos de receber o mesmo tratamento dela. Existiam as flautas, as brincadeiras, as provocações, mas era isso e não passava disso. Eu achava muito bom ir estádio torcer, gritar na frente da TV com os jogadores (coisa que ainda faço...). Hoje nem tanto.

   O tempo passou eu fui para a faculdade e lá eu conheci muitos amigos e adversários no futebol. A gente brincava com o futebol, tocava flauta e como sempre fiz, eu aceitava a brincadeira. A luz de alerta acendeu para mim, quando num belo dia eu iniciei a brincadeira e este amigo enlouqueceu. Por causa de uma brincadeira com futebol, ele queria brigar a soco e foi contido por outros colegas. Este mesmo amigo, semanas depois veio mexer comigo, sobre futebol. Empurrei o mesmo contra a parede e perguntei se ele era homem só quando o time dele ganhava. Se quando a brincadeira vinha dele eu tinha que ficar quieto. Falei pra ele que se ele viesse falar sobre futebol comigo mais uma vez, essa seria a última.

   Aquilo ficou ecoando na minha cabeça por muitos anos. Primeiro, como ele foi capaz daquilo. Segundo, como eu fui capaz daquilo! No fundo, eu sentia que eu não queria brigar por time nenhum mas sim pela falta de respeito. Afinal, porque a brincadeira vale para um lado e não para outro? Porque ele tinha o direito de querer brigar por causa de um time de futebol? E porque eu teria esse direito?

   Último Gre-Nal no Olímpico. As torcidas são conduzidas pelas ruas de Porto Alegre pela brigada militar, em bretes de policiais, para evitar desavenças. Existe uma verdadeira guerra velada entre todos. Começa o jogo e a catimba e desavenças entre jogadores estimulam ainda mais a torcida a criar um clima belicoso. Não acho que o jogador não deva "chegar junto". Faz parte do jogo jogar duro e até fazer falta. A regra existe para punir os excessos. Aí vejo treinador invadir campo, chutar a bola pra longe, meter a mão em jogador e tudo isso, na minha modesta opinião, nada tem a ver com jogo. Além disso, vejo torcedor jogo rojão tanto na torcida quanto nos jogadores do time adversário, isso sem falar na quebradeira generalizada de banheiros, que já ocorreram em ambos estádios.

   Aí eu me pergunto: tudo isso tem que tipo de relação com o futebol que eu assistia ao lado do meu pai? Que tipo de envolvimento eu ainda tenho ou quero ter quando eu vejo pessoas vestidas de Grêmio ou Inter, como se fossem soldados, prontos para "dar o sangue" pelo seu time? O mesmo time que na noite seguinte faz churrascos ou festinhas entre os jogadores de ambas equipes rindo à toa das criancices feitas no gramado atrás de uma bola, uma vez que são infinitamente melhor remunerados  que muito professor, pesquisador, médico, enfermeiro? Claro, eles tem todo o direito de ganhar o quanto os nossos valorosos clubes se permitem gastar... Agora, será que essa briga de "exércitos da bola" serve para alguma coisa? Onde está o divertimento? Na briga ou no futebol? Em poder vociferar pelo facebook que o meu estádio é melhor que o teu? De que adianta toda essa energia gasta no futebol, quando a mesma podia estar sendo direcionada para lutas tão ou mais graves quanto um reforma política e social, uma distribuição de renda mais igualitária, uma educação melhor para todos? será que isso só acontece quando botamos cores de um lado ou de outro? Ou será que tudo se resume só no comportamento primitivo de tribos dos tempos das cavernas, onde o mais forte é quem tira mais sangue do outro?

   Inauguração da Arena do Grêmio. Cheio de problemas visíveis que a imprensa, na sua grande maioria, ignora. Aí vejo colorados nas redes sociais gozando a arena... E o que vai acontecer quando o Gre-Nal for lá? Os colorados vão quebrar tudo? E o contrário, quando gremistas estiverem no reformado Beira-Rio?

   Por essas e por outras, que ultimamente prefiro assistir NFL. Tem seus problemas, claro, mas pelo menos vejo torcedores com as cores dos times adversários um ao lado do outro, bebendo cerveja, sem brigas, torcendo. Mesmo na NBA, que volta e meia tem confusão entre jogadores, os torcedores estão lá, se divertindo, mesmo sendo adversários. Lá também temos confusões entre torcedores, assim como na Europa. Só que é menos. Muito menos.

   Porque não podemos mais simplesmente curtir o futebol, sem se preocupar se o filho de alguém pode ou não sair com a camiseta de um time na rua, sob pena de não voltar nunca mais para casa?

   Futebol para mim, cada vez mais, é só no PS3. E olhe lá.

sábado, 24 de março de 2012

Tolerância, querida desconhecida

Eu podia dizer que ando meio desligado, que nem sinto meus pés no chão... Mas não. Acho que uma das mais claras características da "maturidade" é te puxar para terra.

O vídeo game da vida real tem uma só vida. O bom é que igualmente ao Street Fighter tem barra de energia. Dá pra dizer que tem até uma barra de especial. Difícil é ter energia nela...

O que me chama a atenção é que nessa contemplação do tempo que passa (talvez aí esteja o erro) tudo muda e eu nunca me senti tão despreparado. E eu devia estar preparado para quê? Para o mundo real com suas preocupações diárias de problemas surreais. Não posso dizer que tudo mudou rápido. A cada curva do espaço-tempo eu percebia que tudo mudava, todo dia, toda hora, todo momento. O tempo passou... Eu não. Talvez por me recusar a crer que o tempo passava, eu me cristalizava. Eu me mantinha ali. Inteiramente eu, esse eterno desconhecido.

Claro que essa é uma meia verdade. Eu não tenho mais o rosto que eu tinha e no espelho essa cara não é minha. Só que eu ainda não sei exatamente quem eu sou. Um amontoado de clichês. Vivo exatamente como os nossos pais. Continuo em uma busca pela segurança financeira. Continuo achando que não tenho o suficiente. Continuo achando que sou pior do que gostaria de ser. Continuo sonhando com um eu que não existe. E chegamos enfim, ao que me motivou a escrever este texto. Ah, tolerância...

Tolerância que eu não conheço. Que me falta nos momentos chave, que me inunda sua ausência. Que me falta. Um amigo me disse que dada as atuais circunstâncias, talvez eu não seja culpado. Talvez.

Dia desses, apartei uma "quase" briga. Quem quase brigavam eram 2 senhores de mais de 60 anos, a socos, por uma atitude infantil de outro de menos de 50. Incomodado, irritado, acabei julgado como culpado pela situação, pois me preocupei quando deveria rir. Rir do ridículo que era apartar dois velhos.

Ah, tolerância, aonde estás? Porque levo tudo tão a sério? Que erro infantil me afoga que minha freudiana existência não descerra? Ah, tolerância... Tolerância débil que tolera meus erros e não os dos outros. Tolerância fútil que me permite errar e o mesmo erro cometer e, aos outros, negar clemência. Como é fácil ser assim um desconhecido (in)tolerante. Alguém que conhece o certo, não pratica o correto e motiva o incerto. Dúvidas que não esclarecem. Que respostas não apresentam. Assim como a vida. Que nada trás de esclarecimento. Ou que é tão clara, pura, cristalina em sua essência, que meu olhar embotado, enuviado, não permite enxergar.

Enfrentando os problemas do dia-a-dia eu percebo que os tons de realidade que eu vivo são pequenos e irreais. Aliás, a surrealidade dessa vida é que me surpreende. Hoje eu vivo aos trancos e barrancos empurrado por uma situação que se instalou. Evidentemente, não sou inocente. Sou culpado por cumplicidade, inércia, inépcia, preguiça... A lista é grande, infindável.

Por isso, agradeço aqueles que mais claramente enxergam a vida e que a mim toleram. Obrigado pela tolerância que para comigo possuem. Tolerância para com alguém que sonha em se expressar lindamente com palavras escritas, mas que tem preguiça demais e esmero de menos com as mesmas. Obrigado por tolerarem desculpas esfarrapadas, fracas, ridículas mesmo, de alguém que é uma quebra-cabeça traumático que quando montado só revela uma figura estranha, incompleta.

E obrigado ao ECAD que espero que não cobre pelas pequenas letras de músicas que usei neste texto. Ah, tolerância!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Vida: caixinha de surpresas

Já faz algum tempo...

A nossa vida é certamente feita de decisões, mas, ainda mais certamente, das desistências. Claro, todas são decisões de uma maneira ou outra.

Eu sempre acreditei que estou cercado de amigos. Aliás, eu sempre pensei que lealdade e dedicação fossem complementares a amizade.

Hoje eu olho pra esse tempo que passou e percebo que a verdade única disso tudo se resume a uma simples, ainda que eu não quisesse acreditar, constatação: cada um de nós está sozinho.

Nada do que você possa fazer para alguém vai fazer com que as atitudes daquela pessoa para com você sejam diferentes. Você causou uma impressão aquela pessoa e, não se engane, nada, por mais que você se esforce, vai mudar o que ela pensa de você.

Isso é uma lição que todos devemos levar, principalmente na vida profissional. Você pode ter dedicado anos da sua vida a uma ideia, um ideal. Ninguém vai fazer nada por você. E se você é como eu, que muitas vezes abre mão daquilo que acredita por que pensa que lealdade e dedicação deveriam vir a frente: parabéns. Você também faz parte do mundo dos tolos, assim como eu.

Contudo, existe um detalhe técnico importante: eu não estou culpando os outros pelo erros que eu cometo. Ao contrário, fico muito chateado por ter sido ingênuo e imaturo o suficiente por não ter percebido isso antes. Só eu posso fazer por mim. Mesmo aqueles que te esquecem, que te botam pra baixo e que te ferram: tudo que fazem é porque sabem que estão sozinhos e, que nem tão lá no fundo, estão morrendo de medo de perder aquilo que conseguiram. O medo nos governa e a solidão o alimenta.

Nessas horas, que tem sido mais frequentes do que eu jamais pensaria que fossem, eu tento lembrar um pouco daquela filosofia de botequim. Um botequim sofisticado, estilo Rocky Balboa:
(...) The world ain't all sunshine and rainbows. It's a very mean and nasty place and I don't care how tough you are it will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me, or nobody is gonna hit as hard as life. But it ain't about how hard ya hit. It's about how hard you can get it and keep moving forward. How much you can take and keep moving forward. That's how winning is done! Now if you know what you're worth then go out and get what you're worth. But ya gotta be willing to take the hits, and not pointing fingers saying you ain't where you wanna be because of him, or her, or anybody! Cowards do that and that ain't you! You're better than that! (...)
Pois é Rocky... Acho que tens toda razão... Só que a vida não é Hollywood também.

Mesmo assim, é preciso ter em mente:
1) Você está sozinho. Sério. Ninguém, nem sua família, vai fazer alguma coisa por você. É você, e mais ninguém.

2) Não é porque você está sozinho que você deve ferrar com todo mundo. As pessoas ao redor de você estão fazendo o melhor que podem, assim como você. Com todas suas idiossincrasias, uns mais, outros menos. Não se esqueça que só compartilhamos o mesmo barco. Portanto, não culpe os outros pelas suas falhas, decisões e desistências. Reconheça-as.

3) Se você conseguiu descobrir onde errou, você já deu um passo na direção certa. Se esse foi difícil, o próximo é ainda pior: corrija-se! Tenha a determinação de um leão faminto para evitar que você cometa os mesmos erros. Só isso vai levá-lo para a felicidade.

4) Destrua o seu egoísmo. Esse monstro dentro de um cada um de nós. Esse orgulho de que estamos sempre fazendo o que é melhor e que os outros é que erram. Pare de dizer para si mesmo que você é infeliz no seu trabalho, pois lhe falta motivação. Pare de achar que você merece trabalhar com aquilo que ama. Milhões de pessoas no mundo fazem aquilo que tem que fazer porque precisam ter um teto sobre a cabeça. Comece a pensar que é assim que as coisas são.

Eu podia ficar enumerando mais um monte de coisas aqui. Só que começar com essas 4 já vai ser duro o suficiente. Tomara que siga o que eu escrevi, pois apesar de já ter pelo menos enxergado isso, acho que não consigo fazer metade disso. E eu já sei que isso vai doer muito.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

BOMBA! DC Comics anuncia que vai REINICIAR seu universo!

- Trancou essa m...
- Ah, aperta o "reset"...

Pois é, meus amigos... Ê Roger... Ê Roger...

Sempre que temos aquela travada no computador (você pobre usuário do Window$), certamente, já apertou o botão de reset... E não é que a DC resolveu fazer a mesma coisa?

Como assim?
Quem acompanha HQs e o Universo DC Comics em particular sabe que, de tempos em tempos, face a tantas porcarias escritas pelos roteiristas e criação absurda e irrestrita de uma centena de personagens inúteis, é realizada uma "faxina" temporal ou cronológica ou ambas... As famosas Crises: nas Infinitas Terras, de Identidade, Final, e por aí vai. Infelizmente, leitores em quadrinhos (principalmente o pessoal da antiga) é bastante dogmático quanto a cronologia.

Eu compreendo perfeitamente este ponto de vista, uma vez que as histórias podem construir e desconstruir um personagem, tendo implicações significativas nas suas ações futuras.

Vamos ver o seguinte:
1) O Universo DC estava tentando mudar de modo significativo seus personagens. Alguns exemplos claros: Batman Inc., no qual Batman decide "abrir a sua franquia" (sem trocadalhos, por favor) mundial, recrutando outros Batman, ou assemelhados pelo mundo... O Superman estava renunciado a sua cidadania americana, pois ele era um alienígena e, além disso, alguém que acreditava que suas ideias não se alinhavam mais com os rumos tomados pelo país... Entre uma e outra ideia de jegue, algumas coisas interessantes estavam pipocando podendo acarretar algumas boas histórias, com uma pegada um pouco menos "massaveística" que o normal.
2) O filme do Lanterna quase exprudindo por aí e o do Batman em produção.
3) A nova Crise: Flashpoint, que não tem o nome Crise no meio, mas que devido a uma travessura do Flash Reverso, a linha temporal como era conhecida não existia, fazendo com que diversos personagens como conhecemos simplesmente não existissem. Exemplos: Aquaman (voador agora) guerreava com a Mulher-Maravilha e quase destruíram o mundo neste choque Atlantes vs. Amazonas; Bruce Wayne tinha morrido e o Batman era Thomas Wayne (Hush ou Silêncio para os íntimos); o Superman tinha sido capturado pelos americanos; Hal Jordan nunca tinha recebido o anel... e por aí vai.


Frente a isso, muitos ficaram com o pé atrás no anúncio. Resetar de vez o universo é muito drástico, ainda mais com a Crise Final de cerca de um ano e pouco atrás...
Posto isso, nerds (vacinados) unidos do mundo passaram a perguntar:
1) É só uma "Ultimização", assim como a Marvel fez com os Supremos (Ultimates)?
2) É uma linha temporal derivada de Flashpoint e só?
3) É uma terra paralela? A DC era conhecida por ter o Multiverso, com diversos Supermans, Batmans, Lanternas, coisa que tinha sido extinta na Crise nas Infinitas Terras, ressurgida e sabe-se lá o que foi feito do Multiverso na Crise Final...
4) É REALMENTE o novo UDC? Ou seja, todas aquelas histórias legais e cronologia e origens de personagens... ahn... foram para o saco escrotal?

Respondendo somente a última pergunta, ao que tudo indica... SIM! Os heróis terão novos uniformes, origens, relacionamentos (mode Contigo! on: o Super vai carcar a Maravilhosa! : mode Contigo! off) e serão inclusive rejuvenescidos! Dá uma sacada na arte do Jim Lee aí, um dos responsáveis pela bagaça:

Não se sabe exatamente o que vai acontecer com os sidekicks, tais como Robin, que poderá ser limado do universo. Ah, viram que o Super tá com a cueca pra dentro da calça? XD

O mimimi já começou forte nos EUAs e aqui também já desceram as loucas dos tamanquitos. Combinado a tudo isso a DC vem com outra bomba muito mais mercadológica: vai lançar suas revistas SIMULTANEAMENTE em papel e digital! Alguns brasileiros já se ouriçaram por aqui, já que se cogita que cada revista digital sairia por 90 centavos de dólar, exprudindo de vez a Panini, distribuidora internacional da DC.

Como nesse caroço certamente tem angú, faço eu as seguintes considerações:
1) A DC Comics é uma empresa e como tal visa o lucro. Logo esse deve ser esse o pensamento: foda-se a mimimização de um monte de véio preocupada com a cronologia.
2) Atrair novos leitores, tornando os seus ícones mais contemporâneos é natural para que se consiga vender mais. Claro que isso implica em exprudir muito do que é o personagem e do que ele passou. E, certamente, poderá ser uma significativa quantidade de massa fecal jogada contra o aparelho movimentador de ar.
3) O sinal de alerta vermelho deve ter zunido na DC quando eles viram baixas vendas, principalmente fora dos EUAs e orçamento no vermelho. Logo, faz-se barulho, chama-se a atenção, se der tudo ainda mais errado do que estava, retorna-se a vaca fria. Aliás, o anúncio fez com que grande parte dos compradores americanos cancelassem assinaturas e compras antecipadas de revistas, prática comum lá.
4) Desespero. A Marvel vem vendendo mais que a DC há muito tempo (EUAs). Além disso, vem detonando, ainda que com qualidade questionável, em outras mídias. Isso é uma coisa que a DC não explora faz tempo, salvo o Batman (deu muito certo!), o Super (merda gigante) e o Lanterna (parece um cocozão enorme) recentemente nos cinemas. Claro que ainda enveredam pelas animações, onde a DC coleciona um sucesso bem mais significativo que a Marvel.
5) Reserva de mercado. A DC não vai simplesmente quebrar seu contrato com a Panini. Lançamento digital deve ser só pros EUAs. Assim com o HULU.com faz a DC deve fazer limitando IPs de fora do país. Tá, nada que um proxy não resolva...
6) Safardanagem. Tudo continua como era dantes na terra de abrantes. É só uma campanha viral pra bombar nas vendas. Acabando as 52 novas revistas que serão lançadas para recontar as alterações nos personagens, pega-se a calculadora e mede-se o lucro. Não deu certo? Pegadinha do malandro!

Deixo-vos com algunas pensamentos que tive logo que vi a imagem da Liga da Justiça desenhada pelo Jim que eu coloquei ali em cima:
-Caraca, o uniforme da Maravilhosa tá diferente. Tem colerinha e tudo... E calça!
-Ué cadê a cueca do Super?
-Porra, quexeira no Flash... Vou vomitar...
-O Cyborg tá tunadaço! Entrou no liga pelo sistema de cotas... Americano não faz herói negro sem ser tranqueira. Foda!
-Batman de armadura... Plausível... Mais alinhado com o do cinema.
-Cadê o anel do Lanterna? Sério? Que porraéssa?
-Aquaman... falar o que né? Ê DC... Ê DC... Não ta vendo que vai se suja toda... Ô meu Deus do céu, viu... XD

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ótima palestra do TEDTalks

Aí galera, recomendo fortemente esta palestra do TEDTalks, principalmente pro pessoal da Eng. de Materiais, Eng. Física, Física e áreas afins. Está em inglês, mas daqui a pouco deve rolar as legendas em português. Segue abaixo o link:

Novas histórias com velhos heróis

Uma das coisas que mais me afastou das histórias em quadrinhos de linha, mensais, foram as histórias ridiculamente pobres e infantis. Em geral, são enredos enfadonhos que banalizam a ideia do herói da forma como foi criada. Além disso, os roteiros não passam de ideias fracas que servem apenas para encher os quadrinhos com os um monte de supers de segunda categoria que acabaram sendo criados no rastro dos grandes heróis.

Pois bem, uma das coisas que geralmente acompanho na WWWeb são fãs que criam histórias muito bem arquitetadas baseadas nos ícones heróicos que conhecemos: Batman, Superman, Hulk, Homem-Aranha, para citar alguns dos que mais admiro.

Recentemente, tive acesso a essa ideia muito bem bolada de um cara chamado themanbatman: The Batman Complex
Caras, que grande ideia. Sério, se um filme desse tipo fosse feito seria fantástico. Não nos importamos em ver o Batman sendo uma alucinação de Bruce Wayne. o que importa é o respeito ao ícone e a história. Ah, uma BOA história. Espero sinceramente que as indústrias de quadrinhos (Marvel e DC, para falar só das maiores) acordem rapidamente, pois se continuarem assim estarão enterrando suas próprias criações.

quinta-feira, 24 de março de 2011

UPDATED! How to change the background screen on Ubuntu Lock Screen: UPDATED!

There is nothing more fantastic than get familiar with the terminal and linux commands. The way to get it it is very, very easy. Remember, you have to be root or use your SuperCow powers!

Go to usr/share/backgrounds as root. In my case I click right button with the mouse in the /linuxmint folder and open it in terminal.

Now, you will use the following command line:
$sudo ln -s [TARGET WALLPAPER] default_background.jpg

This will create a symbolic link to the background you want as your Lock Screen and Login. As an example:
$sudo ln -s /home/~your_local/Images/blue.jpg default_background.jpg

This should wok with all linux distros.

Merry Xmas everybody!

******######*******
This is a special post, since this problem is bothering a lot of people. So I'll make it in English.

The lock screen (Gnome based) on Ubuntu Linux cannot be easily changed. There is no GUI for it and no easy way with GConf. How I manage to do it, simple way:

First, choose the image you want to be your background on the Lock Screen. Copy the file.

Now go to usr/share/backgrounds as root.

You should see some other folders in here. As I am using Linux Mint, my folder is /linuxmint. Open the folder. In here you should see a couple of files, probably image files.

One of these image is signaled as a link. Just leave it alone. The other should have a very suggestive name: default_background.jpg

Paste your chosen image into the folder. Now come the tricky part! :P

Rename the older image with the name you want or just delete it. Generally, the image has a copy on other folder. If you don't want to loose it, just copy to another location.

Now, get the image you want as your new background and just rename it to default_background

If you did right, pressing CTRL + ALT + L, your screen will probably Lock with the new background! YEY!

Any doubts, just comment.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Futebol e Capitalismo ou Como os Americanos lidam com Esportes

Pois é, nada mais verdadeiro que o texto abaixo que eu chupinhei na caruda do Sedentário e do Blog do Juca Kfouri. Tem um vídeo sobre isso também do comediante Bill Maher.

Impressionante como algumas coisas só mudam de endereço. A pendenga é sempre a mesma.

“Com o Superbowl, os americanos precisam perceber o que faz o futebol da NFL tão bom – SOCIALISMO.

Isso mesmo, a NFL tira o dinheiro dos times ricos e distribui para os mais pobres, exatamente como o Presidente OBAMA quis fazer com seu exército secreto de voluntários da ACORN (uma associação que ajuda pessoas carentes nos centros urbanos que os republicanos conseguiram destruir).

Green Bay, em Wisconsin, tem uma população de 100.000.

Porém essa pequena cidade pacata, as margens do rio sei-lá-o-nome teve a mesma chance de chegar ao Superbowl do que o New York Jets, que no próximo ano precisam só se calar e jogar (eles fizeram muitas provocações pela mídia e perderam).

Eu, pessoalmente, não assisto ao Superbowl desde 2004, quando o mamilo da Janet Jackson ficou à mostra e aquela fração de segundo de um peito negro à mostra queimou meus olhos e me ofendeu como um cristão (ele é ateu).

Mas eu entendo, quem não gosta do espetáculo onde milionários “bombados” causam traumas cerebrais uns aos outros em uma tela Flat Screen gigante, com uma imagem tão real que parece que o Ben Roethlisberger (quarterback dos Steelers) está na sua sala, agarrando a sua irmã.

Então não é surpresa que 100 milhões de americanos vejam Superbowl, o que é 40 milhões a mais do que os que vão a Igreja no Natal – e chupa Jesus!

Também é 85 milhões a mais do que os que assistiram á final da World Series (finais de baseball).

E ai está uma lição de economia para a América, porque o futebol é construído sob um modelo de igualdade e justiça e o baseball é construído sobre um modelo onde os ricos sempre ganham e os mais pobres geralmente não tem chance.

A World Series é como o programa Real Housewives of Beverly Hills (reality show com esposas de milionários): você tem que ser uma vaca rica só pra poder participar, enquanto que futebol é como Tila Tequila (uma celebridade “fácil”), qualquer um pode entrar.

Ou pra colocar de outra forma: Futebol é como a filosofia dos Democratas; eles não querem eliminar capitalismo ou competição, mas eles não aceitam quando algumas crianças têm que ir para escolas podres e sem estrutura, enquanto que os filhos dos ricos freqüentam escolas excelentes e seus pais os mandam pra Harvard.

Porque quando isso acontece, atingir o “American Dream” é fácil para uns e só uma fantasia para outros.

É por isso que a NFL, literalmente, divide a riqueza.

A cota da TV é a principal fonte de receita deles, e eles pegam todo esse dinheiro e colocam em grande pote “comunista” e dividem igualmente em 32 partes, pois eles não querem que ninguém fique pra trás.

É por isso que o time que ganha o Superbowl é o último a escolher novos jogadores pra próxima temporada, ou o que os Republicanos chamariam de “punir o sucesso”.

Já o baseball é exatamente como os Republicanos, e eu não quero dizer extremamente entediante, eu quero dizer que a teoria econômica deles é exatamente a mesma, ou seja, cada um que cuide de si.

Por exemplo, o time de um mercado pequeno como o Pittsburgh Steelers vai ao Superbowl mais do que os outros.

Já o Pittsburgh Pirates (time de Baseball)…. de Levi Jonhtson (jovem genro da Sarah Palin) tem esperma que viverá mais tempo do que o que levará para os Pirates chegarem a World Series.

A folha de pagamento deles é de 40 milhões enquanto que a dos Yankees de Nova York é 206 milhões.

Os Pirates têm a mesma chance de chegarem às finais de Baseball do que um pobre garoto negro de Newark tem de se tornar CEO da Halliburton.

É por isso que as pessoas deixam de ir aos jogos dos Pirates em Maio, porque se você não tem chance no jogo, você perde o interesse no jogo e se torna amargo com relação ao jogo. E é isso que está acontecendo com a classe média nos EUA.

Então você tem que rir porque os mesmos brancos raivosos que odeiam Obama porque ele redistribui a riqueza são os mesmos que amam futebol, um esporte que é bem sucedido exatamente por fazê-lo.

Para eles, a NFL é tão americana como cachorro-quente, Chevrolet, torta de maçã e uma torta de maçã gigante."


A tradução foi feita pelo Fabrício Azevedo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Magia no RPG: bonitinha... mas ordinária!

Se tem uma coisa que eu realmente não aturo mais nos jogos de RPG é a forma, pra lá de simplista, que a magia é abordada. Acho que eu sou muito mimimizento com isso. Meus amigos já não aturam mais minhas reclamações quanto a sistemas mágicos. Já criamos um sistema independente, já adaptamos coisas a sistemas específicos, e por aí vai, muito disso devido a criatividade do pessoal e também ao meu ranso.

Bom, alguns dos reais motivos que me fazem encher o saco com a magia no RPG:

- Magos são overpower.
    Já começamos com o pé esquerdo amigo. Serão overpower, só se o mestre deixar. Vejam, ser uma mago em um mundo qualquer deveria ser extremamente difícil. O personagem mago deveria ter um monte de requisitos, tais como, código de honra, voto, inimigos (grupo), aliados, magnetismo sobrenatural, idade, entre outros. Deveria necessariamente fazer parte de uma guilda de magos e responder a ela caso faça cagadas por aí.
    "Ah, mas daí eu não posso fazer meu mago independente, jovem, louco, distraído, megalomaníaco e sem as mãos..." Como não pode? Claro que pode! A única coisa é criar uma história convincente para isso. Uma sugestão de história muita suja: O mago jovem pode ser uma espécie de avatar mágico, nasceu imbuído de magia. Tanto poder mexeu com os miolos dele, que ficam toda hora fora do lugar. Por conta disso tudo, ele é "meio" distraído. Faz uma bola de fogo explosiva e quando vê uma borboleta, pira, joga a bola de fogo pro lado e sai correndo atrás do bichinho. Claro, ele quer dominar a todos. Bom, ele perdeu as mãos quando foi fazer suco de cana :P
    Portanto, magos não são overpower coisíssima nenhuma. Um bom mestre pode balancear bem as coisas. Mais ou menos seguindo a idéia de Vampiro: A Máscara e Mago: A Ascensão, resolver tudo na magia é levantar o véu ou coisa que o valha. A energia mágica deve ser usada com sabedoria, tanto pro bem, quanto para o mal. Claro que seu for malvadão vou tentar deturpar isso um pouquinho... E aí o mestre deve entrar com tudo e dar os devidos penalties! Caçadores de bruxa, Inquisição religiosa, demônios, anjos, fadas, duendes, outros magos, guildas... A lista de inimigos que se sintam atingidos pelo uso indiscriminado da magia pode ser absurda! Assim, acho que dá para um mago ter poder, desde que não exista uma enxurrada de magos pelo mundo.

- O mago usa a sua própria energia para fazer magias.
    Puxa, isso dá muito enrosco comigo. Eu não acho legal que um cara que sofra tantos penaltys (se o mestre seguir a idéia ali de cima) e ainda tenha que se borrar todo ou ficar impotente no meio de uma luta. Isso sempre foi broxante para mim. "Seja criativo!" Sei... Até eu tentar uma magia e ter que ser carregado pelos outros personagens...
    Olha, esse não é o real problema. Só acho que seria interessante que ele durasse mais tempo. "Gemas de energia!" Claro, todas bem acessíveis! Isso é só uma muleta. Mais tarde vou detalhar minha idéia sobre isso.

- A "tripa" mágica
    A "tripa" é principalmente conhecida pelos jogadores de GURPS. Você compra magias, uma a uma, formando o seu grimório, anotado em uma coluna da planilha de persongem, formando a maldita "tripa".  Eu sei que o GURPS é um sistema aberto e que se o mestre disser que pode comprar uma escola inteira, desde que pague o custo, tá tranquilo. Ah, e que ele pode escrever em linhas se quiser, num papel de pão. Também sei.
    O problema é aquele monte de magias, onde, um dia, talvez, se tu tiver as 8 gemas de energia, não tiver feito nenhuma magia no dia, tu vais poder usar a "Abismo infernal" e salvar a todos. Claro, grandes sacrifícios... Béh! Comprar uma quantidade gigante de magias só pra usar aquela lá... Novamente o sistema de verbos mágicos (Mago: A Ascensão, Magia de Improviso do GURPS) me parece muito mais interessante. Ainda assim, uma idéia ainda melhor é níveis para cada mago, o que libera só um determinado "pool" de magias. Assim, a medida que o personagem sobe de nível ele pode comprar as magias que deseja, dentro daquele pool, de acordo com a história ou alinhamento ou terreno... Uma infinidade de coisas pode ser criada aí.
   

- Magia negra ou branca?

    Essa é outra discussão interessante e que seria um grande penalty para aventureiros mágicos. O que seria a magia negra? Aqueles que lidam com necromancia, demônios, destruição em geral, são magos negros. Ah é? Simples assim? Os outros são bonzinhos? Vamos discutir isso daqui a pouco.


- Criar e transformar
    Uma das coisas mais irritantes são magias tipo criar e transformar. Criar a partir de magia, na minha opinião, algo elemental como "água" deveria ser extremamente difícil. Tá, a energia mágica foi manipulada de tal forma que se formou em água... Bom, o nível de manipulação do querido deve ser alto pra caramba então... Na verdade, qualquer mago chulé faz isso no RPG. Cara, Uma idéia muito interessante que li em um livro é que nada é criado do nada usando magia. Nesta sistema, se eu "criar água" ela vai surgir, mas, em algum lugar do mundo (astral, mágico, terreno), água foi "descriada". Nesse caso, o criar e o transformar, passam a ser algo um pouco mais como "realocar". A água é "magicamente transportada" de um lugar para outro. Essa uma idéia que também gera muito histórias. Vamos falar de magos porradas: Gandalf. Se vocês puderem citar uma vez em que o Gandalf cria alguma coisa do nada, eu gostaria de saber. Sério. O do filme então, nem se fala. Acho que em momento algum isso é observado. Ele possui um staff, cristal no staff (luz!), espada (úia), mas não cria coisas do nada! É o mega blaster da magia. Tolkien concordava comigo :P

Qual é a minha concepção de magia e mago:
    A magia é uma força natural. Ela está presente em tudo que é natural: plantas, pedras, água, ar, espírito, estrelas... Para dominar esta energia, o mago precisa ser um estudioso. Ele precisa estudar os que vieram antes dele e fizeram experimentos que os permitiram manipular essa energia. Uma vez que você compreende a forma básica de manipulação de energia, você pode usá-la para fazer magias!
    Simples, não? Assim, fazer magias como "Fogo" deve ser algo simples, sem gastar energia. "Isso já existe e se chama Aptidão Mágica. Tá no GURPS!" Eu sei disso. É uma ótima tentativa de balancear as coisas e modificar os custos de magia... Só que todo mundo faz magos com AM +3! "Eu não! É muito melhor jogar com um mago com AM +2 ou AM +1!" Ah, fala sério! Deve haver jeitos menos engessados de fazer isso. Uma forma interessante é um sistema que dependa ou SOMENTE da energia do ambiente ou de um SISTEMA MISTO de gasto energético.
    Isso pode enriquecer muito uma aventura. Neste caso o mago dependeria do mana local. Isso explicaria, por exemplo, porque magos seriam estudiosos "reclusos". O lugar que eles realizam seus experimentos deve ser cheio de mana, o que facilitaria a manipulação e execução mágicas. Outro fato interessante relacionado a gasto energético e magias: magias complexas demoram mais. "Isso também tá..." Eu sei! Eu sei. Mas a idéia não é essa. A idéia é penalizar o mago muito mais pelo tempo que ele precisa para "preparar" e "canalizar" a mana do que propriamente o gasto energético. Por exemplo, se ele usar magia do próprio corpo ele pode dar um "boost" temporal na magia, isto é, diminuir o seu tempo de execução. Mais ou menos como fazer uma mágica rápida e suja. Contudo, a penalidade deve ser adequada: usar energia vital reduz o tempo, mas se houver choque de retorno (falha) da magia, o mago sofre o dano igual ao total de pontos usados (isso é só exemplo). Dá pra adaptar coisas mais balanceadas.
    Um exemplo: Jujuba (mago iniciante) quer fazer a magia "Abismo infernal". Evidentemente, esta não é uma mágica do nível de aprendizado dele. De cara, ele já teria largado. Supondo que ele tenha níveis suficientes, Jujuba se defronta com um sério problema: o custo não só em mana, mas o tempo necessário para manipular toda essa energia, com a capacidade que ele possui, para realizar tal façanha. Segundo seus cálculos, Jujuba teria que ficar 1 mês ininterrupto "conjurando" para realizar a magia. Ele pensa e decide usar sua força vital. Feliz, ele descobre que usando este artifício o tempo fica reduzido para apenas... 15 dias! Jujuba vai embora e desiste de fazer tamanha asneira!
    Outra possibilidade é juntar um grupo de magos para reduzir ainda mais o custo...
    Outra ideia interessante é que o mago precisa de apetrechos que diminuem o gasto energético na hora de manipular essa energia: adagas, temperos, giz, cristais... entre outros. E ele ainda deve preparar, juntar tudo do jeito certo.
    Quanto a magia branca ou negra, porque não um sistema que caracteriza magia negra da seguinte forma: TODA e QUALQUER magia que for feita influenciando ou infringindo o livre-arbítrio de cada um, é magia negra? Legal? Até cura pode ser magia negra! Basta que a pessoa não concorde em ser curada. O mago herói deveria ser muito cuidadoso, não?

    Bom, é isso de momento. Meus amigos mimimizentos, deleitem-se.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rapidinha do Linux: escutando rádios e vídeos online no LinuxMint e Mac

Essa eu descobri um pouco fuçando, um pouco no blog do JoseVitor e outro tanto com o DanielDocki.

Vamos lá então:

Abra a página que você deseja ver o vídeo no seu browser. Aqui eu estava com problema nos vídeos e rádios do ClicRBS.

1° Passo – No seu browser da internet (aqui é o Firefox), clique com o botão direito sobre a imagem do vídeo e selecione a opção:

a) “Este frame” e logo em seguida “Código-fonte” - Muitas vezes é suficiente ir direto no código-fonte da página.

b) Caso não exista a opção “Este frame”, clique direto em “Código-fonte”.

2° Passo – Busque pela palavra “played” (sem as aspas) ou "playe". Embaixo desta palavra você encontrará um link como no exemplo abaixo:

// Items to be played
urls[1] = ‘http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=36890&channelId=40‘;
titles[1] = ‘O dia dos candidatos na Capital’;

Observação: uma outra opção é procurar por "asx" (sem aspas). Em geral, o endereço tem essa palavra que  tem relação com streamming de vídeo e áudio.

Basta copiar o link encontrado (marcado acima em negrito) e tocá-lo no seu player de vídeos ou música favorito (aqui é o VLC).

Se você usa o VLC pode ir em:
>Mídia>Abrir com opções
Clicar na aba "Rede"
Copiar e colar o endereço inteiro no formulário e dar ok.

Percebam que este passo-a-passo serve para vídeos e para rádios também.

É o mesmo sistema, mas para facilitar a vida vou fazer como o pessoal já fez em outros blogs e postar os endereços para vocês.

Rádio Atlântida RS:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20412&channelId=115

Rádio Atlântida SC:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20420&channelId=115

Rádio Itapema RS
:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20419&channelId=115

Rádio Itapema SC:
mms://gruporbs-itapema-fm-sc.wm.llnwd.net/gruporbs_Itapema_FM_SC

Rádio Cidade FM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20421&channelId=115

Rádio Gaúcha AM/FM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20422&channelId=115

Rádio Rural AM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20414&channelId=115

Farroupilha AM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=39995&channelId=115

CBN Diário AM:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/GetAsx.aspx?contentID=20415&channelId=115


Ah, vai um brinde aí para quem gosta de ouvir esporte em outros horários e outras rádios:

Radio Bandeirantes RS AM:
http://ss1.asaweb.com.br/castcontrol/playlist.php?id=143&type=asx

Um detalhe importante é que se vocês repararem quando o VLC toca o endereço ele substitui rapidamente por um endereço mms. Assim que possível posto eles aqui também e atualizo quando conseguir outras rádios.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

TerSer

Ter... Ser... Ter... Ser... Ter... Ser... Ter... Ser... Ter... Ser...
Seria esse um indivisível mantra que nos divide entre o que temos e o que somos?
Existiria essa diferença?
Senão vejamos:
Nasci. Tenho que respirar. Tenho que viver.
Tenho que comer.
Tenho que andar.
Tenho que crescer.
Tenho que falar.
Tenho que gritar.
QUERO ter.
Tenho que chorar, porque não tenho.
Tenho que aprender.
Tenho que respeitar.
Tenho que entender.
Tenho que estudar.
Tenho que acordar cedo.
Tenho que estudar.
Tenho que me manter no horário.
Tenho que estudar.
Tenho que ir para universidade.
Tenho que ser e saber o que quero.
Tenho tudo isso? Será que tenho mesmo?
Tenho que saber QUEM SOU.
Tenho que ser melhor.
Tenho que ser bom.
Tenho que ter sucesso.
Tenho que ter dinheiro.
Tenho que ter apartamento, celular, computador, máquina fotográfica, TV 42", cama box, internet, GPS, carro, ir para praia.
Tenho que ser marido.
Tenho que ajudar.
Tenho que ter filhos.
Tenho tanto pra fazer.
Tenho muito, ou quase nada?
Tenho tanto, mas porque minhas mãos estão tão vazias?
Tenho o que sou ou sou o que tenho?
Onde sou? Em casa ou no trabalho?
Quando sou, sou eu mesmo ou sou aquele que tem?
Tudo que tive ou que tenho ajuda a saber quem sou?
Quem sou revela tudo que tenho?
Tenho que emagrecer.
Tenho que ter saúde.
Tenho que saber quem eu sou.

E se depois de tudo eu ainda não sei? Sou tudo que tenho?
Vivo para ter? Vivo para ser? Tenho para ser? Sou para ter?
Vivo o que sou? Vivo o que tenho?
Sou o que vivo? Tenho que viver?

Tenho que me encontrar.

Tenho que Ser. Será?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mais uma coisinha sobre os UFOs...

Acho que eu tenho pirado com algumas informações que eu andei recebendo nos últimos dias... Até porque as histórias ficam cada vez mais intrigantes... Dignas de Hollywood.

Bom, nada ainda apareceu sobre Moscou em 2011 (que eu saiba), mas existe algumas coisas engraçadas e até surpreendentes na WWWeb que a gente acaba esbarrando de vez em quando.

Uma delas é este vídeo:

O distinto senhor que discursa no vídeo é um antigo Ministro da Defesa do Canadá, Sr. Paul Hellyer, e se você decidiu perder alguns minutos da sua vida e prestar atenção ao vídeo, já sabe: ele acredita em aliens e UFOs.

Até aí tudo bem. Tem gente que acredita que não tem nenhum tipo de sacanagem no futebol, por exemplo... O que me surpreendeu é, logicamente, a posição que ele já esteve e o fato de assumir publicamente sua crença. Fuçando um pouco mais daqui e dali descobri algo muito surpreendente: este cara já se desentendeu com ninguém mais ninguém menos que Stephen Hawking.

Claro, um físico deve ter dito para ele "se liga mané", mas não foi bem por aí. Uma das coisas mais intrigantes com que já me deparei foi a posição dele que, segundo a Wikipedia, é a seguinte:
Hawking has indicated that he is almost certain that alien life exists in other parts of the universe and uses a mathematical basis for his assumptions. "To my mathematical brain, the numbers alone make thinking about aliens perfectly rational. The real challenge is to work out what aliens might actually be like." He believes alien life not only certainly exists on planets but perhaps even in other places, like within stars or even floating in outer space. He also warns that a few of these species might be intelligent and threaten Earth. Contact with such species might be devastating for humanity.[32] "If aliens visit us, the outcome would be much as when Columbus landed in America, which didn't turn out well for the Native Americans," he said. He advocated that, rather than try to establish contact, man should try to avoid contact with alien life forms.

Ah bom... uma observação: Hawking já falou em Deus, metaforicamente, mas suas mais recentes obras falam muito mais em criação espontânea do universo, principalmente devido a gravidade.

Então esse é o panorama: Hellyer acha que os aliens já estiveram aqui, já tentaram nos ajudar e corremos com eles. Hawking, não só acha que aliens existem, mas acredita que, assim como os humanos, eles podem ter um efeito de colonização e conquista, isto é, são bad guys. E você, acha alguma coisa???

Enquanto isso, um projeto se organiza a muito tempo... Se trata do The Disclosure Project que evidentemente quer "levantar o véu" ou "a máscara" sobre OVNIs, aliens, energias alternativas e sistemas de propulsão.

Agora se quiser pirar e perder muito tempo busque no YouTube: pyramid UFO. Você brinca e se diverte...

domingo, 9 de janeiro de 2011

13 de Outubro de 2010 a Janeiro de 2011: a semana dos OVNIs e a bactéria que comia veneno

Este período trata de uma história que apesar de ser pra lá de B, eu gostaria de ter escrito. O pequeno detalhe é que ela tem um fundo de verdade muito grande. O problema é descobrir qual parte dela é real.

Tudo começou quando uma série de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) ocorreram em diversos lugares do mundo, mas foram principalmente registrados nos EUA. O Philipe do MundoGump fez um texto bem interessante a respeito que você pode ler aqui.

Segue o vídeo:


Bom, se você estiver realmente motivado a fuçar aí no YouTube vai encontrar mais outros 4 vídeos que mostram os OVNIs em zoom. Aí se você fuça um pouco mais descobre esse vídeo aqui:

Ok, balões. Porque diabos eu queria ter escrito essa porcaria de história então?

Bom, ela não acaba aqui. Fuçando um pouco mais na WWWeb descobri mais uma ou outra coisa esquisita:
1) Um cara chamado Stanley Arthur Fulham que alegadamente trabalhou no NORAD escreveu um livro sobre os EUA "esconder" E.T.s e naves extraterrestres.
2) No mesmo livro, ele indica que no dia 13 de Outubro de 2010, naves iriam aparecer em todo mundo, mostrando finalmente aos seres humanos que não estão sozinhos.

Ainda não tá satisfeito com os meus motivos para ter escrito isso? Pára. Tem mais:
3) O mesmo cara escreve antes de falecer no site do seu livro, Challenges of Changes a seguinte mensagem (muito resumidamente aqui): Moscou receberá visitas no fim da primeira parte de janeiro de 2011 e Londres 7 dias após essa ocorrência. Se fuçar mais no YouTube você encontra vídeos fazendo menção a isso tudo. Tente buscar UFO e October. Vocês vão ver OVNIs na China, Inglaterra, entre outros.

PARANOID MODE ON: sim, ele bateu as botas logo depois que os avistamentos ocorreram. Estranho, não?: PARANOID MODE OFF

Curiosamente, por volta de 2 de dezembro de 2010, a NASA anuncia que uma bactéria específica foi encontrada no fundo de um lago e ela tem a fabulosa habilidade de incorporar ao seu DNA o tóxico elemento Arsênico. É biologicamente o contrário de tudo que é conhecido pelo homem. Isso leva a crer que a vida surge nos lugares mais inóspitos possíveis! E que provavelmente estamos procurando vida em outros planetas ou da forma errada ou com poucas opções em termos elementares. É verdade que desde de 1990 já havia notícias de bactérias muito loucas, que se alimentam de radioatividade (alfa, se não me engano). Tem um link aqui

Claro que isso tudo é só um monte de coincidências deliciosamente bizarras que ocorreram. Ou será que não? ;)

Bom, se os avistamentos se confirmarem em Moscou (difícil, mas estou na torcida PRÓ AVISTAMENTOS!) isso seria realmente uma história. A animação do pessoal é tanta que já tem alguns vídeos mais elaborados aí:


E aí, consegui convencer vocês a ficar olhando para céu durante todo janeiro? Se alguém ver algo em Moscou me avisa, por favor.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sensível

23 de Dezembro

A neve começou a cair cedo naquele dia. Era só um dia como outro qualquer, frio o bastante, mas que não era ruim. E eu realmente trabalhava bastante, mas tinha certeza que não tinha nascido para fazer isso. Eu preferia calcular. Naquele dia, meu colega parecia muito inquieto e pertubardo durante a realização das nossas tarefas costumeiras.

Depois de algum tempo observando-o decidi perguntar o que estava acontecendo. Ele ficou bastante surpreso e pareceu se fechar ainda mais apenas me ignorando. Umas 3 horas depois, durante o intervalo, ele veio falar comigo. Ele então contou como estava preocupado com a sua esposa. Devido às circunstâncias, ele não a via há muito tempo. Ela era jovem, e eles tinham uma filha de apenas 11 anos. Ele tirou uma foto surrada de tanto manuseio de dentro de uma carteira de couro (em estado não menos deplorável). Na foto, estava a filha dele ao lado de sua esposa. Ambas eram muito bonitas. Tentei animá-lo, dizendo que ela tinha provavelmente puxado a mãe. Ele sorriu amarelo.

Voltamos a trabalhar e no outro intervalo ele se aproximou e decidiu dizer o que se passava. Antes de chegar, há alguns meses, sua querida filha tinha caído em um lago muito gelado, vítima de uma brincadeira inocente feita pelas amiguinhas. Após algum tempo ela havia ficado muito doente. Ele acabou com tuberculose e ele acompanhou o desdobrar da doença da filha a cada dia. Ele falou que a viu definhar, minguar e praticamente se desfazer nos seus braços. Ele nada pode fazer, apenas andar todo este caminho de sofrimento com ela, compartilhar esta jornada. Ele a enterrou e logo depois veio trabalhar.

Então, ele perdeu contato com a esposa. Ele conversou com o médico do trabalho e pediu para alguém visitá-la e descobrir como estava o seu estado de saúde devido ao histórico da doença na sua família. O médico prometeu entrar em contato com um amigo para ver o que ele podia fazer por ele. Recentemente, toda vez que ele encontrava o médico, o mesmo parecia fugir dele. Finalmente, ele conseguiu conversar com ele. O médico lhe contou que o amigo tinha conseguido visitar sua esposa, mas que as notícias não eram boas. Ela tinha desenvolvido uma forte tuberculose. Perguntei quando ele tinha sabido disso. Fazia 1 mês pelo menos.

Ficamos em um silêncio durante alguns minutos. Ele tinha medo de não vê-la nunca mais. Ele já havia perdido a filha e agora perderia tudo. Ele guardava dois pequenos cachos de cabelos da filha e da esposa junto da foto, dentro da carteira de couro. Enquanto ele observava os cachos, um choro convulsivo brotou nele. Ele tinha medo de não poder mais sentir o cheiro delas. Ele chorou durante um longo tempo, enquanto eu fiquei ali na sua frente, observando.

Foi estranho. Espero que nunca mais voltemos a falar disso.

Bom, hoje já encaminhamos pelo menos 300. Nossos superiores estavam com pressa hoje e acabamos não separando as crianças das mulheres. Levamos pelo menos 180 mulheres e crianças ao "banho". Meu colega conduziu os restantes, todos homens. Ele quebrou 2 mandíbulas, 3 braços e 5 pernas. Eu tinha que admitir o talento dele para isso. Eu só dei uns tapas em uma menina loirinha e na sua mãe. Estou ficando mole.

Se continuarmos assim seremos cumprimentados pessoalmente. Meu colega pareceu feliz com os meus cálculos. Isso deve animá-lo. Deve ser muito difícil acompanhar a trajetória de morte de uma criança, sua filha, tão de perto.

Dachau, 1940.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

É possível fazer literatura no Brasil?

Creio que a resposta é sim. Atualmente, temos um mercado ávido por novidades, fato que se justificativa pela estrondosa participação de pessoas na maioria das feiras de livros espalhadas pelo país. Entendo que isto não significa vendas elevadas, mas parece que o público que lia livros desde criança busca agora uma literatura diferenciada.

Vejam pro exemplo a última coluna do Raphael Draccon. Nesta coluna ele cita o sucesso da literatura de fantasia no país e alguns dos autores que alcançaram este status. Ele aponta também algumas razões que contribuíram para este fato e vai um pouco mais longe, apresentando algumas interessantes ideias sobre formas de aumentar o gosto pela leitura no Brasil. Uma leitura bem interessante para quem deseja se aventurar neste ramo.